Política

Para Renan, antecipação de eleições gerais é alternativa para o país

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou nesta terça-feira (5) “ver com bons olhos” a ideia de antecipar as eleições para outubro deste ano como forma de resolver a crise política do país.

Para o peemedebista, o novo pleito deve englobar todos os cargos eletivos: presidente da República, governadores, senadores e deputados. As eleições desse ano já contemplam prefeitos e vereadores.

“Se a política não arbitrar saídas para o Brasil, nós não podemos fechar nenhuma porta, deixar de discutir nenhuma alternativa, nem essa de eleição geral ou fazer uma revisão do sistema de governo e identificarmos o que há de melhor no parlamentarismo e no presidencialismo”, afirmou.

A ideia de se antecipar as eleições presidenciais começou a ganhar força recentemente. Um bloco de nove senadores do PSB, PPS e Rede já iniciaram uma articulação para levar a tese adiante. Eles se reúnem nesta terça para fechar uma posição em bloco e avaliar como a proposta pode ser levada ao Congresso.

Nesta segunda, o senador Valdir Raupp (PMDB-RO) também defendeu a questão em um pronunciamento no plenário do Senado. “Não seria uma renúncia. Não seria um impeachment, mas, sim, antecipar as eleições presidenciais que aconteceriam agora em outubro próximo, concomitantemente com as eleições municipais”, disse o senador no discurso.

A ideia, no entanto, não tem respaldo do PMDB. Segundo parlamentares do partido, a questão não deve ser levada adiante porque, além de questões legais, como a mudança de regras eleitorais a menos de um ano das eleições, também não haverá respaldo da classe política para tal.

A presidente Dilma Rousseff fez uma provocação aos parlamentares que defendem a ideia nesta terça. Em entrevista a jornalistas, a petista disse que concorda discutir a questão desde que deputados e senadores também aceitem participar de um processo eleitoral antecipado. “Convence a Câmara e o Senado de abrirem mão de seus mandatos. Aí, vem conversar comigo”, disse a presidente.

Para Renan, a antecipação das eleições só deve acontecer se for geral, englobando todos os cargos eletivos no país. “Acho que antecipação de eleição presidencial é uma outra coisa. A tese que está sendo defendida é uma tese mais ampla e pode significar uma resposta da política para o Brasil que continua a demonstrar muita ansiedade”, disse.

Questionado se acredita na possibilidade de o Congresso aprovar uma mudança na Constituição que viabilize a antecipação das eleições, Renan disse não saber se isso pode acontecer. “Se vai

Folha Press

Opinião dos leitores

  1. O que será que R$ende mais pra essa bandidagem…
    Impixar Dilma?
    Não impixar Dilma?
    Novas eleições?
    Velhas eleições?
    Deixar tudo como está?
    Mudar tudo de como está?
    Quem dá mais????

  2. Se Renan apoia, tem mutreta nisso. Já passei a não apoiar essa idéia, se bem, que nunca fui simpático a ela. Parece ser uma terceira via na tentativo do PT em se manter no poder. Essa conversa mole esta mal contada, acho com cara de mais um golpe petista

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Política

Para Renan, reunião de desembarque do PMDB foi ‘precipitada’

Considerado pelo Palácio do Planalto o último bastião da governabilidade no Congresso, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou nesta quinta-feira (31) que a decisão de seu partido de abandonar a base governista, confirmada por aclamação em reunião na terça (29), foi “precipitada” e não representa “um movimento consistente”.

“O PMDB demonstrou uma férrea unidade na convenção quando elegeu Michel Temer em chapa única, de modo que mostrou que pode construir a unidade na adversidade. Agora é evidente que a reunião do Diretório precipita posições de partidos, do próprio governo, o que significa dizer em bom português que talvez não tenha sido um movimento consistente”.

Ao avaliar a antecipação da reunião do diretório nacional -na convenção nacional do partido, ficou acertado que esse encontro seria somente em 12 de abri- Renan falou em “precipitação” e descreveu uma série de desencontros dentro do PMDB a partir da ocasião.

“Essa reunião do PMDB sem dúvida foi uma reunião precipitada, porque havia um acordo na convenção partidária, que elegeu a chapa única, que as moções seriam apreciadas apenas pelo diretório e não naquela convenção. Aquela convenção, era o acordo, elegeria a chapa única que tinha como presidente do partido, o presidente Michel Temer, com a participação das demais correntes partidárias. A convenção surpreendeu a muitos votando a moção e como consequência de votação da moção realizou a reunião do Diretório Nacional para definir com relação ao afastamento do governo”.

Questionado sobre qual será a postura do PMDB caso a presidente Dilma Rousseff consiga os votos necessários para se manter no cargo, Renan colocou o PMDB como pilar da governabilidade e disse não acreditar que o partido migre para a oposição.

“Eu não acredito que o PMDB, seja qual for o cenário, vá liderar uma corrente de oposição no parlamento. A maioria parlamentar está tão difícil e dela será mais difícil se se ausentar o PMDB.”

Folha Press

Opinião dos leitores

  1. Esse Renan é um milionário, pra ele não tem crise, por isso não tem pressa com o desgoverno. A gora tá morrendo de medo de ser preso.

    1. Tá sempre contra a decisão do Partido já era prá ter sido expulso.

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