O jovem branco que matou nove pessoas a tiros em uma igreja de comunidade negra em Charleston, na Carolina do Sul, recebeu nove acusações de homicídio e uma por porte de armas, informou a polícia nesta sexta-feira. Dois dias depois do ataque, a governadora Nikki Haley descreveu o caso como um “crime de ódio” e pediu pena de morte para o atirador. Dylann Roof, um jovem branco de 21 anos de feições ainda adolescentes, confessou ter cometido os assassinatos e, ao ser preso, disse à polícia que quase desistiu do plano porque todos foram simpáticos com ele, contaram fontes.
— Este é o pior crime de ódio que eu já vi, e que o país viu, em um longo tempo — disse Nikki Haley em entrevista à TV americana NBC. — Nós queremos que ele enfrente uma pena de morte.
Vigílias de oração foram realizadas em igrejas em Charleston e em todos os EUA para as seis mulheres e os três homens assassinados na noite de quarta-feira. Entre os mortos estava o pastor da igreja, Clementa Pinckney, de 41 anos, uma importante figura da comunidade negra local e senador democrata.
O jovem, que se rendeu sem resistência durante uma blitz da polícia, foi detido em Shelby, na Carolina do Norte, a cerca de quatro horas de distância do local do massacre. A polícia conseguiu encontrá-lo após receber informações de uma motorista, que teria visto o carro de Roof.
Antes de iniciar os disparos , ele havia passado uma hora com os fiéis da Igreja Emanuel, uma das mais emblemáticas do país e forte símbolo da história da comunidade negra no sul dos Estados Unidos.
O horror do crime e o simbolismo do local onde foi cometido marcaram profundamente o tom do pronunciamento do presidente Barack Obama, que expressou tristeza e revolta. Obama criticou o acesso fácil a armas de fogo e reconheceu que crimes como esse não acontecem com a mesma frequência em outros países desenvolvidos.
O Globo
O fim do estatuto do desarmamento não tem nada a ver a venda liberal de armas, como é nos EUA. Leiam o PL 3722/2012 que prevê a nova regulamentação de venda de armas de fogo no Brasil. Não falem besteira sem saber.
Esse tipo de crime que ocorreu nos EUA também é muito comum em outras partes do mundo e não tem nada a ver com o fato do liberação da venda de armas no país. Na China já aconteceu casos onde um homem invadiu uma escola e matou crianças com faca, no Japão onde um maluco saiu atropelando pessoas com um caminhão, fora outros pelo mundo afora que a mídia não divulga muito.
Aqui mesmo no Brasil ocorreu recentemente aquele caso da escola de Realengo onde um homem armado com 2 revólveres atirou nos alunos da escola que ele estudava. E olha que aqui o Estatuto do Desarmamento, uma das leis mais rigorosas para o controle de armas do mundo, estava em vigor na época e não impediu que estas crianças fossem mortas. Lembrando que as armas que ele comprou foi no mercado negro, de traficantes, e não em loja legalizada. Outro caso parecido foi no cinema em São Paulo, onde um homem entrou na sala durante o filme atirando nas pessoas com metralhadora. Na época não havia o Estatuto do Desarmamento, mas também metralhadora não podia comprar, o que fez o criminoso recorrer ao comércio ilegal.
Se pararmos para pensar, em todos esses casos, os criminosos possuem quadros psicológicos muito comum, incluindo um histórico de bullying, admiração a culturas racistas, extremistas e coisas do gênero, bem como distúrbios mentais.
Lembrando também que este ataque, bem como outros parecidos que ocorreram nos EUA, acontecem em lugares conhecidos como GUN FREE ZONE, onde o porte de armas é proibido.
A proibição da venda de armas ou até mesmo um controle rigoroso não vai impedir que homens como estes cometam os seus crimes, pois já dizia um ministro inglês: "Não é possível legislar sobre os loucos".
É o exemplo de país e leis para muitos coxinhas!
Uma coisa não tem nada a ver com outra. Qualquer idiota sabe que quem quer matar não precisa nem de arma. Uma pedra, um pedaço de pau ou mesmo as próprias mãos podem ser usadas para isso. Pessoas de índole má ou com problemas psicológicos cometem crimes por suas próprias condições. O cidadão de bem que quer ter uma arma é porque quer se defender e não matar. Não confunda discussões sérias sobre nossa própria segurança com os transtornos psicológicos alheios.
"Obama criticou o acesso fácil a armas de fogo e reconheceu que crimes como esse não acontecem com a mesma frequência em outros países desenvolvidos"
A maioria dos países desenvolvidos tem leis rígidas como a nossa para controlar o acesso às armas pela população. A arma que este psicopata teve acesso é vendida livremente na "terra da liberdade" como um instrumento de defesa contra a alta criminalidade daquele país. Pelo jeito, ter cidadãos armados, não resolve.
Onde estão agora os que defendem o fim do Estatuto do Desarmamento?
Antes de sair dizendo que "americano é assim mesmo, tudo meio maluco" e que lá, olhe bem para o jovem autor do atentado que matou nove pessoas na histórica igreja da comunidade negra em Charleston, na Carolina do Sul (EUA). Veja como ele se parece, em corpo e espírito, com aquele seu amigo de colégio que você reencontrou dias atrás no Facebook e descobriu que agora curte a página "supremacia branca" e "orgulho paulista". Ou com aquele primo de Ribeirão das Couves que ouviu a vida inteira os pais dizerem que está tudo perdido, ninguém se dá o respeito, que mulheres, negros e populações LGBT têm direitos demais, cotas demais, marchas demais, feriados demais, e nós, ozomi branco, carregamos o país nas costas.
Leia a análise de Matheus Pichonelli: http://bit.ly/1GW68j9