Finanças

Procuradoria apresenta denúncia contra tesoureiro do PT

O Ministério Público Federal fez novas denúncias dentro da Operação Lava Jato. Entre os denunciados, está o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.

Também estão nessa denúncia o ex-diretor da Petrobras Renato Duque, o empresário Adir Assad –investigado sob suspeita de manter empresas laranjas e usá-las para lavar dinheiro– e Lucélio Roberto von Lehsten Góes, filho de Mario Góes, que já está preso em Curitiba e é apontado como operador do esquema de corrupção na Petrobras.

Os três foram presos na manhã desta segunda-feira (16), na décima fase da investigação que apura um esquema de corrupção na Petrobras.

Além deles, Sonia Mariza Branco e Dario Teixeira Alves Junior também foram citados. A Polícia Federal cumpre também mandados de prisão contra eles.

A nova denúncia, segundo os promotores, envolvem desvios em quatro obras da Petrobras: gasoduto Urucu-Coari, refinarias Araucária e Paulínia e gasoduto Pilar/Ipojuca.

Também segundo os promotores, há empresários envolvidos nessas nova denúncia, entre eles executivos da OAS, Mendes Jr e Setal.

Veja mais: Lava-Jato: MPF denuncia tesoureiro do PT e outras 26 pessoas por corrupção e outros crimes

BARUSCO

No primeiro depoimento da CPI da Petrobras na Câmara, feito na última terça-feira (10), o ex-gerente da estatal Pedro Barusco admitiu o recebimento de propinas e a divisão delas com o PT e detalhou seu relacionamento com Vaccari Neto.

Disse que recebeu um pedido de reforço financeiro tesoureiro e que, por isso, providenciou o repasse de US$ 300 mil para a campanha da presidente Dilma Rousseff em 2010.

Os detalhes do relacionamento com o tesoureiro, caso confirmados com registros como câmeras internas dos hotéis e dados telefônicos, podem comprovar pela primeira vez a proximidade entre Barusco e Vaccari.

Vaccari Neto e o PT negam que tenha havido qualquer irregularidade e afirmam que Barusco não apresentou provas.

O tesoureiro do PT também está na lista de políticos que tiveram a abertura de investigação pela Procuradoria-Geral da República autorizada pelo Supremo Tribunal Federal.

Folha Press

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