Economia

Juros médios no cartão de crédito atingem em novembro 378,8% ao ano

A taxa média de juros no cartão de crédito atingiu 378,76% ao ano em novembro, o maior patamar desde março de 1996, de acordo com levantamento da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) divulgado nesta quinta-feira (10). Ao mês, a taxa cobrada subiu para 13,94%.

Como comparação, em outubro os juros na modalidade foram de 13,73% ao mês e de 368,27% ao ano.

Segundo a associação, a piora do cenário econômico contribui para a elevação da taxa, à medida que os bancos elevam os juros devido ao risco maior de inadimplência dos consumidores. A inflação pressionada, o aumento dos impostos e o desemprego elevado agravam esse panorama, diz a associação.

“Tudo isto somado e o fato de que as expectativas para 2016 serem igualmente negativas quanto a todos estes fatores levam as instituições financeiras a aumentarem suas taxas de juros para compensar prováveis perdas com a elevação da inadimplência”, afirma Miguel José Ribeiro de Oliveira, diretor da Anefac, em comunicado.

No cheque especial, os juros atingiram 10,56% ao mês (ou 233,56% ao ano), ainda no maior patamar desde setembro de 1999.

Os juros médios para pessoa física chegaram a 7,43% em novembro (ou 136,32% ao ano), ante 7,30% ao mês (ou 132,91% ao ano) em outubro. É a maior taxa desde fevereiro de 2009 e a 14ª alta seguida dos juros médios.

As seis linhas de crédito pesquisadas pela Anefac tiveram aumentos nos juros em novembro.

JURÍDICA

Os juros médios cobrados de empresas registraram alta em novembro, passando para 4,22% ao mês (ou 64,22% ao ano). As três linhas de crédito analisadas viram seus juros subirem.

No capital de giro, os juros subiram de 2,48% ao mês em outubro para 2,52% em novembro.

Já a taxa de desconto de duplicatas avançou para 2,95% ao mês. A conta garantida passou de 7,10% ao mês em outubro para 7,20% ao mês em novembro.

Folha Press

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Economia

Juros médios no cartão de crédito atingem maior nível em 16 anos

cartaomaster2Os juros que incidem sobre o rotativo do cartão de crédito -quando o consumidor deixa de pagar a fatura integral- alcançaram o maior patamar desde abril de 1999, superando os 290% ao ano, de acordo com pesquisa da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) divulgada nesta quinta-feira (9).

Segundo a associação, a taxa cobrada do consumidor na modalidade passou de 11,67% ao mês (ou 276,04% ao ano) em fevereiro para 12,02% mensais (ou 290,43% ao ano) em março, afetada pelos aumentos recentes do juro básico (Selic) pelo Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central).

Em março, os juros médios para pessoa física atingiram 6,71% ao mês (ou 118% ao ano), maior nível desde agosto de 2011. Em fevereiro, a taxa era de 6,60% ao mês (ou 115,32% ao ano).

Os juros no cheque especial atingiram o maior patamar desde junho de 2003. A taxa média cobrada em março foi de 9,64% ao mês (ou 201,74% ao ano), ante 9,44% ao mês (ou 195,20% ao ano) em fevereiro.

A Anefac afirma que o aumento da inflação, de impostos e de juros afetam a renda das famílias e elevam o risco de inadimplência.

“As expectativas para 2015 são igualmente negativas, o que leva as instituições financeiras a aumentarem suas taxas de juros para compensar prováveis perdas com a elevação da inadimplência”, diz Miguel José Ribeiro de Oliveira, diretor da associação.

A expectativa é de mais aumentos do juro médio, com a possibilidade de novas elevações da Selic nas próximas reuniões do Copom.

As seis linhas de crédito pesquisadas pela Anefac registraram aumentos em seus juros em março.

PESSOA JURÍDICA

Os juros médios cobrados de empresas registraram alta em março, passando de 3,73% em fevereiro (ou 55,19% ao ano) para 3,89% em março (ou 58,08% ao ano).

As três linhas de crédito analisadas viram seus juros subirem.

No capital de giro, os juros subiram de 2,15% ao mês em fevereiro para 2,30% em março.

Já a taxa de desconto de duplicatas avançou de 2,69% ao mês em fevereiro para 2,74% mensais em março. A conta garantida passou de 6,34% ao mês em fevereiro para 6,64% ao mês em março.

Folha Press

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