O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) reabriu o prazo para apresentação da defesa da presidente Dilma Rousseff e de seu vice, Michel Temer, nas ações que pedem a cassação dos dois políticos.
Isso ocorreu porque o PSDB apresentou novas acusações e pedido de produção de provas contra os dois levando em consideração a fase da Operação Lava Jato que teve como alvo o marqueteiro João Santana.
Dilma, Temer, PT e PMDB terão que se manifestar sobre o caso. Na sequência, o Ministério Público Eleitoral também terá que enviar um parecer à Justiça Eleitoral.
O Ministério Público ofereceu denúncia contra o marqueteiro e sua mulher, Mônica Moura, mas o caso foi enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal) porque foram encontradas menções às autoridades com foro privilegiado na investigação.
Na semana passada, a Polícia Federal indiciou Santana e Mônica sob suspeita de corrupção, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa, ligados a desvios na Petrobras.
Existe a suspeita de que o casal tenha recebido no exterior pagamentos por campanhas eleitorais no Brasil. Uma das fontes suspeitas desses repasses é a Odebrecht.
A Folha de S.Paulo mostrou na edição desta quinta (31) que a Polícia Federal, no âmbito da Operação Lava Jato, investiga o possível uso de caixa dois na campanha de Dilma por meio de dinheiro não contabilizado repassado pela construtora para o marqueteiro.
A suspeita é que João Santana recebeu dinheiro vivo da empreiteira Odebrecht e fez pagamentos, também em “cash”, a prestadores de serviços da campanha da petista à reeleição em 2014.
Em depoimentos de sua delação premiada, a secretária da Odebrecht Maria Lúcia Tavares afirmou que negociou entregas de dinheiro vivo para emissários da Pólis, a empresa do marqueteiro.
João Santana e sua mulher estão presos desde fevereiro. Mônica mudou de advogado em meados de março e passou a negociar um acordo de delação premiada. A delação ainda não foi fechada, segundo fontes com acesso à negociação.
Após a nova fase de defesa, é que as ações que pedem a cassação de Dilma serão unificadas.
Até o momento, o PSDB não pediu a inclusão de nada referente à delação do senador Delcídio do Amaral ao processo.
Os processos que foram apresentados pela oposição tratam de questões como: de gastos de campanha acima do limite informado à Justiça Eleitoral, doações de empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato e distribuição de propinas de contratos da Petrobras, além da falta de comprovação de parcela significativa das despesas de campanha, entre outros pontos.
No TSE, a expectativa é de que os processos podem levar de seis meses até um ano. O andamento do processo vai depender da realização das diligências para a instrução do processo. Essa fase envolve novos depoimentos de delatores do esquema de corrupção da Petrobras e análise de empresas.
A oposição, puxada pelo PSDB, defende que Dilma e Temer cometeram abuso de poder político e econômico e teriam tido a campanha à reeleição abastecida com recursos desviados da Petrobras.
Folha Press
Os ataques continuam de todos os lados…
Se tem motivo, porque contestas.
Só tem uma coisa que se tira de quem não tem para dar á quem tem que é a razão.
Vai feder.