Polêmica

PSDB acusa ministro da Comunicação de improbidade em representação

O líder do PSDB, Carlos Sampaio (SP), protocolou uma representação no Ministério Público Federal contra o ministro da Comunicação Social Thomas Traumann, acusando-o de improbidade administrativa pelo uso do órgão para a promoção pessoal e eleitoral da presidente Dilma Rousseff.

Sampaio se baseia em documento produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência e revelado pelo jornal “O Estado de S. Paulo”, que faz uma análise sobre a comunicação desse segundo mandato.

“Nesse mesmo documento, aparecem análises sobre as estratégias das campanhas da presidente Dilma de 2010 e 2014, além de propostas para ‘virar o jogo’ eleitoral, dividindo responsabilidades, exclusivas da Pasta, com pessoas alheias à administração pública, como o PT, o Instituto Lula e blogueiros”, diz nota divulgada pelo PSDB.

“Pelo que se extrai do referido documento, em nenhum momento as ações da Secom visavam beneficiar o cidadão brasileiro, mas sim fazer com que a presidente Dilma se viabilizasse politicamente e eleitoralmente”, afirma o líder do PSDB, na nota.

A representação foi protocolada na Procuradoria da República do Distrito Federal, com o pedido de que seja aberto inquérito civil contra o ministro.

CELULAR E PANELA

O documento da Secom diz que os “eleitores de Dilma e Lula estão acomodados brigando com o celular na mão, enquanto a oposição bate panela, distribui mensagens pelo Whatsapp e veste camisa verde-amarela”.

Em seguida, afirma que “dá para recuperar as redes, mas é preciso, antes, recuperar as ruas”.

O documento, que faz parte do trabalho de análise de conjuntura feito semanalmente pela Secom para a presidente da República, é dividido em três tópicos: onde estamos, como chegamos até aqui e como virar o jogo?

Depois das críticas à comunicação do governo e à atuação do PT em defesa do governo, o documento anota em seu terceiro capítulo que “não será fácil virar o jogo”, mas aponta que “a entrevista presidencial deste dia 16 foi um excelente início”, avaliando que Dilma Rousseff falou “com firmeza sobre sue compromisso com a democracia”, explicou de “forma fácil a necessidade do ajuste fiscal” e assumiu “falhas como a da condução do Fies”.

Segundo o texto, a “presidente deu um rumo novo na comunicação do governo”, mas “não pode parar”.

Folha Press

Opinião dos leitores

  1. João Honesto disse:
    20 de março de 2015 às 16:51
    Youssef e Aécio: o silêncio que grita da mídia brasileira!
    A única ditadura que existe, mesmo, no Brasil, é a da mídia.
    Estamos em tempo de ruas cheias, fervor cívico, indignação popular contra a corrupção, não é?
    O que diz Alberto Youssef, o ladrão que virou oráculo da verdade é o bastante para demolir reputações, prender, quase para linchar alguns.
    Alguns, mas não a outros.
    Os grandes jornais fizeram silêncio quase absoluto diante do vídeo em que ele expõe a informação que Aécio dividia com o PP as “mesadas” de uma diretoria de Furnas.
    Um ou outro, discretamente, fala num “ouviu dizer”, “suposto”, “alega” e outros melindres que jamais se fez em relação a qualquer outro.
    Um vago “sabiam” em relação a Lula e Dilma deu capa da Veja na véspera das eleições.
    O “Aécio levava US$ 100 mil por mês” dá notinhas evasivas.
    E olhem que não é um “vazamento”, não é o trecho de um documento, mas um vídeo, com toda a sua carga chocante.
    Mesmo interrogado por um promotor que, além de “trocar” diversas vezes no nome de José Janene por José Gen0íno – ah, o que vai na alma de nossos promotores! – não se preocupa em perguntar que diretoria, em que negócios, e outras informações objetivas, o vídeo é mais que notícia, seria manchete em qualquer país onde houvesse uma imprensa livre e independente.
    Afinal, é um candidato presidencial, “dono” de 51 milhões de votos, que é diretamente acusado de receber propinas.
    Vejam bem: não doações para a campanha eleitoral, mas “mesada”!
    Mais, de uma empresa que tinha em seu Conselho de Administração ninguém menos que o pai de Aécio, Aécio Ferreira da Cunha, que ficou lá no Governo Fernando Henrique Cardoso e nos primeiros anos do governo Lula!
    Isso não merece sequer investigação, não é, Dr. Janot?

    Blog do BG: http://blogdobg.com.br#ixzz3V425Zpxq

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