Finanças

Lobista Fernando “Baiano” diz que ‘muita coisa vai acontecer na Lava-Jato’

2014-770192253-2014-769509631-2014111976975.jpg_20141119.jpg_20141122-3-2Foto: Geraldo Bubniak / 19-11-2014 / Agência O Globo

O lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, disse, ao chegar para prestar depoimento nesta terça-feira à Polícia Federal, em Curitiba, que “muita coisa ainda vai acontecer na Operação Lava-Jato”.

Ao ser questionado se tinha ficado surpreso com os desdobramentos da sua acusação que resultou na prisão do pecuarista José Carlos Bumlai, Baiano respondeu:

— Na verdade, diante de tudo que está acontecendo, era algo já esperado (a prisão de Bumlai). A cada dia é uma surpresa. (Uma) revelação de novos fatos. E tem tanta coisa ainda para acontecer nesta Lava-Jato — disse o lobista, ao GLOBO, na chegada ao prédio da PF.

Baiano afirmou que prestaria depoimentos adicionais solicitados, mas não explicou sobre o que falaria com os policiais.

— Ainda não sei.

Solto em novembro depois de aceitar fazer delação premiada, Baiano revelou ainda que “está tentando retomar a vida aos poucos”.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Boa tarde BG,veja a reportagem do jornal o dia em que e visto na garagem da casa de eduardo cunha um taxi em que o delator fernando baiana afirma ser de altair neves,esse e o cara que baiano a afirma q era o interlocutor das propinas para cunha, #fica a dica.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Finanças

Lobista Fernando Baiano se entrega à PF em Curitiba

O lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, se entregou nesta tarde na superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

Acusado por delatores de cobrar propina de obras na Petrobras para o PMDB, ele era procurado pela polícia desde a operação que resultou na prisão de uma dezena de envolvidos na semana passada.

Desde a última sexta-feira (14), ele estava escondido em São Paulo.

Baiano é suspeito de ser o elo entre PMDB e esquema de corrupção na Petrobras.

Na segunda-feira (17), o advogado de Fernando Baiano, Mario de Oliveira Filho, disse que seu cliente é usado como “bode expiatório” da operação Lava Jato.

Segundo ele, seu cliente vem colaborando com as investigações e sua prisão “não tem sentido”.

“Ele vinha colaborando, estava intimado, se apresentou espontaneamente duas vezes por petição, forneceu o endereço, aceitou intimação por telefone, o que não existe, abriu mão da carta precatória para ser ouvido no Rio de Janeiro, marcou audiência para amanhã e mandaram prendê-lo. Não tem sentido”, afirmou.

Dentre os 25 alvos da operação que tiveram prisão decretada na última sexta, apenas Adarico Negromonte Filho, irmão do ex-ministro das Cidades Mário Negromonte (PP-BA), está foragido.

Folha Press

Opinião dos leitores

  1. Até corrupto tem complexo e os PeTistas de plantão já carimbaram que "outros partidos" trata só, unica e exclusivamente do PSDB, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.
    Agora entendo a razão da reeleição, falta de um tudo nessa turma que votou em Dilma, nem o mais básico eles conseguem ver. A lama vem por aí, o pânico está rondando muita conta bancária gooooorda. Tem muita "parceria" sendo desfeita, será instaurado o "salve-se quem puder"

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Lobista "Fernando Baiano" distribuiu US$ 8 mi à Petrobras, diz executivo

Apontado como operador de desvios para o PMDB, o lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, é acusado de ter distribuído US$ 8 milhões em propinas à diretoria Internacional da Petrobras. Em depoimento do seu acordo de delação premiada, o executivo do grupo Toyo Setal, Julio Camargo descreveu “em detalhes (…) a forma de pagamento e a utilização por Fernando Soares, para recebimento de saldo de oito milhões de dólares em propina”.

Fernando Soares está entre os alvos da sétima fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta sexta-feira, 14, que investiga esquema de lavagem de dinheiro. Nesta etapa, a Polícia Federal prendeu executivos de empreiteiras e o um ex-diretor da Petrobras.

As investigações apreenderam papéis, documentos e planilhas com menções a pagamentos e dívidas das empresas a Fernando Soares associados a datas, sem especificar o ano. No total, os apontamentos indicam valores de R$ 2,1 milhões. Além desses valores, trechos do depoimento do executivo da Toyo Setal descrevem a distribuição de propinas na diretoria internacional.

“Júlio Camargo ainda relata, em detalhes, episódio de pagamento de propinas por intermédio de Fernando Soares à Diretoria Internacional da Petrobras, na aquisição de sondas de perfuração pela Petrobras, inclusive revelando a forma de pagamento e a utilização por Fernando Soares, para recebimento de saldo de oito milhões de dólares em propina, das contas das empresas Techinis Engenharia e Consultoria S/C Ltda. e Hawk Eyes Administração de Bens Ltda”

O depoimento é citado no despacho em que o juiz Sergio Moro, da 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba, autoriza as operações de busca e apreensão da Operação Lava Jato, deflagrada nesta sexta. O relatório foi elaborado a partir dos depoimentos das delações premiadas, dados de sigilo bancário e fiscal, além das investigações do Ministério Público Federal.

Ainda de acordo com o relatório, o ex-diretor Paulo Roberto Costa, e o doleiro Alberto Youssef “declararam que o mesmo esquema criminoso que desviou e lavou 2% ou 3% de todo contrato da área da Diretoria de Abastecimento da Petrobrás também existia em outras diretorias”, citando as áreas de Serviços, ocupada por Renato Duque, e na área Internacional, dirigida por Nestor Cerveró. “Nestes desvios, atuavam outros operadores que não Alberto Youssef.

“Fernando Soares, vulgo Fernando Baiano, estava encarregado da lavagem e distribuição de recursos para agentes públicos relacionados ao PMDB”, indica o relatório.

Em um trecho do depoimento de Alberto Youssef, o doleiro teria dito que “Fernando Soares operava com Paulo Roberto Costa, para o PMDB, e tinha quem operava a área de navios, que era o seu genro. E tinha um outro que se chamava Henri, que também operava quando o Partido Progressista”.

Soares foi procurado pela PF nesta manhã, mas não foi localizado. A polícia já o incluiu na lista de procurados. Além da prisão, ele teve bloqueados os ativos de duas empresas que estariam em seu nome. Elas são localizadas em Ribeirão Pires (SP) e no Rio de Janeiro. “A investigação revelou modus operandi consistente na utilização de empresas de consultoria para recebimento de propina”, diz o relatório do juiz Sergio Moro.

De acordo com as investigações, há registros de fronteira indicando que Soares esteve fora do País durante todo o mês de outubro, com intervalo entre 24 e 27 de outubro. Segundo os investigadores há indícios de que as viagens foram “motivadas por receio do processo”.

fonte: Estadão Conteúdo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *