Polícia

Ex-ministro Carlos Gabas e jornalista do site Brasil 247 prestaram depoimento voluntariamente

gabasO ex-ministro Carlos Gabas – ANDRE COELHO / Agência O Globo

Diferentemente do informado no quarto parágrafo da reportagem, o ex-ministro Carlos Gabas e o jornalista Leonardo Attuch não foram alvos de condução coercitiva. Eles foram chamados a depor voluntariamente pela Polícia Federal. O texto já foi corrigido.(ERRA FOLHA DE SP).

Paulo Bernardo, ex-ministro dos governos Lula e Dilma, foi preso na manhã desta quinta-feira (23) em uma operação da Polícia Federal realizada após desdobramento da Lava Jato.

Ele foi detido em Brasília, no apartamento funcional da mulher, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR). A casa dos dois, em Curitiba, também é alvo de buscas.

A prisão do petista, que deve ser levado à sede da PF em São Paulo, é preventiva.

O ex-ministro da Previdência e da Secretaria da Aviação Civil Carlos Gabas, amigo pessoal da presidente afastada Dilma Rousseff, e o jornalista Leonardo Attuch, dono do site “Brasil 247”, foram chamados a depor voluntariamente. A residência de Gabas em Brasília e a sede do “Brasil 247” ainda foram alvo de busca e apreensão.

O secretário municipal de Gestão de São Paulo, Valter Correia, também foi detido e sua casa é alvo de busca e apreensão. Ele foi assessor de Bernardo no Ministério do Planejamento.

Também são alvos de buscas a sede nacional do PT, em São Paulo, e a sede do partido em Brasília. Ao chegar à sede nacional, a polícia só encontrou porteiros, já que os funcionários chegam às 8h30.

Advogados já foram acionados pelo partido para tentar acompanhar a operação. O presidente nacional do partido, Rui Falcão, estava em Brasília e volta hoje para São Paulo.

Batizada de Custo Brasil, a operação mira em um esquema de pagamento de propina em contratos de prestação de serviços de informática do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, pasta que foi comandada por Paulo Bernardo.

Os investigadores afirmam ter elementos de que agentes públicos do ministério direcionaram licitações em favor de uma empresa de tecnologia e informática para gerir créditos consignados para servidores federais.

“Segundo apurou-se, 70% dos valores recebidos por essa empresa eram repassados a pessoas ligadas a funcionários públicos ou agentes públicos com influência no ministério por meio de outros contratos -fictícios ou simulados”, diz a PF.

No total, as supostas fraudes investigadas teriam gerado subornos de aproximadamente R$ 100 milhões entre os anos de 2010 e 2015.

A investigação é fruto da delação premiada do ex-vereador de Americana (SP) Alexandre Romano, preso em agosto de 2015.

Segundo os policiais, ele foi um dos operadores do desvio de R$ 52 milhões em contratos do Ministério do Planejamento com empresas do Grupo Consist Software. Romano recebia recursos desviados da pasta desde 2010. A propina ia para empresas ligadas a ele.

LAVA JATO

Esta é a primeira operação da PF em São Paulo fruto de desdobramento da Lava Jato.

O inquérito policial foi instaurado em dezembro de 2015, após o Supremo Tribunal Federal determinar que a documentação apreendida na 18ª fase da Operação Lava Jato, conhecida como Pixuleco 2, fosse encaminhada para investigação em São Paulo.

A operação está sendo chefiada pela Delecor de São Paulo (Delegacia de Repressão a Corrupção e Crimes Financeiros).

Estão sendo cumpridos 11 mandados de prisão preventiva, 40 mandados de busca e apreensão e 14 mandados de condução coercitiva nos Estados de São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Distrito Federal, todos expedidos, a pedido da PF, pela 6ª Vara Criminal Federal em São Paulo.

Os alvos em Brasília estão sendo levados para o hangar da PF e devem embarcar às 9h, sem previsão de chegada a São Paulo, já que o avião fará escalas.

Os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico de influência, corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com penas de 2 a 12 anos de prisão.

OUTRO LADO

A reportagem não conseguiu contato com os citados até as 9h.

Folha Press

Opinião dos leitores

  1. Esse Gabas trabalhou com Garibaldi Alves Filho no Ministério da Previdencia Social!!!
    Esse controle de consignações virou um filão para as empresas faturarem por empréstimo realizados pelos servidores públicos junto aos bancos credenciados e com débito nos contra cheques e contas corrente. São transações feitas nas esferas de governo Federal, Estadual e Municipal. Aqui no RN o Ministério Público já recomendou a realização de processo licitatório para a escolha de qual empresa vai gerir esses empréstimos consignados, desde a gestão anterior do Secretário Marcone Leal, mas pelo visto a determinação ainda não foi atendida.

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