Polícia

Polícia conclui que suástica foi “autolesão” e indiciará jovem por falso testemunho

Reprodução. 

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul concluiu que os cortes em forma de suástica eitos em uma jovem que disse ter sido atacada na rua, há duas semanas, em Porto Alegre, é um caso de “autolesão”. Segundo o delegado Paulo Sérgio Jardim, há indícios de automutilação ou de que tenham sido feitos de forma consentida. A jovem será indiciada por falso testemunho.

O laudo técnico da Polícia Civil conclui que “pode se afirmar com convicção que as lesões produzidas na vítima não são compatíveis com as que seriam esperadas, na hipótese de ter havido efetiva resistência da parte dela à ação de um agente agressor”.

De acordo com o documento, nº 155470/2018, durante o exame de corpo de delito feito na jovem, não foram encontradas “lesões na face ou nas mãos e nos antebraços que sejam caracteríticas de autodefesa”. O laudo afirma ainda que a inscrição foi feita de maneira “superficial”, feitas em “regiões do corpo facilmente acessíveis às mãos da própria vítima” e que “apresentam padrão de paralelismo e ortogonalidade que demandaram cuidado na produção”.

“Para que a força empregada ao se produzirem as lesões não provocasse dano desmedido e acabasse atravessar integralmente a pele, o que acabaria por provocar um corte, isto é, um ferimento inciso, é condição necessária que o agente produtor dessas lesões tenha tido bastante habilidade e cuidado ao executar os movimentos que originaram as inscrições relatadas, bem como que ele tenha tido tempo adequado para produzir as lesões e, idealmente, um ambiente propício”, diz o laudo.

Logo após o primeiro turno das eleições, uma jovem de 19 anos, moradora de Porto Alegre, registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil por lesão corporal na noite de segunda-feira, 8. Segundo o relato feito aos policiais, ela teria sido abordada por três homens e agredida por possuir adesivos LGBT colados na mochila.

De acordo com a versão contada à época pela jovem, após diversas ofensas e ameaças, um trio a rendeu e marcou o corpo dela com a marca nazista. Quatro dias depois, ela teria desistido da ação “por questões emocionais”.

Estadão

 

Opinião dos leitores

  1. E onde estão as punições à campanha do mentiroso poste de presidiário? Cadê a imprensa, os ministros do STF, a OAB, os artistas, esse monte de "democratas", que reagem com extrema rapidez quando se trata de atacar a campanha do Bolsonaro com mentiras e calúnias? O Brasil precisa mudar, nosso povo precisa se distanciar dessa penca de vagabundos que estão destruindo a nossa moral e o nosso senso de responsabilidade e honestidade. Esse "lixo" humano precisa ser expurgado do convívio do cidadão de bem e tratado da forma como são merecedores.

  2. O pt a cada dia que passa, é desmascarado em seu jogo de mentiras, tem uma bíblia de Hadad q foi roubada, e encontrada num comício de Bolsonaro, ele é ateu, essa suástica q estavam incriminando os apoiadores de Bolsonaro, sendo q ela fez automutilação, deve ter recebido dinheiro para acusar bolsonaro, outra foi acusar de que reconheceu o vice de Bolsonaro numa tortura, E ele na época estava com 9 anos. Tem milhares de fake news pra tentar fraudulentamente favorecer o petralhismo. Tomem cuidado com os boatos. Eles são Canalhas

  3. Tenho duas filhas e é fato, se não cuidarmos de bem orientar e educar os nosso filhos a probabilidade deles acreditarem que o melhor caminho é o mais fácil é grande. Logo que isso foi divulgado na mídia e eu ver as imagens e o contexto no qual isso tudo foi publicizado, além e principalmente do recuo da jovem, logo percebi algo muito estranho! Eduque bem os seus filhos, pois o mundo fora da família não é só alegria!

  4. Mais um ato de desespero do Partido dos Trambiqueiros.. essa moça deve ter sido usada pra criar mais uma mentira pra campanha eleitoral. Campanha petista de baixo nivel. Nazista é o PT que planta mentiras. So lembrar do escandalo dos aloprados inventado pelo PT. Tentativa de denegrir candidatos adversários e implantar o odio no Brasil. PT nunca mais, bandidos.

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Diversos

Polêmico caso da Família Pesseghini: Polícia conclui que menino matou a família em SP

10270562_10151850062533239_4377750921306380673_nApós mais de nove meses da morte de cinco pessoas da família Pesseghini, a Polícia Civil de São Paulo concluiu o inquérito sobre os crimes ocorridos em 5 de agosto de 2013, na Brasilândia, na zona norte da capital.

O relatório final da investigação chefiada pelo delegado Charlie Wei Ming Wang aponta o estudante Marcelo Pesseghini, 13, como autor dos  assassinatos do pai, Luís Marcelo Pesseghini, 40, sargento da Rota (tropa de elite da Polícia Militar), a mãe, Andréia Bovo Pesseghini, 36, cabo da PM, a avó Benedita Bovo, 67, e a tia-avó Bernadete Bovo, 55.

Desde o dia seguinte ao dos crimes, a polícia já apresentava como principal linha de investigação a possibilidade de o menino ter matado a tiros a família e se suicidado em seguida. Parentes, porém, questionam essa hipótese.

O inquérito foi enviado na última sexta-feira (16) ao MP (Ministério Público), que recebeu os nove volumes, com mais de 2.000 páginas, nesta segunda-feira (19). O promotor de Justiça Daniel Tosta, do 2º  Tribunal do Júri de Santana, terá 15 dias para analisar o inquérito e decidir se requisita novas diligência à polícia ou pede arquivamento do caso.

De acordo com a SSP (Secretaria de Segurança Pública), a investigação só foi encerrada agora porque a polícia estava à espera de esclarecimentos do IC (Instituto de Criminalística) sobre parecer médico-legal independente que contesta a tese da polícia.

O documento enviado em fevereiro ao Tribunal de Justiça e ao MP é assinado pelo médico-legista George Sanguinetti, que ficou conhecido após causar reviravolta ao defender a tese de duplo assassinato do ex-tesoureiro Paulo César Farias e sua namorada, Suzana Marcolino, ocorrido em 1996, em Maceió.

O parecer cita que marcas na mão e no braço do menino seriam “lesões de defesa, indicativas que a criança, antes de ser executada, tentou defender-se”. O documento afirma também que, pela posição que o corpo de Marcelo foi encontrado, é improvável que ele tenha se matado.

A advogada dos avós paternos do estudante, Roselle Soglio, classificou a conclusão da polícia como “aberração”. “Não foram investigadas todas as linhas de possibilidades de quem teria praticado o crime. A única linha que foi investigada foi a de que Marcelo é culpado”, afirmou a advogada.

Soglio informou que vai esperar o posicionamento do MP para avaliar se pede que seja realizada uma nova investigação. “Acredito que o Ministério Público não vai se satisfazer porque há muitas contradições no inquérito”, disse.

Caso controverso

Laudos da polícia mostraram que, após matar os pais, a avó e a tia-avó, Marcelo foi até a escola dirigindo o carro da mãe, levando uma mochila com papel higiênico, peças de roupas, uma faca, um revólver e R$ 350 em dinheiro. Depois de assistir às aulas, o adolescente teria voltado para casa de carona e cometido suicídio.

Um laudo elaborado pelo psiquiatra forense Guido Palomba apontou como motivação para o crime a “psicopatologia” (transtorno mental) que o adolescente possuía e indicou que o adolescente planejava havia ao menos cinco meses matar os pais.

Em agosto do ano passado, o médico legista George Sanguinetti afirmou, em entrevista ao UOL, que o filho do casal de policiais foi assassinado junto com os pais.

Na época do crime, Wagner Dimas Alves Pereira, comandante do 18º Batalhão da PM (onde trabalhava a mãe do adolescente), afirmou que a policial fez parte de um grupo que denunciou o envolvimento de colegas no roubo de bancos. Pereira recuou logo em seguida dessa afirmação.

Em depoimento à corregedoria da PM, o comandante disse que não houve nenhuma investigação no batalhão sobre esquema de roubo de caixas eletrônicos envolvendo integrantes da corporação. Cerca de uma semana depois, Pereira foi afastado das suas funções na chefia do batalhão para tratamento de saúde.

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