Diversos

Dívida pública federal ultrapassa R$ 3 trilhões pela primeira vez na história

A Dívida Pública Federal, que inclui o endividamento interno e externo, teve aumento de 3,1%, em termos nominais, passando de R$ 2,955 trilhões em agosto para R$ 3,047 trilhões em setembro. Os dados foram divulgados hoje (17) pelo Tesouro Nacional.

A variação do endividamento do Tesouro pode ocorrer por meio da oferta de títulos públicos em leilões, pela internet (Tesouro Direto) ou pela emissão direta. A variação pode ocorrer também pela assinatura de contratos de empréstimo. Nesse caso, o Tesouro toma empréstimo de uma instituição financeira ou de um banco de fomento, destinado a financiar o desenvolvimento de uma determinada região. Já a redução do endividamento se dá, por exemplo, pelo resgate de títulos.

A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi), em circulação no mercado nacional, teve seu estoque ampliado em 3,21%, ao passar de R$ 2,830 trilhões para R$ 2,920 trilhões devido ao resgate líquido, no valor de R$ 62,12 bilhões, compensado parcialmente pela apropriação positiva de juros, no valor de R$ 28,59 bilhões.

Com relação ao estoque da Dívida Pública Federal externa (DPFe), houve aumento de 0,81% sobre o estoque apurado em agosto, encerrando setembro em R$ 126 bilhões (US$ 38,82 bilhões), sendo R$ 115,5 bilhões (US$ 35,59 bilhões) referentes à dívida mobiliária (títulos) e R$ 10,5 bilhões (US$ 3,24 bilhões) à dívida contratual.

De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), o governo estima que a Dívida Pública Federal, em 2016, fique entre R$ 3,1 trilhões e R$ 3,3 trilhões.

Agência Brasil

 

Opinião dos leitores

  1. Alguém conhece o detalhamento dessa dívida? A quem deve, quanto deve, como foi contraída essa dívida?
    Acho que seria uma excelente reportagem, nunca vi isso, apenas reportagens superficiais…
    Fica a dica é a sociedade agradeçe.

    1. Só com o auxílio-moradia da txurma dá aproximadamente quase 300 milhões anuais ao erário público federal. Chupa essa manga trabalhador brasileiro. E desde já se prepararem, em 2017 continuaremos pagando essas mesmas mordomias e fica por isso mesmo.

    2. E esses 300 mi são só da Justiça Ferderal, que inclui a Justiça do Trabalho.

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Economia

MAIOR VALOR: Dólar fecha acima de R$ 4 pela primeira vez na história

Dúvidas sobre a aprovação de medidas fiscais necessárias para evitar que o Brasil tenha sua nota de crédito cortada por agências internacionais de classificação de risco e a preocupação com a crise global fizeram o dólar romper nesta terça-feira (22) a barreira dos R$ 4, para seu maior valor histórico.

No final da sessão, a sinalização de que o Congresso deverá manter para esta noite a votação da chamada pauta bomba, sem derrubar vetos presidenciais a medidas que preveem o aumento dos gastos públicos, amenizou um pouco a alta do dólar e a queda da Bolsa brasileira, que chegou a perder 2,82% durante o dia.

O dólar à vista, referência no mercado financeiro, fechou com valorização de R$ 1,58%, para R$ 4,054 na venda. Já o dólar comercial, utilizado em transações de comércio exterior, avançou 1,80%, também para R$ 4,054. É o maior valor histórico de ambas as cotações. Na máxima dessa terça-feira, o dólar à vista chegou a atingir R$ 4,063, e o dólar comercial, R$ 4,068.

É preciso considerar, no entanto, que o cenário econômico entre 1994, quando o Plano Real foi criado, e 2015 mudou drasticamente. O valor de R$ 4 naquela época, por exemplo, hoje valeria cerca de R$ 12,75, após correção inflacionária.

No mercado de ações, o principal índice da BM&FBovespa fechou no vermelho. O Ibovespa recuou 0,70%, para 46264 pontos. Por causa de uma falha no cálculo dos índices no Segmento Bovespa, a atualização e divulgação dos indicadores ficou paralisada entre 10h30 e 12h30. A situação foi normalizada no início da tarde.

“Há uma percepção negativa em torno do crescimento global, o que tem afetado os preços das commodities e, consequentemente, os mercados mundiais. Por isso, as principais Bolsas no exterior fecharam o dia no vermelho, colaborando para a perda do Ibovespa e a valorização do dólar”, disse Rogério Oliveira, especialista em Bolsa da Icap.

Também contribuiu para o movimento a expectativa de aumento de juros nos Estados Unidos ainda em 2015, o que retiraria investimentos de países emergentes, como o Brasil. Assim, entre as 24 principais moedas emergentes do mundo, 23 desvalorizaram-se em relação ao dólar. O dólar de Hong Kong se manteve estável frente a moeda norte-americana.

CENÁRIO FISCAL

Incertezas sobre o quadro fiscal brasileiro, segundo economistas, intensificaram no Brasil o clima de cautela trazido do exterior, a ampliaram o risco de rebaixamento da nota de crédito do país.

O Palácio do Planalto enviou nesta terça ao Congresso as primeiras medidas que integram o pacote fiscal proposto pelo governo federal para tornar as contas públicas superavitárias em 2016. Entre elas está a recriação da CPMF. Com isso, o governo prevê arrecadar R$ 32 bilhões por ano.

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, recebeu nesta tarde representantes da agência de classificação de risco Fitch Ratings.

O governo tenta evitar um novo rebaixamento da nota brasileira, a exemplo do que ocorreu no início do mês, quando a agência Standard & Poor’s cortou o rating do país, retirando seu selo de bom pagador.

O receio é que o Brasil também perca o chamado grau de investimento da Fitch ou da Moody’s. Com duas classificações como essa, grandes fundos estrangeiros têm que remover suas aplicações do país pelo risco maior de calote.

No caso da Fitch, a nota brasileira (“BBB”) está dois degraus acima do limite entre grau de investimento e especulativo, por isso mesmo que a agência resolva cortar a nota do país em um nível, o Brasil manteria o selo de bom pagador concedido pela agência.

Mauro Leos, responsável pela classificação da América Latina na Moody’s, avaliou que, sem a recriação da CPMF, o “cenário fica muito ruim”. No curto prazo, a principal questão é o Orçamento do ano que vem, disse. O analista afirmou que uma aprovação do imposto seria fundamental para evitar o terceiro ano consecutivo de deficit primário do Brasil.

(mais…)

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