Judiciário

Juiz federal suspende nomeação de Moreira Franco como ministro

Foto:Givaldo Barbosa | Agência O Globo

O juiz Eduardo Rocha Penteado, da Justiça Federal do Distrito Federal, acaba de suspender por liminar a nomeação de Moreira Franco para a Secretaria-Geral da Presidência.

Na decisão, o juiz lembra que a nomeação de Moreira Franco foi dias após a homologação da delação dos executivos da Odebrecht.

Escreveu o juiz:

“É dos autos que Wellington Moreira Franco foi mencionado, com conteúdo comprometedor, na delação da Odebrecht no âmbito da Operação Lava Jato. É dos autos, também, que a sua nomeação como Ministro de Estado ocorreu apenas três dias após a homologação das delações, o que implicará na mudança de foro. Sendo assim, indícios análogos aos que justificaram o afastamento determinado no Mandado de Segurança nº 34.070/DF se fazem presentes no caso concreto.”

Na decisão, o juiz cita a jurisprudência existente com a decisão de Gilmar Mendes sobre Lula, impedindo o petista de se tornar ministro de Dilma Rousseff.

“No Mandado de Segurança nº 34.070/DF, o Ministro Gilmar Mendes reconheceu que consubstancia desvio de finalidade o ato do Presidente da República que nomeia Ministro de Estado com o propósito de conferir a este foro por prerrogativa de função. Tratava-se, no caso, da nomeação de Luiz Inácio Lula da Silva para o cargo de Chefe da Casa Civil, à época realizado pela Ex-Presidente Dilma Rousseff”, escreveu o juiz.

Lauro Jardim, O Globo

Opinião dos leitores

  1. ALGUÉM TEM QUE BOTAR PARA TORAR NESSES MAUS ELEMENTOS QUE DESMORALIZA E CORROMPE A NOSSA DEMOCRACIA.

  2. Esse aí é macho, as coisas estão mudando, tomará quê o supremo não desmoralize quem quer o bem do povo brasileiro.

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Polêmica

PSOL vai à Justiça para anular posse de Moreira Franco como ministro

O PSOL entrou na tarde desta segunda-feira (6) com uma ação popular na Justiça Federal em Brasília com um pedido para anular a nomeação de Moreira Franco (PMDB-RJ) para o cargo de ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República.

Moreira Franco é um dos aliados mais próximos do presidente da República, Michel Temer. Antes de ser nomeado, Moreira Franco era secretário-executivo do Programa de Parceria para Investimentos.

Com a nomeação, o peemedebista ganha status de ministro e passa a ter prerrogativa de foro privilegiado. Ele foi citado em delação do ex-vice presidente da Odebrecht Cláudio Melo Filho, no âmbito da Operação Lava Jato, como beneficiário do esquema de corrupção.

Como ministro, qualquer investigação e possíveis processos precisam de análise e autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).

O G1 procurou o Palácio do Planalto, mas até a última atualização desta reportagem não havia obtido retorno. Em entrevista à imprensa na semana passada, Moreira Franco disse que sua nomeação para a pasta não teve outra intenção que não a de “fortalecer” a Presidência da República.
Na ação popular, o PSOL argumenta que Moreira foi citado 34 vezes por um ex-executivo da construtora Odebrecht em seu acordo de delação, o que seria incompatível com a mudança de foro.

O partido considera que houve desvio de finalidade do ato e ofensa ao princípio constitucional da moralidade administrativa.
“O país testemunha, estupefato, a execução de um ato pelo qual o Presidente da República deliberadamente decide nomear alguém para um cargo de ministro de Estado, não com finalidade de aprimorar o corpo técnico de sua equipe, mas tão somente para prover a um investigado pela Operação Lava Jato a prerrogativa de foro”, diz um trecho da ação.

A ação compara a situação com a decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF, que suspendeu em março do ano passado a nomeação para a Casa Civil do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

À época, oposicionistas do governo petista acusaram Dilma de ter tentado blindar Lula de investigações. Os dois ex-presidentes, além de outros políticos, são investigados por tentativa de obstrução da Justiça.

Naquele caso, Gilmar Mendes entendeu que havia intenção de Lula em fraudar as investigações sobre ele na Operação Lava Jato e barrou a nomeação.
O PSOL informou ainda que pretende ingressar nesta terça-feira (7) com um mandado de segurança no Supremo com o mesmo teor.

G1

Opinião dos leitores

  1. Parabéns ao PSOL. Enfim, uma decisão sensata. Só fica chato por que não agiu com o mesmo rigor na situação do Lula, o que demonstra dois pesos duas medidas. Por mim, petistas e pemedebista já estariam fora do governo. Não tenho ladrão de estimação.

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