Política

No rádio, Marina não menciona Campos e alfineta PT e PSDB

A candidata do PSB a presidente, Marina Silva, disse nesta terça-feira (26) no horário eleitoral do rádio que os brasileiros “não querem ficar paralisados e não querem voltar para trás”.

É uma referência indireta ao governo Dilma Rousseff (PT) –que passa por período de baixo crescimento e alta inflação– e ao candidato Aécio Neves (PSDB), cujo partido governou o país de 1995 a 2002.

Marina, que tenta se viabilizar como uma terceira força eleitoral, diz na peça que “as pessoas falam de mudanças e os brasileiros querem manter conquistas e corrigir erros”.

Em um dos poucos programas que não citou nominalmente o ex-governador de Pernambuco e candidato a presidente Eduardo Campos (PSB), morto em acidente de avião no dia 13 de agosto, a candidata afirmou que sentiu “que tinha um país inteiro” olhando para ela e “aguardando” para escutá-la.

Antes de encerrar o programa com o slogan “não vamos desistir do Brasil”, Marina diz que, em sua infância no Acre, “a única coisa que tinha para se comunicar com o mundo era o rádio” e acha que “os brasileiros continuam esperando uma boa notícia do rádio”.

AÉCIO E DILMA

A propaganda do senador Aécio Neves (PSDB) tenta convencer o eleitor que quer votar em um candidato alternativo ao governo federal a escolher o tucano, e não Marina. Na última pesquisa Datafolha, o Aécio apareceu empatado tecnicamente com Marina Silva em segundo lugar, com 20% e 21% das intenções de voto, respectivamente.

Na peça, uma locutora diz que “para fazer diferente, melhor alguém que já fez diferente” e cita exemplos de programas do período em que Aécio governou Minas Gerais (2002-2010).

O tucano promete, na propaganda, manter o Bolsa Família e expandir o benefício com o “Poupança Jovem”, programa que aplica uma quantia mensal na poupança de jovens de baixa renda que estudam e não se envolvam com o crime. O dinheiro pode ser retirado após eles completarem 18 anos.

Já a presidente Dilma Rousseff investiu na ideia de que, no governo petista, houve avanços sociais em relação às gestões anteriores.

“Quem é mais jovem talvez não lembre o quanto o Brasil mudou nos últimos anos”, disse a petista. Segundo ela, antes do governo Lula, “os mais jovens não podiam sonhar com a casa própria e com curso superior” e “não viajavam de avião ou tinham carro próprio”.

O ex-presidente Lula, cabo eleitoral de Dilma, afirmou que o PT “abriu portas que estavam fechadas há 500 anos”. A campanha prometeu, em um eventual segundo mandato, mais 3 milhões de unidades de habitações populares do Minha Casa, Minha Vida e 12 milhões de vagas no Protanec, programa de capacitação técnica de jovens e adultos.

Folha Press

Opinião dos leitores

  1. Marina é problema de Aécio, não de Dilma.
    Já está caracterizado o imenso prejuízo que a candidatura de Marina causou a Aécio, e representa ameaça a Dilma em um eventual segundo turno. A questão é que essas pesquisas a serem divulgadas em breve, são a expressão da comoção "boca de túmulo" gerada pela morte do candidato Eduardo Campos na queda do Avião Fantasma, e as eleições serão apenas há um mês ainda.
    Porém, de uma coisa já temos certeza: a mídia, ao inflar Marina, como inflou logo após a morte de Campos, disparou um míssil no próprio pé. Acreditando firmemente que, por ser tida como “de esquerda”, tiraria votos apenas de Dilma. O que já percebemos ter sido um erro crasso. Que esquerdista vota numa candidata que tem o segundo maior banco do país por trás de si?

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Política

COMEÇOU A PROPAGANDA ELEITORAL: No rádio, PSB faz homenagem, Dilma usa Lula, e Aécio fala com "Mineirinho"

 No primeiro programa eleitoral gratuito no rádio, que foi ao ar na manhã desta terça-feira (19), a presidente Dilma Rousseff (PT), que busca a reeleição,  contou com a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto que o tucano Aécio Neves, senador por Minas Gerais, dialogou com o personagem ‘Mineirinho’.

O PSB, que abriu o bloco da propaganda no rádio, homenageou o ex-candidato Eduardo Campos, morto em um acidente aéreo na semana passada. Marina Silva, que deve ter o nome confirmado como cabeça de chapa na quarta-feira (20), não falou. Os programas de Dilma e Aécio também prestaram homenagens a Campos.

Dilma afirmou que pretende “renovar” o compromisso de “fazer uma campanha de alto nível, com proposição de ideias”. A presidente dialogou com Lula, que pediu a “cada brasileiro que analise bem o seu presente e o seu passado, e se pergunte se a sua vida melhorou ou piorou”.

A petista também foi questionada por um morador de Cidade Tiradentes, na zona leste de São Paulo, sobre o que fez pelo Estado. Ela falou sobre a criação de vagas no Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego), a construção de moradias e investimentos na infraestrutura de transportes.

Aécio foi entrevistado pelo personagem “Mineirinho”, que evoca as origens do tucano. O candidato afirmou que “quando o governo vira problema, tudo vira problema. As pessoas perderam a confiança na capacidade do governo de mudar”.

O PSDB também usou em seu programa locutores com sotaque do nordeste, região onde o Dilma lidera nas pesquisas.

Propaganda eleitoral gratuita

Os programas serão exibidos até 2 de outubro, três dias antes do primeiro turno das eleições. São 25 minutos dedicados aos presidenciáveis, seguidos por outros 25 minutos dos candidatos a deputado federal apresentando suas propostas.

As inserções são feitas às 7h e às 12h, no rádio; e às 13h e às 20h30, na televisão, durando 50 minutos cada uma. Os concorrentes aos cargos de governador, senador e deputado estadual terão as segundas, quartas e sextas-feiras para detalhar seus projetos.

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