FOTO: PAULO BELOTE/ TV GLOBO
Faço parte de um grupo de grandes amigos jornalistas que desde 2007 cultiva o hábito de debater tudo o que nos interessa. Àquela altura, éramos todos também colegas de jornal. Muitas vezes, comentamos o noticiário, ou banalidades. Até que, do nada, vêm opiniões animadas sobre a revolução digital na imprensa; ou sobre os refugiados sírios. Ou sobre as séries que adoramos, os livros, os filmes, os filhos, os gatos e os cachorros, a Super Terça, as novelas. Falamos também um pouquinho sobre a vida alheia, porque ninguém é de ferro. Mas, quando o “BBB” está no ar, ele fica invariavelmente no centro do papo. Às vezes, nos reunimos para assistir a um paredão. Somos seis mulheres e um homem. Nosso debate apaixonado sobre o programa na hora do almoço costumava ser observado com muito interesse por eventuais convivas no bandejão.
Até que em 2012, criamos um grupo no WhatsApp. É que hoje a configuração da nossa convivência mudou. Uma foi morar em Londres, outra está na sucursal de São Paulo, uma terceira foi trabalhar no G1, e outro é um talentoso escritor, além de jornalista de primeira linha. Como cada amigo tem seu relógio biológico e um fuso horário próprio, quem acorda cedo já começa o dia informado: o insone que varou a noite acompanhando o pay-per-view do “BBB” terá narrado tudo para os retardatários. Ninguém come mosca. E, como se sabe, é de noite que o programa pega fogo. Ontem, por exemplo, Matheus e Cacau transaram de madrugada.
Ana Paula, que deixou a casa no último sábado eliminada, foi o principal assunto até aqui. Todos concordávamos que ela contribuía para tornar o jogo melhor com seu jeito de intrigueira, querelante, sem limites, como bem resumiu Pedro Bial na sua despedida. A mineira fez o “BBB” alcançar a sua potência máxima. O reality vive para desestabilizar os participantes com confinamento, hormônios em fúria, festas animadas. Cabe a eles, ao contrário, manter a cabeça no jogo, a frieza. Essa oposição de forças é o cabo de guerra que move toda a dramaturgia. No caso de Ana Paula, ela foi longe demais. Desafiou as regras e deu dois tapas na cara de Renan. Ele, por sua vez, correu para o confessionário e relatou o acontecido. O incidente não arranhou o “BBB”. Ao contrário, serviu para mostrar, diferentemente do que muitos dizem, que quando ele escala bem seu time, empolga. A audiência ascendente da atual edição é a prova disso. Agora, parte do público quer vingança e punição para Renan e Adélia. Vamos ver como será a votação desta noite.
Voltando ao grupo, nosso papo não termina em abril, como acontece com o programa todos os anos. E, a exemplo do “BBB”, tem cada vez mais força, mais assunto, é capaz de mobilizar até mesmo sete jornalistas muito ocupados. É como o reality, que promove, com seus tipos, discussões que vão de bobagens a coisas mais sérias: caráter, visão de mundo, vida em sociedade. É daí que o programa tira a sua força.
Patricia Kogut, O Globo
Quem gosta do BBB é Catita!!
BG
Esse programa e igual a modess, DESCARTÁVEL, uma porcaria não vale nada.
Homi pense num pgm bst!!!! Começando pelo apresentador….
Aonde vota pra acabar com essa m…….!!!!!!
tb quero saber!!
Ainda tem esse programa? Pensei que tinha acabado.
Isso sim é inutilidade pública. Lixo mediático, desinformação social.