Esporte

Ex-Grêmio, deputado Jardel é afastado por suspeita de corrupção

622_eb39cdff-4882-33fe-b7f6-30df5f8ab3feÍdolo no Grêmio, o ex-jogador e atual deputado estadual Jardel foi afastado de seu cargo legislativo sob suspeita de corrupção. O ex-atleta foi eleito pelo Rio Grande do Sul e é membro do PSD (Partido Social Democrático).

Durante mais de dois meses, a operação batizada de “Gol Contra”, comandada pelo Ministério Público, investigou Jardel e apurou indícios de crimes como concussão, peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Além disso, o ex-jogador também é investigado por um possível financiamento ao tráfico de drogas. Para isso, como aporte financeiro, seria utilizado dinheiro público desviado do parlamento.

Em virtude dos indícios coletados pelo MP na Operação, Jardel teve o afastamento de suas funções parlamentares decretado por 180 dias. A medida foi adotada como alternativa a um pedido de prisão preventiva, já que um parlamentar só pode ser preso por crime inafiançável, como prevê a Constituição.

Além de Jardel, outras oito pessoas também foram investigadas e ainda podem ser presas. A operação “Gol Contra” teve como base principal gravações telefônicas de Jardel. Em abril, o ex-jogador causou polêmica ao demitir todo seu gabinete e se afastar da Assembleia.

Nesta segunda-feira, buscas estão sendo realizadas no gabinete, na casa do ex-atacante e em endereços de outros membros da assembleia. As investigações chegam até em funcionários fantasmas, que receberiam salário do parlamento mesmo sem trabalhar.

Segundo o apurado com a investigação, Jardel lucraria entre R$30 mil e R$50 mil mensais através da exigência de percentuais dos salários dos funcionários de seu gabinete e da bancada do PSD, além da fraude diária de viagens e valores de indenização veicular.

Jardel atuou no Grêmio entre 1995 e 1996, marcando 67 gols em 73 jogos e ajudando o time a conquistar o Campeonato Brasileiro e Libertadores nesses anos. Ele também foi ídolo de Porto e Sporting no futebol europeu.

Gazeta Esportiva

Opinião dos leitores

  1. Falam tanto de noiado…pior é q querem eleger a presidente um playboy bem conhecido nas rodas da high society carioca regadas a muita "goma de tapioca".

  2. Eu fico perplexa com tamanha roubalheira nesse país de mãe gentil. Os caras ganham um salário absurdamente alto, não fazem praticamente nada e ainda roubam. Ainda querem mais e mais e mais.

  3. E ainda dizem que o Rio Grande do Sul é um dos estados mais politizados do Brasil. É lastimável os critérios para escolhas dos legisladores brasileiros

  4. É isso que dá eleger um noiado pra exercer um cargo público. Só pq o cara foi ídolo no futebol. Oh Brasil vei desmantelado.

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Finanças

PF indicia Marcelo Odebrecht e mais 4 executivos por suspeita de corrupção

A Polícia Federal indiciou o presidente do grupo Odebrecht, Marcelo Bahia Odebrecht, por corrupção ativa, lavagem de dinheiro, fraude em licitações e crime contra a ordem econômica no âmbito da Operação Lava Jato.

Relatório do delegado Eduardo Mauat da Silva aponta indícios de acerto prévio em licitação e pagamento de propinas em pelo menos sete obras da Petrobras. Aponta, ainda, suspeita de operação de um esquema dentro da estatal para vender nafta, principal insumo da indústria plástica, a preços abaixo dos praticados para a Braskem, braço petroquímico do grupo Odebrecht.

O relatório será encaminhado ao Ministério Público Federal, que avaliará a investigação da PF antes de decidir se oferece ou não à Justiça a denúncia pelos fatos. Além de Marcelo Odebrecht, o relatório também indiciou outros executivos da companhia: Rogério Santos de Araújo, Alexandrino de Salles de Alencar, Márcio Faria da Silva e Cesar Ramos Rocha.

Todos estão presos desde 19 de junho. Os diretores do conglomerado foram afastados de suas atividades após serem presos. O gerente da Petrobras Celso Araripe d’Oliveira, responsável pela obra da sede da Petrobras em Vitória, também foi indiciado.

Segundo a PF, dados gravados no telefone celular de Marcelo Odebrecht -um dos itens apreendidos- indicariam que o presidente do grupo teria tentado obstruir a investigação da Operação Lava Jato, citando inclusive políticos e esferas do Judiciário.

“Cabe ainda examinar qual teria sido a postura de Marcelo Odebrecht acerca do que envolve a participação da empresa nos ilícitos investigados na Operação Lava Jato. E esse panorama pode ser depreendido com certa segurança a partir das notações feitas pelo próprio em seu telefone (..). Ali podemos constatar referências a nomes de autoridades públicas, doações e ‘pagtos. diretos’, influência junto a instituições (inclusive o Judiciário) sendo tais assuntos tratados em meio aos interesses comerciais do grupo empresarial”, afirma o relatório da PF.

“Verifica-se ainda as ideias do dirigente acerca da Operação Lava Jato, o que demonstra que o mesmo não apenas tinha pleno conhecimento das irregularidades que envolviam o grupo Odebrecht como pretendia adotar uma postura de confronto em face a apuração”, acusa outro trecho do documento.

Folha Press

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