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Juro do cartão de crédito atinge o maior patamar desde 1995

A taxa Selic permaneceu em 14,25%, segundo a decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central, mas os juros cobrados na ponta do consumidor continuam subindo. De acordo com levantamento da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac) de seis linhas pesquisadas, três tiveram suas taxas elevadas (juros do comércio, cartão de crédito rotativo e cheque especial) entre abril e maio. O juro do cartão de crédito, segundo a Anefac, alcançou o maior patamar desde outubro de 1995.

Segundo a Anefac, foi a quinta elevação dos juros neste ano e a vigésima consecutiva. No caso do cartão de crédito, o juro do rotativo subiu de 15,01% para 15,12% ao mês, entre abril e maio. No ano, quem usa o rotativo do cartão paga juro de 441,76%, o maior nível em 21 anos. Em outubro de 1995, o juro do rotativo do cartão bateu em 15,43% ao mês, o equivalente a 459,53% ao ano.

Também subiu o juro cobrado pelo comércio, de 5,82% ao mês para 5,84% (97,61% ao ano)e a taxa do cheque especial, que saltou de 11,46% para 11,54% em maio, o equivalente a 270,82% ao ano.

O diretor executivo de estudos e pesquisas econômicas da Aneafc, Miguel Ribeiro de Oliveira, observa que o atual cenário econômico, com desemprego em alta, juros elevados e renda corroída pela inflação, além de aumento de impostos, aumenta o risco do crescimento nos índices de inadimplência.

– Com as expecativas ruins para 2016, de queda de renda das famílias, as instituições financeiras elevam suas taxas de juros para compensarem possíveis perdas com a inadimplência – explica Ribeiro de Oliveira.

A pesquisa da Anefac mostrou que houve redução de juros em três linhas de crédito: Crédito Direto ao Consumidor oferecido pelos bancos para financiamento de veículos (a taxa mensal caiu de 2,35% para 2,32%); empréstimo pessoal nos bancos (de 4,64% ao mês para 4,58%) e empréstimo pessoal em financeiras (de 8,41% para 8,36% ao mês).

Mas mesmo com esses recuos, na média para pessoa física, entre as seis linhas pesquisadas pela Anefac, o juro subiu de 7,95% ao mês para 7,96%, o equivalente a 150,70% ao ano. É o maior patamar desde novembro de 2003, segundo a Anefac.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. É o único setor no Brasil que não tem prejuízo NENHUM, em qualquer crise. Por que $erá????????? Quando é que vai ser aberta uma CPI dos bancos??????? Tenho curiosidade em saber quem recebeu dinheiros dos banqueiros.

  2. Segundo informações que li na internet, o juro do cartão lá é em torno de 26% ano, não sei se atualmente se mantém assim. No entanto mais de 400% de juros é algo no mínimo abusivo.

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Economia

Juro do cartão de crédito sobe mais uma vez e se aproxima dos 300% ao ano

CEvumelW8AE91twO cenário de maior inflação, aumento de juros e expectativa de maior inadimplência levaram a um novo aumento dos juros do cartão de crédito. A alta de abril, a terceira seguida neste segmento, fez a taxa chegar a 12,14% ao mês ou 295,48% ao ano, o que significa dizer que uma dívida de R$ 1.000 no cartão se transforma, 12 meses depois, em R$ 3.954,89. Essa é a modalidade de crédito mais cara para a pessoa física, segundo levantamento da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac).

Das seis linhas de crédito pesquisadas, todas tiveram suas taxas de juros elevadas no mês: crediário; cartão de crédito rotativo; cheque especial, CDC financiamento de veículos; empréstimo pessoal em bancos; e empréstimo pessoal em financeiras. Com todas essas altas, a taxa de juros média da pessoa física passou de 6,71% ao mês (118,00% ao ano) em março deste ano para 6,77% ao mês (119,48% ao ano) em abril, o maior valor desde julho de 2011.

Na avaliação do diretor executivo da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira, o atual ciclo econômico faz com que os bancos fiquem mais criteriosos e, por isso, elevam a taxa. Esse cenário tem como pano de fundo a redução da renda das famílias, que estão com menos verba disponível para o pagamento de dívida devido à inflação e aumento de tarifas. Além disso, há a expectativa de aumento das taxas de desemprego.

“Tudo isto somado e o fato de que as expectativas para 2015 são igualmente negativas quanto a todos estes fatores, há a tendência de levar as instituições financeiras a aumentarem suas taxas de juros para compensar prováveis perdas com a elevação da inadimplência”, avaliou.

Para Oliveira, como o Banco Central (BC) deve continuar elevando a Selic, que atualmente está em 13,25% ao ano, os juros para o consumidor continuarão em trajetória de alta.

A alta também é sentida pelas empresas. A taxa de juros média da pessoa jurídica passou de 3,89% ao mês (58,08% ao ano) em março para 3,97% ao mês (59,55% ao ano) em abril, a maior desde novembro de 2011.

O Globo

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