Finanças

Oposição atribui rebaixamento a irresponsabilidade fiscal do governo

No dia em que o Brasil perdeu o último selo de bom pagador entre as grandes agências de classificação de risco -a Moody’s anunciou o rebaixamento na manhã desta quarta-feira (24)-, líderes de oposição no Congresso Nacional atacaram o governo, a quem culpam pelo resultado.

O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), adversário da presidente Dilma Rousseff (PT) nas últimas eleições, chamou de irresponsável a condução da economia e afirmou que o governo não tem autonomia para conduzir as reformas necessárias.

“É o pior sinal possível e, ao contrário do que o PT gosta de afirmar, é de responsabilidade exclusiva do governo brasileiro, dos inúmeros equívocos do governo do PT. A verdade, que esse rebaixamento significa: as empresas com maior dificuldade de rolar suas dívidas, com mais dificuldade, mais desemprego, descontrole da economia cada vez maior”.

A Moody´s é a terceira grande agência de risco a retirar o grau de investimento do País. Segundo o tucano, foram feitos diversos alertas, inclusive durante a campanha eleitoral, ignorados. “A responsabilidade por esse rebaixamento não é de nenhuma crise internacional, até porque ela não existe”.

O líder do Democratas na Câmara, deputado Pauderney Avelino (AM), afirmou que a decisão da Moody´s de rebaixar a nota de crédito do Brasil reflete a situação calamitosa das contas públicas do país, destroçadas pelos repetidos erros deste governo e pela gastança pré-eleitoral, quando os petistas fizeram de tudo para se perpetuar no poder.

“Infelizmente não só o governo petista perde com o rebaixamento. Quem perde é o país”, disse o líder. Ele lembrou que o rebaixamento impacta na vida de todos os brasileiros, visto que a classificação do Brasil como “grau especulativo” afasta investidores, tão necessários para a retomada do crescimento do país e para a geração de empregos.

Além da retirada, o líder Pauderney Avelino lamenta que a agência tenha decidido cortar a nota em dois degraus de uma só vez. “Isso ratifica a percepção de que a situação fiscal do país é dramática. Se Dilma Rousseff continuar no poder, o país vai continuar ladeira abaixo”, disse.

Para o líder do PPS da Câmara, Rubens Bueno (PR), o resultado demonstra uma desmoralização. “Dilma fez o Brasil receber o selo de caloteiro. A superação dessa crise só se dará com a saída dela do governo. Até porque Dilma só tem empurrado o país para o buraco desde que assumiu o primeiro mandato. Hoje ela não tem mais nenhuma credibilidade para aprovar um ajuste fiscal no Congresso”, afirmou Rubens Bueno.

Folha Press

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