Foto: Ricardo Stuckert/13.07.2016/Instituto Lula
A Procuradoria da República no Distrito Federal reiterou nesta quinta-feira (21) a denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o senador cassado Delcídio do Amaral e outras cinco pessoas por suposta tentativa de obstruir a Operação Lava Jato.
A denúncia foi feita ao Supremo Tribunal Federal (STF) no começo deste ano, mas o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato na corte, determinou o envio para a Justiça Federal de Brasília depois que Delcídio foi cassado e perdeu o foro privilegiado.
Lula, Delcídio, o ex-chefe de gabinete de Delcídio Diogo Ferreira, o advogado Edson Ribeiro, o banqueiro André Esteves, o empresário José Carlos Bumlai e seu filho, Maurício Bumlai, foram acusados de tentar comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, que negociava acordo de delação premiada com a Justiça.
Agora, caberá à Justiça Federal do DF decidir sobre a abertura de ação penal.
Quando o processo muda de instância, é praxe que o Ministério Público que atua no local se manifeste sobre o caso antes de o processo ter prosseguimento. Por isso, mesmo a denúncia já tendo sido oferecida pelo procurador-geral, a Procuradoria no DF se manifestou novamente.
Segundo a Procuradoria, o procurador Ivan Cláudio Marx fez “acréscimos à peça inicial, com o objetivo de ampliar a descrição dos fatos e as provas”, e aponta os mesmos crimes que a Procuradoria Geral já havia identificado: embaraço à investigação de organização criminosa, patrocínio infiel (quando advogado não defende interesses do cliente) e exploração indevida de prestígio.
O MP informou que os detalhes do aditamento da denúncia não serão divulgados em razão do sigilo, mas esclareceu que o procurador pediu o fim do sigilo no caso.
Ida do processo para Brasília
Quando Delcídio perdeu o foro, o procurador-geral da República pediu ao Supremo que o caso fosse remetido para o juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato no Paraná, por entender que havia conexão dos fatos com o esquema de corrupção na Petrobras.
Segundo Janot, alguns dos denunciados, como o empresário José Carlos Bumlai, o filho dele Maurício Bumlai e o próprio Cerveró já são alvos de processo no Paraná. Advogados de defesa dos acusados, no entanto, contestaram o pedido de envio ao Paraná.
O banqueiro André Esteves, um dos denunciados, argumentou que o suposto crime foi cometido em Brasília. Já o ex-presidente Lula afirmou que o caso deveria ir para Justiça Federal de São Paulo porque fatos narrados ocorreram naquele estado.
O ministro Teori Zavascki reconheceu que o que permitia que o inquérito seguisse no Supremo era o foro privilegiado de Delcídio. Mas, depois que ele foi cassado, o caso deveria continuar na primeira instância, frisou o ministro.
Mas ele entendeu que o próprio Supremo já decidiu que não há a chamada “prevenção” para o que não se referir especificamente à corrupção na estatal. Segundo o ministro, a definição do juízo que deve tocar o caso deve ser feita conforme o local onde o crime foi cometido.
Conforme o ministro, os delitos ocorreram no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Brasília, “com preponderância desta última porque onde desempenhava o ex-parlamentar sua necessária atividade”.
Teori Zavascki também frisou que foi em Brasília que o filho de Cerveró, Bernardo, gravou a conversa que deu origem à descoberta da trama.
Delação de Delcídio
Para denunciar Lula e os outros seis, Janot usou as delações premiadas do senador cassado Delcídio do Amaral e do chefe de gabinete dele, Diogo Ferreira, e apresentou extratos bancários, telefônicos e passagens aéreas.
Para Janot, há provas de que Lula se juntou ao amigos, o pecuarista José Carlos Bumlai, e que eles pagaram R$ 250 mil para comprar o silêncio de Cerveró.
Na denúncia, a Procuradoria afirmou que Lula “impediu e/ou embaraçou investigação criminal que envolve organização criminosa , ocupando papel central , determinando e dirigindo a atividade criminosa praticada por Delcídio do Amaral, André Santos Esteves, Edson de Siqueira Ribeiro, Diogo Ferreira Rodrigues, José Carlos Bumlai” e pede a condenação dos denunciados por obstrução da Justiça.
G1
ESTE LADRÃO DO LULA AINDA ESTÁ SOLTO?
Machado entregou Jucá com provas materiais, com gravações em que claramente se dizia que o objetivo de tirar Dilma do Poder era pra estancar a "sangria" da LAVAJATO e ficou por isso mesmo. Nem processo no Senado foi aberto. E ainda querem que eu acredite que todo esse espetáculo é mais do que um crico armado pra nos fazer de palhaços e se atingir uma finalidade política nos moldes do Macartismo Americano?
Leiam no google o que foi o Macartismo Americano e tirem suas próprias conclusões.
Eu quero saber é quando o Aécio vai ser convidado a depor…
Quando a mulher e filha de Cunha vão ser conduzidas coercitivamente…
E quando finalmente Henrique vai ser preso?
Isso faz de Lula um inocente?
Cara Polyana, todos são FARINHA do mesmo saco. Não escapa ninguém nessa política atual. LULA,DILMA, TEMER,TEMER AECIO, HENRIQUE, PT. PMDB,PSDB e tantos outros. A política está podre.
O único jeito da minha família não votar no Lula é ele não sai candidato !
Não vai ganhar de todo jeito mesmo
Os Molitontos vão dizer que e GOLPE
Então rodou, rodou, rodou, rodou….
A NOTÍCIA É QUE O MP DO DF ENTROU COM HOJE COM DENÚNCIA CONTRA LULA, DELCÍDIO, BUMLAI E OUTRAS 04 PESSOAS POR OBSTRUÇÃO A JUSTIÇA NO CASO DA LAVA JATO.
DEPOIS DE PROVAS COLHIDAS NAS DELAÇÕES E CRUZAMENTO DE INFORMAÇÕES, QUEBRAS DE SIGILO BANCÁRIO E TELEFÔNICO E DADOS DAS COMPANHIAS AÉREAS.
Vot! nao entendi
(MPF reitera denúncia contra Lula e Delcídio por obstrução à Lava Jato)
http://g1.globo.com/politica/operacao-lava-jato/noticia/2016/07/mpf-reitera-denuncia-contra-lula-e-delicio-por-obstrucao-lava-jato.html
Lugar de bandido é na cadeia. Tomara que se lasquem todos.