Judiciário

Justiça do Rio nega habeas corpus a Sininho e a mais dois manifestantes

A 7ª Câmara Criminal negou nesta terça-feira (16) habeas corpus para revogar a prisão de três manifestantes acusados pelos crimes de formação de quadrilha armada. Os desembargadores entenderam, por maioria, que eles devem ser detidos por terem participado de um protesto em outubro, contrariando determinação da Justiça.

O acórdão confirmou a decisão do juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal, que decretou a prisão no início do mês de Elisa Quadros Pinto, conhecida como Sininho, Igor Mendes da Silva e Karlayne Moraes da Silva Pinheiro, conhecida como Moa.

Eles participaram de um protesto no dia 15 de outubro, descumprindo medidas cautelares impostas pela Justiça em julho quando permitiu que os três e outros 20 manifestantes respondessem o processo em liberdade.

O desembargador Siro Darlan, que concedeu a liminar em julho, defendeu o novo habeas corpus. Mas foi voto vencido, já que os desembargadores Sidney Rosa e Maria Angélica Guimarães defenderam a manutenção das prisões. Apenas Igor foi preso após a decisão de Itabaiana. Sininho e Moa seguem foragidas.

O protesto no dia 15 de outubro, do qual os três participaram, foi pequeno e sem registro de confronto. Ele foi organizado para lembrar manifestação de professores em greve um ano antes, que terminou com violência.

Os três e mais 20 pessoas respondem a processo por formação de quadrilha armada. Eles chegaram a ser presos, mas a 7ª Câmara Criminal, da segunda instância, concedeu habeas corpus aos réus. Além da proibição de participar de manifestações, a medida cautelar determina o comparecimento regular ao juízo e o veto a viagens para fora do país.

Está em andamento nesta terça-feira (16) a primeira audiência de instrução e julgamento do processo. Serão ouvidas parte das testemunhas de acusação.

Folha Press

Opinião dos leitores

  1. Tanto Sininho como Moa e Igor tem mesmo que ter os habeas corpus negado. Atuaram criminosamente nas manifestações a pedido, talvez, de não sei quem . Tudo isso para desmoralizar as manifestações populares, que queriam um manifesto sem violência. Coitado do cinegrafista, que apenas estava cumprindo com o seu dever e foi morto por um rojão. Quem anda munido de um rojão boas intenções não tem na cabeça e quem faz parceria com tal criatura, também não tem. Fizeram a covardia com o povo e com o cinegrafista (quem vai devolver a vida do cinegrafista? Como ficou a sua família?) e agora ninguém quer pagar pelo que fez. O povo nunca concordou com o que foi feito. Que tenham pelo menos um pouco de moral e assumam, mesmo que timidamente, o que fizeram. Por tudo que saiu na imprensa Sininho não passa de uma irresponsável mimada, acostumada a fazer o que bem entende e Moa e Igor também não são melhores do que Sininho em nada, então que paguem a conta agora. Eu pessoalmente detesto e não suporto o jeito atrevido de Sininho. Acho que faltou-lhe uma s coças, daquelas que doem bastante, pois tem gente que só se modifica quando expia de uma forma ou de outra o que faz , porque sente o sofrimento na própria pele. Se eu fosse mãe ou irmã de qualquer um dos 3 que tiveram o habeas corpus negado, não teriam o meu apoio para ficarem soltos, para se tornarem pessoas mais responsáveis pelo que fazem. Vocês não são ativistas, a não ser que sejam ativistas do mal. Vejo-os como arruaceiros, baderneiros, irresponsáveis e têm mesmo que ser punidos. Parabéns aos juízes que lhes negaram habeas corpus.

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