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TJRN: Presidência manifesta apoio à juíza que impediu presença de manifestantes em audiência

A presidência do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte manifesta apoio irrestrito à juíza da Vara da Violência Doméstica de Natal, Socorro Pinto, que nessa quinta-feira (26) impediu a entrada de um grupo de cerca de 50 manifestantes no Edifício Milenium, prédio anexo ao Fórum Miguel Seabra Fagundes. A magistrada tomou a decisão com o objetivo de garantir a segurança no local, em função de audiências que estavam sendo realizadas no momento com réus presos, sob custódia da Justiça. Socorro Pinto permitiu a entrada de quatro representantes do grupo de grevistas, que conversaram com servidores no local.

O presidente do TJRN, desembargador Claudio Santos, ressalta que a prioridade do Judiciário é manter a ordem, a segurança e os serviços à população, o que não é possível com a presença de manifestantes no interior do prédio onde está sendo realizado o trabalho da Justiça. “Portanto, a atitude da Dra. Socorro Pinto, em preocupar-se com a segurança das pessoas que trabalhavam e estavam participando de audiências no local, conta com nosso irrestrito apoio”, disse.

A magistrada Socorro Pinto explica que a posição de não autorizar a entrada dos manifestantes grevistas foi motivada para garantir a segurança das pessoas que se encontravam no prédio. Isto porque, no momento em que os grevistas queriam ingressar no local, estavam sendo realizadas audiências com réus presos, sob custódia da Justiça.

“Fui informada que os manifestantes estavam se dirigindo do Fórum Seabra Fagundes para o Edifício Millenium e que iriam invadir o prédio. Mas estávamos realizando audiências com vários presos custodiados, além de famílias com crianças no local”. Além disso, a magistrada ressaltou que o local não comportaria tantas pessoas – ela estima que mais de 50 grevistas queriam entrar no prédio.

A juíza pediu reforço policial ao Fórum após os manifestantes insistirem na entrada do prédio. Após negociações, Socorro Pinto permitiu a entrada de quatro representantes dos grevistas no interior do Edifício Millenium.

“Não sou contra o movimento, mas não reconheço a greve da forma como estava sendo feita naquele momento. Enquanto magistrada, precisava assegurar a ordem e a segurança das pessoas dentro do fórum, já que tínhamos presos sob custódia naquele momento. A greve é uma manifestação democrática, mas eles precisam respeitar o direito dos servidores que não querem fazer greve”, destacou.

TJRN

Opinião dos leitores

  1. Não entendo tanto alarde e hipocrisia em torno dos salários pagos aos servidores do judiciário em virtude do direito ao recebimento da GTNS. Basta uma rápida pesquisa de processos ao portal eletrônico do TJRN para se ver que esta gratificação também é habitualmente paga a servidores de outros órgãos da administração direta do estado (saúde, educação, polícia civil) e indireta (DETRAN, IDEMA, EMATER, FJA, etc), e inclusive, outros poderes (TCE), de acordo com as regras previstas na LCE 302/2003, e no entanto, não se vê essa enxurrada de críticas aos seus servidores.. Há, inclusive, inúmeras ações sendo ajuizadas hodiernamente com a pretensão de seu recebimento.

  2. Estão perdidos. Não tem apoio popular, não tem razão para manter os salários de marajá, agora é apelar.
    São uns brincantes. Ganhando 15 mil para trabalhar sem nenhuma qualidade por seis horas e ainda acham pouco.

  3. Bruno, essa informação já consta no site do TJRN. Por que você não fala dos direitos que foram negados pelo presidente da Corte Estadual do RN, como a progressão de nível, garantida por lei do próprio TJ? Por que você não fala que o TJRN, juntamente com o TJES são os únicos tribunais estaduais do país que não cumprem o DEVER CONSTITUCIONAL de estabelecer a DATA BASE para os seus servidores? ainda que isso também seja determinação do CNJ? fica a indagação no ar.

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