Judiciário

Operação “Máscara Negra”: recurso de ex-prefeito será apreciado no Pleno do TJRN

A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, à unanimidade de votos, definiu pela incompetência da Vara Criminal de Macau para processar e julgar a Medida Cautelar nº 0101752-37.2015.8.20.0105, que envolve o ex-prefeito da cidade, Flávio Vieira Veras – preso preventivamente em março de 2015, devido a desdobramentos da Operação Máscara Negra, realizada pelo MPRN em 2013. Desta forma, a Câmara também estabeleceu que o processo deve ser remetido à relatora do Procedimento Investigatório nº 2015.008338-5, desembargadora Judite Nunes, em razão da conexão identificada entre os dois processos (artigo 76 e incisos, do Código de Processo Penal).

O julgamento envolve a apuração de um suposto uso de documento falso, a Portaria 046/2014. De acordo com o Ministério Público, o documento falso foi criado para basear um suposto rompimento político com o atual chefe do Executivo de Macau, Kerginaldo Pinto, também investigado em outra Operação, a “Maresia”, com a finalidade de revogar sua prisão.

A portaria com data de novembro de 2014, “fabricada” no dia 27 de março de 2015 e apresentado no mesmo dia ao TJ – expressão cunhada pelo MP e citada pela desembargadora Maria Zeneide Bezerra – proibia todos os investigados pela Operação Máscara Negra de adentrarem os prédios públicos da Prefeitura de Macau.

A intenção da portaria falsa teria sido “provar” que Flávio Veras estava impedido de entrar na prefeitura e por isso não podia ser mentor dos esquemas, retirando um dos motivos para que ele continuasse preso. O argumento, à época, foi acatado pelo TJRN, mas segundo o MP a proibição não ocorreu.

Com o julgamento desta terça-feira, o caso será apreciado no Pleno, após relatoria da desembargadora Judite Nunes.

(Medida Cautelar nº 0101752-37.2015.8.20.0105)
TJRN

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Cidades

Máscara Negra: MP revela nomes dos 12 presos nas fraudes de contratos para shows no interior do RN

mascara

A promotora Patrícia Antunes Martins, coordenadora do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) revelou em entrevista coletiva na tarde desta terça-feira os nomes dos 12 presos até o momento na Operação Máscara Negra que investiga fraudes em contratos de shows realizados em Macau e Guamaré.

Foram presos:

– Katiúscia Miranda de Fonseca Montenegro, chefe de gabinete da Prefeitura de Guamaré;

– Kaliny Karen da Fonseca Teixeira, filha do ex-prefeito de Guamaré:

-Emilson de Borba Cunha, ex-prefeito(foragido)

– Kelly Margareth Miranda de Fonseca, ex-secretária de Turismo de Guamaré, e mulher de Auricélio Teixeira;

– Geusa Morais, tesoureira da Prefeitura de Guamaré;

– Tércia Raquel, secretária de Administração e Finanças de Guamaré;

– Francinilson Nunes Cabral,

– Fábio Alves de Miranda;

– Rosângela de Morais Freire;

– Rogério Medeiros Cabral Jr

– Adonis Aráujo de Assis.

– Clodoaldo Bahia, empresário do ramo de decoração

Opinião dos leitores

  1. amigo Bruno Parabenizo mais uma vez pela cobertura sobre a operação desencadeada pelo MP intitulada Máscara Negra, aliás parabenizar também o MP/RN pela sua atuação na defesa do interesse público do povo do RN. nesse diapasão apenas peço, até por conhecer a pessoa e ter analisado a petição do próprio MP, que seja feita a correção na matéria acima onde aparece o nome do ex-prefeito Auricélio Teixeira, pois o mesmo não tem nem sua citação nem sequer nas escutas autorizadas, que resultaram com as prisões. O ex-prefeito que foi citado e investigado pelo MP trata-se do sr. Emilson de Borba Cunha. na certeza de estar contribuindo para que seja feita justiça na divulgação dos nomes dos investigados, mais uma vez parabenizo o blog pelas informações postadas.

  2. PARABÉNS, ISTO MOSTRA A COMPETÊNCIA DO MPE. NINGUÉM JAMAIS IMAGINARIA QUE ESTE TIPO DE COISA ACONTECE NAS PREFEITURAS. NINGUÉM EM SÃ CONSCIÊNCIA DESCONFIARIA DE UMA COISA DESTA.
    MAIS UMA VEZ, PARABÉNS.

  3. até que enfim a justiça está sendo feita, agora só falta o MP investigar o atual prefeito de guamaré que concerteza esta envolvido nessa falcatrua.

    1. eu acho que se errou tem que pagar,e ladrão não e apenas pobre e negro não ,valeu autoridades

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