Vice-Presidente Michel Temer deixa restaurante Gadalupe, após almoço a convite da Iedi, Instituto de Estudos para Desenvolvimento Industrial. – Marcos Alves / Agência O Globo
O vice-presidente Michel Temer negou, durante almoço a convite de conselheiros do Instituto de Estudos para Desenvolvimento Industrial (Iedi), que tentaria abafar a Operação Lava-Jato caso assuma a Presidência. A informação foi confirmada por Rodrigo Rocha Loures, da Fiesp, que participou do encontro em um restaurante do Itaim Bibi, Zona Sul de São Paulo.
O vice-presidente deixou o restaurante escoltado por cerca de 25 seguranças e se negou a responder as perguntas da imprensa. Após o encontro, Temer negou, no Twitter, sem citar a Lava-Jato, que poderia interferir em um processo judicial e que esteja recebendo parlamentares e partidos para negociar cargos.
– Dizer que eu poderia interferir em processo judicial, levado adiante em função da posição do Ministério Público: isso jamais eu faria. No país, cada um cumpre a sua função. Tenho salientado que nós do Executivo, Legislativo e Judiciário somos apenas exercentes do poder – escreveu.
Segundo o representante da Fiesp no encontro, Rodrigo Rocha Loures, Temer afirmou que não haverá uma “oposição abafa” da Lava Jato, caso ele assuma a Presidência.
– As palavras dele foram muito alentadoras, sobretudo em ser a favor de respeitar todo o processo judicial da Lava Jato. Ele disse que vai respeitar a autonomia da dinâmica da Lava Jato e que na Constituinte foi um dos protagonistas que encorajava o artigo sobre o empoderamento do Ministério Público. Isso repercutiu muito bem entre os empresários, pois nós temos consciência de que para a economia funcionar bem, as questões de corrupção são essenciais. Sou a favor do impeachment – concluiu Loures, diretor do Conselho de Inovação e Competitividade da Fiesp.
No Twitter, Temer negou realizar negociações de cargos com parlamentares e partidos.
– Sou muito procurado, mas não trato desse assunto. Não trato sequer do assunto do que possa ou não possa acontecer – escreveu.
Após o encontro, Flávio Rocha, presidente da Riachuelo, disse que Temer não se manifestou sobre o impeachment no encontro com cerca de 40 representantes do Iedi:
– Até para certa frustração de alguns, ele não se posicionou sobre os rumos após a saída de Dilma, mas que o PMDB deixou o governo por não aceitar as mudanças econômicas sugeridas pelo projeto Pontes para o Futuro. Sou a favor da renovação do ciclo político – disse Rocha.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso também afirmou nesta quinta-feira que o fim da Lava-Jato não pode ser moeda de troca entre os partidos, em caso de construção de um novo governo.
O Globo
Esse Flávio Rocha deveria se envergonhar de participar desses encontros obscuros. Pense num norte-riogransense que nunca fez nada pelo povo potiguar. As empresas da família (Guararapes), sempre que termina o período de isenção fiscal que consegue, muda de município ou estado e começa novo ciclo. Os coitados dos times do estado, nunca tiveram patrocínio de R$ 1,00 dessas empresas filantrópicas, da família Rocha. Eles só pensam nos seus "botões", o resto que se dane. Ainda bem que saíram da politica: Farinha do mesmo saco.
Kkkkkkkkkkkkkkkkk…
Tão constitucionalistas é absolutamente íntegro e coerente o MT????? Se realmente o fosse era para ter renunciado à vice presidência na hora em que o seu partido desembarcou do governo. Dois pesos, duas medidas???
Não abuse da nossa inteligência MT. O povão já percebeu o golpe. ACABOU!!!!!
Olhando a foto realmente o Temer parece o mordomo da Família Addams,como os "amigos" o chamam qdo não está por perto…rs