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Produção mundial de cerveja tem a primeira queda desde 1992

CM9Fn0DWwAAu8zYA produção mundial de cerveja teve em 2014 a primeira queda anual em mais de 20 anos, e a terceira desde 1909 (descontados os períodos de guerra, quando a pesquisa foi suspensa), quando a empresa alemã Barth Haas – comerciante de lúpulo, planta que serve como tempero da bebida – começou a compilar os dados do setor cervejeiro. O recuo, de 0,6%, foi maior do que os registrados em 1992 (0,2%) e 1984 (0,4%).

O percentual pode parecer pequeno. Os números brutos porém, mostram que o volume passou de 197,2 bilhões de litros para 196 bilhões de litros, ou seja, 1,2 bilhão de litros a menos, ou grosso modo, uma long neck para cada adulto do mundo. O relatório da Barth Haas foi vago ao falar das causas; cita somente o “crescente número de fontes de tensão no mundo”.

O pódio das maiores nações cervejeiras permaneceu inalterado em 2014, em relação ao ano anterior. China em primeiro lugar (49,2 bilhões), EUA em segundo (22,6 bilhões de litros) e Brasil em terceiro (14 bilhões de litros) – ainda à frente da tradicionalíssima Alemanha (9,6 bilhões de litros), de quem o país roubou a posição em 2012.

Tampouco houve alteração nas posições do ranking das 10 maiores cervejarias do mundo, de acordo com a fatia de mercado. A AB-Inbev continua liderando, agora com 21% da produção mundial, seguida de longe pela SAB-Miller (9,6%), Heineken (9,3%), Carlsberg (6,3%), Snow Breweries (6%), Tsingtao Brewery Group (3,9%), Molson-Coors (3%), Yanjing (2,7%), Kirin (2,4%) e BGI/Groupe Castel (1,6%).

A concentração mundial do mercado cervejeiro, porém, avançou em , e não não foi pouco. O volume total concentrado nas 40 maiores cervejarias do mundo passou de 160,6 bilhões de litros (81,4%) em 2013 para 162,2 bilhões de litros (82,8%) no ano passado. Ou seja, mais do que a “uma long neck na mão de cada adulto do planeta” usada acima para fins de ilustração.

Resumindo, a produção mundial total recuou um pouco, mas o volume e o percentual detidos pelas grandes cervejarias cresceu. É uma realidade que parece ir na contramão do que apregoam os apóstolos do movimento cervejeiro artesanal – que a produção mundial está caindo porque o grande público está abandonando as macros para se refugiar nas micros.

O Globo

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