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BONS ARES: Inflação de outubro fica em 0,26%, menor taxa para o mês desde 2000

inflacao-ipca-alimentos-supermercado1Foto: Daniel Marenco/Agência O Globo

A inflação oficial do país, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou o mês de outubro em 0,26%, menor taxa para o mês desde 2000. As estimativas de analistas do mercado financeiro compiladas pela Bloomberg previa alta de 0,29%. Em setembro, os preços variaram apenas 0,08%. Em outubro de 2015, a taxa foi de 0,82%. Nos doze meses últimos meses, a inflação ficou em 7,87%. No acumulado do ano, o resultado é de 5,78%.

A taxa no acumulado do ano, no entanto, já ultrapassa em muito o teto da meta fixada pelo Banco entral (BC), que é de 4,5% ao ano, com tolerância de dois pontos para cima ou para baixo.

Entre os grupos de itens pesquisados, a variação mais elevada em outubro ficou com transporte (0,75%), enquanto alimentação e bebidas (-0,05%) e artigos de residência (-0,13%) apresentaram recuo nos preços. Também subiram os preços da habitação (0,42%), vestuário (0,45%), saúde e cuidados pessoais (0,43%), despesas pessoais (0,01%), educação (0,02%) e comunicação (0,07%).

No grupo alimentação e bebidas, embora a queda em outubro, de 0,05%, tenha sido menos intensa do que em setembro (-0,29%), os preços de vários produtos caíram. Destaque para o leite longa vida, que ficou 10,68% mais barato e exerceu o principal impacto para baixo no resultado geral desse mês, de -0,13 ponto percentual. Em contrapartida, o item carnes, que teve variação de 2,64%,pressionou o grupo dos alimentos e exerceu o principal impacto individual no índice do mês, com 0,07 ponto percentual. Em algumas regiões, a alta das carnes foi ainda maior, como Curitiba (4,4%), Fortaleza (4,19%), Vitória (4,18%) e Rio (4,09%). Salvador (0,52%) e Brasília (0,61%) apresentaram as menores variações.

GASOLINA E ETANOL EM ALTA

Entres os itens que compõem o grupo transporte, o aumento de 6,09% no preço do litro do etanol levou o preço da gasolina a subir 1,22%, já que esta contém 27% de etanol em sua composição. A alta de 10,06% nas passagens aéreas também exerceu pressão sobre o grupo.

Outros itens que também influenciaram o IPCA do mês foram: seguro de veículo (1,7%), botijão de gás (1,19%), plano de saúde (1,07%), empregado doméstico (0,87%), mão de obra para pequenos reparos (0,87%), emplacamento e licença (0,81%), taxa de água e esgoto (0,74%), telefone fixo (0,62%) e condomínio (0,52%). Quanto aos itens em queda, os destaques foram hotel (-5,63%) e cigarro (-1,63%).

Entre as regiões pesquisadas, o índice mais elevado foi o de Campo Grande (0,53%), onde seis dos nove grupos de produtos e serviços verificados apresentaram taxas superiores à média nacional. O menor índice foi o da região metropolitana de Vitória (-0,16%). O Rio de Janeiro, depois de registrar deflação em setembro (-0,14%) voltou a ter alta nos preços na ordem de 0,16% em outubro. Em 12 meses, o Rio acumula alta de 9,27% nos preços e no ano a inflação está em 6,48%. Ambos os índices são maiores do que a média geral para esses dois períodos.

Depois de sete reduções seguidas, o Boletim Focus divulgado na última segunda-feira pelo BC manteve inalterada a previsão para o IPCA deste ano, em 6,88%. Há duas semanas, a taxa ficou abaixo de 7% pela primeira vez desde 29 de abril. Já para 2017, preveem que o IPCA ficará em 4,94%, se aproximando cada vez mais do centro da meta do governo, de 4,5%.

O Globo

 

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  1. Saiu a máfia ,QUADRILHA do poder ,as coisas começam a melhorar,NÃO DIGO que só tem santo hoje ,mas ao menos o roubo que era de 100% vai diminuir

    1. Você diz isso baseado nas manchetes dos jornais? KKKKK! Acho que o aumento das verbas publicitarias destinadas a grandes empresas de mídia como o grupo Globo ajudam a diminuir as manchetes negativas não acha?

    2. Os gastos com cartão corporativo aumentaram depois do Temer chegar ao poder. E os dados dessas e outras despesas sumiram do portal da transparência do Planalto. É só um exemplo do que pode estar acontecendo.
      Não se esqueça que o PMDB controlava parte da Petrobras e era beneficiado com os esquemas tanto quanto o PT. Só não é investigado pela justiça e imprensa com mesmo interesse. E agora controla tudo. Se a luta era contra corrupção porque parou? Cadê o povo raivoso nas ruas e mídias sociais?

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Despesas com alimentação e habitação foram responsáveis por metade da inflação de outubro; carne e combustíveis foram vilões

Os aumentos nas despesas com alimentação e habitação foram responsáveis por metade da inflação de outubro, segundo os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira, 7.

O grupo alimentação e bebidas reduziu o ritmo de alta de 0,78% em setembro para 0,46% em outubro, o equivalente a uma contribuição de 0,11 ponto porcentual à taxa de 0,42% do IPCA do último mês. Já habitação passou de 0,77% para 0,68%, o equivalente a um impacto de 0,10 ponto porcentual. Embora tenham desacelerado em relação ao mês anterior, os dois grupos juntos responderam por 0,21 ponto porcentual da inflação de outubro.

Carnes

O ritmo de aumento nos preços das carnes diminuiu na passagem de setembro para outubro. No entanto o item ainda teve o maior impacto para a inflação do último mês, com uma contribuição de 0 04 ponto porcentual à taxa de 0,42% do IPCA de outubro.

As carnes reduziram a alta de 3,17% em setembro para 1,46% em outubro. Da mesma forma, outros produtos perderam força, como as frutas, cerveja, frango em pedaços, refrigerante, cerveja fora de casa, pão francês, refeição fora de casa, entre outros. Na direção oposta, o tomate saiu de uma queda de 9,42% em setembro para um aumento de 12,37% em outubro.

Transportes

Antes mesmo do reajuste anunciado pela Petrobras, de 3% sobre a gasolina nas refinarias, os combustíveis já ficaram mais caros ao consumidor em outubro. Tanto a gasolina quanto o etanol tiveram aumento de 0,18% no último mês, após registrarem queda em setembro. O recuo tinha sido de 0,07% sobre o litro da gasolina e de 0,01% sobre o litro do etanol.

Mas o encarecimento dos combustíveis foi compensado pela queda nos preços das passagens aéreas, que desacelerou o ritmo de aumento nos gastos com Transportes, de 0,63% em setembro para 0 39% em outubro. As tarifas aéreas caíram 1,94% no último mês, após a forte alta de 17,85% registrada em setembro. Outros itens que registraram taxas menores na passagem de mês foram o conserto de automóvel (de 1,35% em setembro para 0,92% em outubro) e automóvel novo (de 0,76% para 0,61%).

fonte: Estadão Conteúdo

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