Diversos

Ministro defende venda de 100% de aeroportos em leilão; Porto Alegre, Florianópolis, Salvador e Fortaleza na lista

O ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, defendeu a venda de 100% dos quatro aeroportos que serão concedidos à iniciativa privada. Com esse modelo de negociação, a Infraero ficaria totalmente fora do negócio.

Na lista de aeroportos que podem passar ao setor privado estão os de Porto Alegre, Florianópolis, Salvador e Fortaleza.

Já está certo que a fatia oferecida nos leilões desta vez será maior, de pelo menos 85% do negócio. Nos leilões anteriores, o governo colocou à venda apenas 51% do empreendimento.

“Sou um dos que acredita que a Infraero deve ficar som zero [de participação]. A decisão será tomada por um colegiado e a presidenta Dilma arbitrará se necessário”, disse o ministro durante fala de abertura no seminário Fórum Infraestrutura de Transporte, promovido na capital paulista pela Folha de S.Paulo.

HISTÓRICO

Desde 2012, já foram concedidos à iniciativa privada os aeroportos de Natal (RN), Viracopos (SP), Guarulhos (SP), Brasília (DF), Galeão (RJ) e Confins (MG). Nessas concessões, a Infraero ficou com 49% do empreendimento, mas o governo já afirmou que pretende reduzir a fatia e usar os recursos obtidos com a nova venda para capitalizar a estatal.

Padilha afirmou que o governo deve modificar também as exigências para as operadoras -empresas especializadas em gestão de aeroportos que os investidores interessados na concessão precisam atrair para compor o consórcio.

As operadoras terão de comprovar experiência com, no mínimo, 10 milhões de passageiros no ano anterior ao leilão. Na concessão do aeroporto de Confins, feito em 2013, o edital previa experiência com pelo menos 12 milhões.

Por outro lado, o governo deve pedir que a operadora assuma uma fatia maior no negócio, de cerca de 15%, afirmou Padilha. No caso do aeroporto de Belo Horizonte, a operadora Zurich Airport ficou com cerca de 12%.

OTIMISMO

O ministro disse que o setor de aviação civil é um dos mais promissores no país e, por isso, está otimista com o resultado dos leilões. “Tivemos crescimento médio de mais de 10% ao ano e a estimativa é que, nos proximos 20 anos, tenhamos crescimento mínimo de 7% ao ano. É uma atividade que está fadada a ter interessados”, afirmou.

Segundo o Padilha, pesquisa encomendada pela Infraero indicou que o índice de satisfação dos aeroportos brasileiros é alto.

“Na média dos 15 aeroportos, 84% disseram que o serviço era ótimo ou bom. Eu pergunto: qual serviço público no Brasil tem esse tipo de auferição? Isso é fruto da experiência e do acerto do programa de concessões”, afirmou.

Folha Press

Opinião dos leitores

  1. Quer acabar com a corrupção no Brasil? É só seguir o exemplo que deu FHC. Privatize tudo. Concessão não presta os corruptos acaba voltando.

  2. Imagino como estão decepcionados os eleitores desse partidos, seus heróis e lideres estão todos presos,
    hora de consultar uma psicologa.

  3. O PT privatizando os aeroportos do Brasil. Breve serão os Bancos do Brasil, do Nordeste e a Caixa Econômica. A PETROBRAS já quebraram. Viva o PT.

    1. Vc sabe a diferença de concessão e privatização?
      Caso vc queira privatizar sua casa, vc nunca mais a verá, a nao ser q a compre de volta. Concessão é tipo um aluguel, se paga por um tempo de uso.
      FHC privatizou quase tudo e de graça. Hoje em dia há concessões.
      Entendeu ou quer q eu desenhe?

    2. O PSDB faz tudo rápido e escrachado, por isso faturam alto e não são incomodados pela imprensa e a justiça. O PT faz tudo atrapalhado querendo ainda parecer de esquerda! São todas organizações criminosas que deveriam ser repudiadas pela população nas eleições!

  4. Até onde eu sei nem nos EUA, meca da iniciativa privada, os aeroportos são totalmente privados. A pouquissimo tempo vemos um grande desastre ambiental causado pela irresponsabilidade de uma empresa associada por uma antiga estatal privatizada pelo governo FHC, que só deixou de ser um monopolio estatal pra se tornar um monopolio privado.

    1. Desastres são lamentáveis mas acontecem. Mas acontecem com muito menos frequência com empresas privadas do que com estatais. Estatais são campeãs em todo o mundo em gravidade e quantidade de desastres e danos ambientais. É um fato. e é simples: empresas respondem a incentivos financeiros. Se foram fiscalizadas, multadas e penalizadas, funcionarão melhor. Estatais respondem a incentivos políticos, eleitorais e corporativos em primeiro lugar. Dificilmente o estado se autofiscalizará com mesma eficiência com que fiscaliza o particular. Pra piorar, em casos de estatais todo o dinheiro para reparar os danos sai dos cofres públicos. No caso da Samarco a empresa arcará com grande parte, como tem que ser. Num país totalmente liberal o dinheiro da empresa iria obrigatoriamente para reparar as vitimas e os danos ambientais. No caso do nosso Brasil o dinheiro vai para o tesouro, para reparar danos "coletivos e difusos". As vítimas terão que brigar na justiça. E se a empresa, que tem participação estatal e é uma das eleitas queridinhas do Brasil, se ver em dificuldades para se recuperar nosso governo irá dar uma mãozinha com mais dinheiro público.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *