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Em coletiva de imprensa nesta quarta, Sesap afirma que não há surto de meningite no RN

Coletiva_MeningiteA Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) realizou coletiva de imprensa sobre os casos de meningite ocorridos no Rio Grande do Norte. A entrevista foi concedida no início da tarde desta quarta-feira (13), com a participação do secretário de estado da Saúde, Ricardo Lagreca, da coordenadora de Promoção à Saúde da Sesap, Cláudia Frederico, e da subcoordenadora de Vigilância Epidemiológica, Kristiane Fialho.

Segundo Ricardo Lagreca, “não há surto de meningite no estado, já que o número de casos está dentro do esperado pela vigilância epidemiológica e as ocorrências não se concentraram numa área específica”. Inclusive, destacou o secretário, no mesmo período de 2014, foram confirmados oitos casos da doença, número semelhante ao deste ano.

No período de janeiro a maio de 2015, foram confirmados 10 casos da doença meningocócica em todo o RN, distribuídos pelos seguintes municípios: Natal (2), Parnamirim (2), São José de Mipibu (1), Extremoz (1), Monte Alegre (1), João Câmara (1), Lagoa D’Anta (1) e Ielmo Marinho (1). Do total de casos confirmados, quatro vieram a óbito (Extremoz, Parnamirim, João Câmara e Lagoa D’Anta). Até o momento não há correlação entre os casos.

De acordo com a subcoordenadora de Vigilância Epidemiológica da Sesap, todas as medidas de controle estão sendo tomadas, que incluem assistência médica, hospitalização imediata, com ênfase no diagnóstico precoce e tratamento adequado, além do monitoramento dos casos, investigação e exames laboratoriais. Kristiane Fialho acrescenta que em caso de sintomas de meningite, como febre alta, dor de cabeça intensa e contínua e manchas vermelhas na pele (petéquias), as pessoas devem procurar imediatamente uma assistência de saúde.

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Após nota do Município, Sesap esclarece sobre casos de meningite no RN

O Governo do Estado do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), esclarece a população sobre a situação epidemiológica das meningites no RN.

No período de janeiro a maio de 2015, foram confirmados 9 casos da doença meningocócica em todo o RN, sendo 3 três por meningite meningocócica (nos municípios de Natal, São José de Mipibu e Extremoz) e 6 por meningococemia (em Natal, Parnamirim, Monte Alegre, João Câmara, Lagoa D’Anta e Ielmo Marinho). Dos nove casos confirmados, quatro vieram a óbito (Extremoz, Parnamirim, João Câmara e Lagoa D’Anta). Até o momento não há correlação entre os casos.

A Sesap descarta a ocorrência de um surto de meningite no estado já que o surto é definido por um número de casos além do esperado para a população em um período específico. No mesmo período de 2014, foram confirmados oitos casos de doença meningocócica, sendo dois por meningite meningocócica e seis por meningococemia.

De acordo com a Subcoordenadoria de Vigilância Epidemiológica (Suvige) da Sesap todas as medidas de controle estão sendo tomadas, que incluem assistência médica, hospitalização imediata, com ênfase no diagnóstico precoce e tratamento adequado, além do monitoramento dos casos, investigação e exames laboratoriais.

Orientações

O que é?

A meningite é um processo inflamatório das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal.

Qual o microrganismo envolvido?

A meningite pode ser causada por diversos agentes infecciosos como bactérias, vírus, fungos dentre outros, e por agentes não infecciosos.

Quais os sintomas?

Os principais sinais e sintomas são: febre alta que começa abruptamente, dor de cabeça intensa e contínua, vômito, náuseas, rigidez de nuca e manchas vermelhas na pele (petéquias).

Em crianças menores de um ano de idade os sintomas referidos acima podem não ser tão evidentes, devendo-se atentar para a presença de moleira tensa ou elevada, irritabilidade, inquietação com choro agudo e persistente e rigidez corporal com ou sem convulsões.

Como se transmite?

Em geral, a transmissão é de pessoa a pessoa, através das vias respiratórias, por gotículas e secreções do nariz e da garganta.

A transmissão fecal-oral é de grande importância para a meningite viral, em infecções por enterovírus.

Como tratar?

Após a avaliação médica e análise preliminar de amostras clínicas do paciente, este ficará internado e receberá tratamento de acordo com o agente etiológico. No caso de meningite bacteriana, o tratamento será realizado com antibióticos específicos.

Como se prevenir?

A meningite é uma síndrome que pode ser causada por diferentes agentes infecciosos. Para alguns destes, existem medidas de prevenção primária, tais como vacinas e quimioprofilaxia.

Outras formas de prevenção incluem: evitar aglomerações, manter os ambientes ventilados e limpos.

Vacinas: estão disponíveis para prevenção das principais causas de meningite bacteriana. As vacinas disponíveis no calendário de vacinação da criança do Programa Nacional de Imunização são:

a) Vacina meningocócica conjugada sorogrupo C: protege contra a Doença Meningocócica causada pelo sorogrupo C;

b) Vacina pneumocócica 10-valente (conjugada): protege contra as doenças invasivas causadas pelo Streptococcus pneumoniae, incluindo meningite.

c) Pentavalente: protege contra as doenças invasivas causadas pelo Haemophilus influenzae sorotipo b, como meningite, e também contra a difteria, tétano, coqueluche e hepatite B.

d) Vacina BCG: protege contra as formas graves da tuberculose e nos casos de meningite.

e) Quimioprofilaxia: está indicada para contatos de casos de Doença Meningocócica e meningite por Haemophilus influenzae.

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