No sentido bíblico a Semana Santa é sinônimo de renovação das esperanças para os cristãos. No sentido do consumo, é inegável que os itens mais procurados nessa época do ano são o pescado e os ovos de páscoa. E, o consumidor deve estar sentindo que o doce do chocolate tem ficado simbolicamente mais “salgado” nos preços. Portanto, de acordo com o diretor geral do Procon Estadual, Cyrus Alberto de Araújo Benavides, a principal recomendação é pesquisar preços.
Mas, o que muita gente não sabe, e pode acabar ficando no prejuízo é que embora esses sejam produtos perecíveis, eles são passíveis sim de troca: “Na hora de comprar, o consumidor deve ficar atento aos prazos de validade tanto do pescado quanto dos ovos de páscoa; um outro ponto importante é ficar atento com relação aos preços informados nas prateleiras. Nossa fiscalização tem observado que, às vezes, o acúmulo dos produtos acaba confundindo o consumidor na hora de averiguar o preço. E, algumas vezes, quando eles chegam no caixa, percebem que o valor é superior aqueles que viram nas prateleiras”, esclarece Benavides.
O Procon Estadual tem um número disponível para toda e qualquer reclamação ou orientação ao consumidor, o 151. Nesse período do ano, Benavides afirma que há um aumento na procura pelo Procon, justamente pelos motivos acima citados: produtos estragados ou sem as propriedades organolépticas preservadas; prazo de validade e dúvidas sobre trocas. “Nossos fiscais estão indo às ruas, nos estabelecimentos comerciais, para verificar se estão cumprindo com o respeito ao consumidor.
Com relação a questões como tamanho, peso real incompatível com o que está disponibilizado na embalagem, nós encaminhamos essas demandas para o Instituto de Pesos e Medidas (Ipem-RN)”, explicou o diretor geral do Procon. A pesquisa dos preços divulgada pelo Procon Municipal de Natal, dá conta de que a média do peixe inteiro é de R$ 20,41 e o peixe em posta custa em torno de R$ 24,03. Os preços dos ovos de páscoa estão ainda mais altos que a média dos pescados: R$ 38,83, o preço das caixas de bombons também disparou, algo em torno de R$ 7,04. Nesse item, a maior diferença de preço para o mesmo produto chegou em até 50,24%. Cabem aos Procons Municipais realizar esse tipo de pesquisa de preço.
Só queria saber se o Procon vai notificar as empresas que prática esses abusos, ou se a regra só vale para donos de postos de combustíveis, que são tratados como que fossem ladrões.