Presidente do Uzbequistão, Islam Karimov fala em entrevista coletiva em Moscou – © Maxim Shemetov / Reuters / REUTERS
Em meio aos rumores sobre o crítico estado de saúde do presidente do Uzbequistão, Islam Karimov, o governo do país confirmou nesta sexta-feira a sua morte. Mais cedo, o próprio Executivo havia voltado atrás em uma declaração que anunciava o óbito do mandatário.
Karimov foi hospitalizado no sábado, e as autoridades já haviam informado que a saúde do presidente se deteriorara.A morte do mandatário de 78 anos — que governa o país desde 1989 — deixará a nação asiática de 32 milhões de pessoas sem um sucessor óbvio.
Fontes diplomáticas disseram que ele morreu após sofrer um derrame. O premier turco, Binali Yildirim, anunciou o falecimento e enviou condolências ao país. Ele foi o primeiro líder da comunidade internacional a se pronunciar sobre o falecimento do presidente, cuja ex-república soviética tem laços étnicos, culturais e linguísticos com a Turquia.
— O presidente uzbeque, Islam Karimov, morreu. Que Deus lhe permita descansar em paz — disse Yildirim nesta sexta-feira. — Compartilhamos da dor do povo usbeque.
Mais tarde, o presidente russo, Vladimir Putin, lamentou a morte de Karimov. Ele considerou que seu falecimento foi “uma grande perda”.
Há muito criticado pelo Ocidente e por grupos de direitos humanos pela sua liderança autoritária, o presidente governa o Uzbequistão desde 1989. Primeiro, foi o chefe do Partido Comunista local e, mais tarde, presidente da então recentemente independente república a partir de 1991.
O presidente não designou um sucessor. Analistas dizem que a transição do poder provavelmente será decidida a portas fechadas por um pequeno grupo de altos funcionários e familiares de Karimov. Caso eles não consigam chegar a um consenso, no entanto, uma confrontação aberta poderia desestabilizar o Uzbequistão, que divide a fronteira com o Afeganistão e se tornou um alvo para combatentes islâmicos.
O Globo
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