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Horário de pico de energia no país muda para período da tarde; entenda

linhas-detransmissao-2Foto:  Dado Galdieri / Bloomberg News

O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Reive Barros, disse nesta terça-feira, que o horário de pico de energia no país está se deslocando para as 15h, principalmente por causa de sistemas de ar condicionado. Em 2014 isto já havia ocorrido no Rio Grande do Sul, e está se repetindo neste ano. A falta de energia de segunda-feira começou às 14h55 e atingiu 11 estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia – e o Distrito Federal.

O país vive atualmente uma situação onde há uma coincidência de um baixo nível dos reservatórios com elevado consumo, explicou o diretor. Isto, principalmente em função do verão, quando tem altas temperaturas e, consequentemente, um índice de utilização do sistema de refrigeração elevados.

Reive Barros disse ainda as linhas de transmissão também estão operando no seu limite de capacidade. E, por isso, é necessário ter um cuidado muito grande nessa operação do sistema.

— Acho que como você não está com uma reserva muito grande, tem que administrar isso a cada momento, principalmente nesse período da tarde, quando a temperatura aumenta e você tem um excesso de utilização do sistema de ar condicionado.

Segundo ele, houve uma operação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) no sentido de, preventivamente, retirar algumas cargas para equilibrar produção e consumo. Reive Barros explicou que os técnicos estavam preocupados porque o consumo era recorde, na faixa de 85 MW megawatts (MW). E, por isso, foi programada um redução de energia na faixa de 5% para ter controle sobre o sistema.

NO RIO, TÉCNICOS SE REÚNEM NO ONS

Reive Barros admitiu que se as distribuidoras não tivessem desligado a carga poderia haver um blecaute. Ele explicou que quando se percebe que o consumo está superior à capacidade de produção, a carga é cortada para ficar equivalente à capacidade de geração, “do contrário, eu coloco o sistema em risco”.

— Uma coisa é desligar com controle, outra é perder o controle e perder todas as usinas. Aí, o desastre era maior — afirmou.

As causas dos cortes de energia desta segunda-feira estão sendo discutidas desde as 14h na sede do ONS, localizada na região central do Rio.

Técnicos das empresas Duke Energy, Copel, Cemig, Tractebel, Eletronuclear, Térmica Linhares, Térmica Viana e também representantes da Aneel e do Ministério de Minas e Energia tentam identificar o que provocou os apagões em áreas de 11 estados e do DF.

O Globo

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