Diversos

Homem com machado fere ao menos 7 pessoas em estação de Dusseldorf, na Alemanha

A unidade antiterror da polícia alemã fechou a estação ferroviária central de Dusseldorf após um homem ferir sete pessoas com um machado na noite de quinta-feira. Segundo as autoridades, o atacante foi levado para o hospital gravemente ferido depois de ter saltado de um viaduto localizado junto à estação. Ele teria problemas mentais. Originalmente, chegou a ser noticiado que duas pessoas foram detidas e que se procuravam cúmplices.

“O suspeito detido e que está ferido é um homem de 36 anos originário da antiga Iugoslávia que aparentemente sofre de problemas mentais”, revelou a polícia em seu último boletim.

Três das vítimas estão em estado grave e quatro ficaram levemente feridas. Testemunhas flagraram os feridos sendo levados por equipes de emergência para fora da estação, enquanto ambulâncias e helicópteros rondavam o local. Trens que chegariam ao terminal foram desviados por causa do fechamento da estação.

— O trem chegou e de repente uma pessoa com um machado saiu e atacou as pessoas — disse uma testemunha ao jornal “Bild”. — Havia sangue para todos os lados.

Peter Altmaier, braço direito da chanceler federal alemã, Angela Merkel, manifestou seu apoio às vítimas no Twitter: “Nossa solidariedade e nossos pensamentos estão com os inocentes feridos”, escreveu na rede social.

O prefeito da cidade, Thomas Geisel, foi à estação prestar condolências.

— É um golpe para Dusseldorf. Muitas pessoas estão chocadas. Meus pensamentos estão com as vítimas e seus entes queridos.

Testemunhas flagraram pessoas feridas sendo levadas por equipes de emergência para fora da estação, enquanto ambulâncias e helicópteros rondavam o local. Trens que chegariam à estação foram desviados por causa do fechamento temporário.

Segundo o jornal alemão “Welt”, as vítimas listadas estão sob atendimento médico e não correm risco de morte. Num comunicado, a polícia afirmou que o agressor apresentava problemas psicológicos. Ele seria um homem de 36 anos com origem na antiga Iugoslávia.

A Alemanha já registrou diferentes ataques por parte de agressores diagnosticados com distúrbios psiquiátricos. Em julho de 2016, um requerente de asilo afegão que portava um machado e facas feriu cinco passageiros numa estação de trem em Würzburg. O jovem, que havia declarado lealdade ao Estado Islâmico, foi baleado por policiais.

Capital do estado Renânia do Norte-Vestfália, Dusseldorf fica no Oeste alemão, perto da fronteira com a Holanda. A cidade tem cerca de 600 mil habitantes.

SEQUÊNCIA DE ATAQUES

No último dia 25, um homem atacou com um veículo um grupo de pessoas em frente a uma padaria na cidade de Heidelberg, no Sul, deixando um morto e dois feridos, informou a polícia local. O suspeito — um cidadão alemão de 35 anos — foi hospitalizado. De acordo com os policiais, o suspeito deixou o veículo armado com uma faca e foi atingido por tiros no momento da prisão.

O Globo

 

Opinião dos leitores

  1. Todos têm o direito e o dever de defender suas casas, seus países. É ridículo vermos pessoas criticando quem "ameaça" fazê-lo. Coisa de gente que sofreu "lavagem cerebral" dessa esquerda política fétida, que defende bandidos, terroristas, corruptos e tudo o que não presta.

  2. Verdade, Hélio. E ainda ficam alguns "intelectuais" e esquerdistas criticando países que fecham suas fronteiras pra esse pessoal. Qual a razão de países mais próximos geográfica e culturalmente, e igualmente muçulmanos, como Qatar, Emirados Árabes, Arabia Saudita e Kwait, ricos e prósperos graças ao petróleo e investimentos capitalistas, não aceitarem esses "refugiados" em seus territórios?

  3. Deve ser apenas coincidência que a Europa, principalmente França e Alemanha, começaram a ser alvo de ataques assim depois que passaram a aceitar muçulmanos em seus territórios.

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Polícia

Tiroteio em shopping deixa mortos e feridos em Munique; polícia procura atirador

munique2Movimentação em frente a shopping onde houve tiroteio em Munique (Foto: Reprodução/Twitter/Myyra5 )

A polícia alemã afirmou nesta sexta-feira (22) que um tiroteio deixou ao menos seis mortos em um shopping center em Munique. O porta-voz da polícia, Marcus da Gloria Martins, afirmou que a ação pode ter envolvido três atiradores. Até o momento, autoridades buscam os autores do ataque.

Há uma grande operação de segurança em toda a cidade. A polícia suspeita de terrorismo e está à procura dos criminosos. Segundo autoridades, a diz que a situação geral na cidade “ainda não é clara” –mais de um tiroteio pode ter ocorrido, em diferentes locais, informação que não está confirmada. Não há informações sobre o número de feridos.

Os agentes também atendem a um chamado ocorrido no centro da cidade, que fica distante do shopping.

Testemunhas disseram ter visto três homens armados. Essas testemunhas também afirmaram que havia tiroteio em ruas próximas, assim como no interior do shopping center Olympia.

A polícia alemã pediu à população que evitasse lugares públicos na cidade. Além disso, orientou os moradores para que não postem imagens nas redes sociais. “Não apoie os criminosos”, escreveu a polícia.

A principal estação de trem foi esvaziada, e os serviços de ônibus e metrô foram suspensos.

A emissora CNN mostrou um vídeo, publicado nas redes sociais, de um homem atirando na saída de uma lanchonete externa do McDonalds. Pelo Facebook, a polícia alemã confirmou que um tiroteio começou nas ruas de Munique e depois foi registrado dentro do shopping Olympia.

Vários agentes rodearam o centro comercial e helicópteros sobrevoaram a região.

O shopping foi esvaziado. Nas redes sociais, moradores de Munique estão oferecendo abrigo aos que estão nas ruas sem ter como se deslocar, já que não há transporte público.

O Itamaraty disse que, até agora, não há informações sobre brasileiros entre as vítimas em Munique e que o consulado do Brasil acompanha os acontecimentos.

A Bayerischer Rundfunk, emissora pública de Munique, informou que testemunhas disseram ter visto um homem abrindo fogo contra um café e na estação de metrô que fica abaixo do shopping.

A jornalista brasileira Sylvia Siqueira Campos, que chegou nesta sexta-feira a Munique para participar de um evento, relatou ao UOL como está o ambiente na região do shopping –ela está hospedada em um hotel próximo. “Eu simplesmente desci na estação errada. Por 10 minutos, eu estaria dentro do local dos tiros. É uma sensação muito ruim”, contou.

A Alemanha está em estado de alerta desde que um jovem de 17 anos invadiu um trem em Wurzburg e atacou com um machado os passageiros na última segunda-feira (18). No episódio, quatro pessoas ficaram feridas e o atacante, que teria jurado lealdade ao grupo terrorista Estado Islâmico, foi morto pelos policiais.

Atentado de 1972

Munique foi palco do maior atentado da história dos Jogos Olímpicos. No dia 5 de setembro de 1972, um grupo de terroristas palestinos da organização Setembro Negro invadiu a Vila Olímpica de Munique e ingressou nos dormitórios da delegação israelense. Duas pessoas foram assassinadas imediatamente e outras nove foram feitas reféns do grupo. Os terroristas pediram a libertação de 200 árabes prisioneiros em Israel e ameaçaram executar dois reféns a cada hora.

As competições tiveram que ser suspensas, enquanto seguiam as negociações entre os palestinos e as autoridades alemãs. A Vila Olímpica foi cercada por 4.000 policiais. Com a chegada da noite, a polícia convenceu o comando a seguir para o Cairo (Egito).

Dois helicópteros partiram com os oito palestinos e os nove reféns em direção ao aeroporto militar. Na chegada ao aeroporto, a polícia lançou um ataque que resultou na morte de 18 pessoas, entre elas os nove reféns, cinco terroristas palestinos, um policial e o piloto de um dos helicópteros.

Na última quinta (21), agência de monitoramento de terrorismo SITE informou que um canal de extremistas do aplicativo Telegram citou o atentado em Munique-1972 como exemplo para que terroristas possam fazer atentados nas Olimpíadas do Rio de Janeiro.

UOL, com agências internacionais

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