Economia

MAIS "PAULADA": Aumento de impostos pode estar a caminho

Por interino

Com o impasse sobre o momento de anunciar um grande corte de despesas federais no Orçamento 2015, que precisa ainda ser aprovado pelo Congresso Nacional, o governo pode partir para o “plano B”. Isto é, em vez de iniciar o aperto fiscal pelo lado das despesas, começaria pelas receitas.

Em seu discurso de posse, o novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, falou abertamente sobre a necessidade de elevação de impostos de forma a seguir o “imperativo da disciplina fiscal”. O mote foi inaugurado pela própria presidente Dilma Rousseff em sua mensagem ao Congresso.

O governo deve voltar a elevar a Cide, o tributo que sobre os combustíveis, zerado desde junho de 2012. Se optar por iniciar o ajuste fiscal pelo lado das receitas, o governo pode anunciar a elevação da Cide na próxima semana, segundo apurou o jornal O Estado de S. Paulo.

Além disso, o governo tem uma importante carta na manga. A unificação e simplificação de dois dos tributos mais complexos do Brasil, o PIS e a Cofins, pode ser associada a uma elevação de impostos no curto prazo, dependendo da alíquota definida. Uma das ideias trabalhadas nos bastidores é “vender” a medida da seguinte forma: “Um aumento de tributos no curto prazo, mas uma simplificação total para sempre”. A presidente Dilma Rousseff ainda não se decidiu sobre o formato dessa medida, que, em todo caso, somente entraria em vigor em 2016.

Despesas

O primeiro pacote de aperto fiscal anunciado pelo governo, nos dias finais de 2014, atacou justamente o lado das despesas, seguindo o que seria o “plano A”: basear-se de forma mínima em aumentos de tributos e impostos. O pacote consistia em regras muito mais rígidas para a concessão de benefícios previdenciários, como pensão por morte e auxílio doença, e trabalhistas, como o seguro-desemprego e o abono salarial.

Mas para se materializar efetivamente nas contas públicas essa medida de ajuste nos benefícios precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional e, no caso do seguro-desemprego, aguardar um período de seis meses entre a aprovação da nova lei e a entrada em vigor das novas regras.

A economia de R$ 18 bilhões em gastos federais apresentada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, não será, dessa forma, alcançada neste ano. Internamente, o governo avalia que, se for bem-sucedido, esse pacote poupará cerca de R$ 2 bilhões neste ano.

A apreensão do governo com as contas públicas é grande. Neste primeiro semestre, a política fiscal estará no centro do escrutínio que as maiores agências internacionais de classificação de risco – Standard & Poor’s, Fitch e Moody’s – farão da economia brasileira.

O governo teme que as agências fiquem presas aos indicadores como estão agora e, com isso, acabem rebaixando a nota de crédito do Brasil, o que poderia prejudicar ainda mais a atração de investimentos. O objetivo do ajuste fiscal em preparação é justamente criar sinalizações de que, a partir deste ano, o quadro do País mudará drasticamente. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

fonte: Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. É porque tá só começando o ano, prepare o couro, a pêia vai ser grande, só não pros aloprados do PT, para eles tem dias ruins não, em quanto um rato da uma viagem eles dão duas três.

  2. "POVO" ALIENADO QUE VOTOU AGORA FICA MUDO, DIANTE DE TAMANHA INCAPACIDADE DESTE DESGOVERNO, QUE ESTÁ COLOCANDO O BRASIL A BEIRA DE ABISMO SEM FIM.

  3. Por isso o PT se elege com folga e facilidade, o "povo" acredita no que eles falam, mesmo depois de 12 anos no poder falando uma coisa e praticando outra.
    Até hoje o PT fala que é o partido dos "trabalhadores" e do "povo" e seus líderes estão cada vez mais ricos e pertencendo a classe dos milionários brasileiros.
    A corrupção está solta e os índices de criminalidade estão em números nunca antes vistos por aqui.
    Estão querendo aprovar um projeto de vigilância a imprensa para abafar de vez toda desgraça que estamos passando e assim, coisas como a ruína que eles jogaram a petrobras não chegará aos ouvidos do povão.

  4. FOI PROMETIDA UMA CORREÇÃO NA TABELA DO IMPOSTO DE RENDA PARA O ANO DE 2015 E ATÉ AGORA NADA. OS ECONOMISTAS DIZEM QUE A TABELA ESTÁ DEFASADA EM MAIS DE 40%. SIGNIFICA QUE ESTAMOS CONTRIBUINDO COM 40% A MAIS NO RECOLHIMENTO DO IMPOSTO DE RENDA DOS TAMBÉM DEFASADOS SALÁRIOS.

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