Judiciário

Ministro manda soltar senador do Delcídio do Amaral (PT)

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki decidiu nesta sexta-feira (19) soltar o senador Delcídio do Amaral (PT-MS), preso desde 25 de novembro, segundo informou o advogado do parlamentar, Figueiredo Basto. De acordo com a decisão do magistrado, o senador poderá voltar a frequentar o Senado e a trabalhar normalmente.

A defesa do petista informou ainda que o senador não assinou um acordo de delação premiada. O pedido de prisão se baseou em uma gravação feita por Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.

Na conversa, um plano de fuga para a Espanha é proposto pelo senador, além de uma mesada de R$ 50 mil, em troca de Cerveró desistir de fechar um acordo de delação.

O advogado do senador que atua na causa, Luís Henrique Machado, informou que Delcídio poderá frequentar o Senado durante os trabalhos da Casa assim que o trâmite burocrático para sua soltura for cumprido.

Durante a noite, porém, a decisão do ministro Teori Zavascki impõe que o senador fique recolhido em casa, assim como nos dias de folga no Legislativo. Essas medidas devem ocorrer enquanto Delcídio estiver em exercício do mandato.

Caso seu mandato seja cassado, pois há um pedido de cassação em andamento no Senado, Delcídio deverá permanecer em prisão domiciliar o tempo todo.

A decisão do ministro impõe ainda a entrega do passaporte ao STF, num prazo de 48 horas, e a proibição da saída do senador do país. O senador também deverá comparecer a todos os atos relativos ao processo e está proibido de manter contato com todos os demais investigados no caso.

A decisão de Teori Zavascki atendeu a um recurso impetrado pela defesa. Segundo Basto, é possível que o senador seja mantido em prisão domiciliar.

Antes de ser preso, ele morava em um hotel de luxo em Brasília. De acordo com a assessoria de imprensa do senador, ainda não há uma decisão sobre para onde ele será levado após a sua soltura. Delcídio está preso no Batalhão de Trânsito da Polícia Militar do Distrito Federal.

O Palácio do Planalto estava preocupado com a possibilidade de o senador fazer uma delação porque, nas últimas semanas, ele enviou enviando recados para auxiliares da presidente Dilma Rousseff de que, se não fosse solto em breve, poderia fechar um acordo.

Folha Press

Opinião dos leitores

  1. engraçado tem uns aqul que só sabem ver o errado quando se trata de alguem Llgado ao PT,,,kd vc quando vlram o mlnlsto arqulvar as denunclas do Aéclo,,? kkk

  2. Foi só ameaçar fazer uma delação premiada que logo resolveram oproblema dele !!!!!

    Vergonha dessa justiça brasileira !!!!! Mais esperar o que de um órgão cheio de indicações políticas, os membros dos tribunais tinham que ser escolhidos por concurso público e não indicação política.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Finanças

Delator diz que entregou US$ 1 milhão a amigo de infância de senador do PT

O lobista Fernando Soares, o Baiano, afirmou ter pago entre US$ 1 milhão e US$ 1,5 milhão ao senador Delcídio Amaral (PT-MS) por meio de um suposto “amigo de infância” do parlamentar, identificado apenas Godinho. O depoimento foi prestado como parte do acordo de delação premiada fechado com a Operação Lava Jato.

Segundo Baiano, Godinho lhe foi apresentado pelo então diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, que orientou retirar o dinheiro destinado ao senador de parte da propina acertada em torno da compra, pela Petrobras, da refinaria de Pasadena (EUA).

De acordo com o delator, Godinho se apresentou como amigo de Delcídio e disse que “inclusive tinham estudado juntos”. Os pagamentos, sempre de acordo com Baiano, foram feitos em “cinco ou seis” visitas de Godinho, no segundo semestre de 2006 e nos dois primeiros meses de 2007, no antigo escritório de Baiano, na rua Rodrigo Silva, no edifício RS8, no centro do Rio de Janeiro. O dinheiro, segundo Baiano, foi todo entregue em espécie.

“Godinho provavelmente foi [ao Rio] depois da eleições, pois se recorda de ele comentar que ainda precisava pagar dívidas de campanha”, disse Baiano. Delcídio foi candidato derrotado a governador de Mato Grosso do Sul em 2006.

De acordo com o delator, Godinho “provavelmente morava em São Paulo”, pois mencionava em “pegar a ponte aérea”, expressão usada para designar as viagens entre São Paulo e Rio e vice-versa.

O depoimento de Baiano foi prestado à força tarefa no último dia 9 de setembro na sede da Superintendência da PF em Curitiba (PR), mas somente nesta segunda-feira (16) a sua íntegra veio a público, com a deflagração da Operação Corrosão, a 20ª fase da Lava Jato. Nos últimos meses, veio à tona informação de que Delcídio fora citado por Baiano, mas agora surge o nome do suposto operador do senador, Godinho.

Baiano não conseguiu apontar informações mais detalhadas sobre a identidade de Godinho. Ele disse não saber o nome completo do operador e também não soube dizer como o dinheiro entregue a Godinho foi repassado a Delcídio.

“O depoente [Baiano] não tinha contato com Delcídio neste episódio, pois apenas tinha contato com ele na época em que [o senador] foi diretor da Petrobras”, diz o termo de depoimento assinado pelo delator. Delcídio foi diretor da área de óleo e gás da Petrobras na época do governo FHC (1995-2002).

Segundo Baiano, os pagamentos a Delcídio foram acertados depois que o então diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, lhe disse, por volta de 2006, que “estava sendo muito pressionado pelo senador Delcídio”.

De acordo com Baiano, foi acertado que o dinheiro a ser dado para cobrir gastos da campanha de Delcídio seria retirado “do valor que cabia a Nestor em Pasadena” -ou tudo ou uma parte, o delator disse não se recordar com exatidão. O dinheiro referido por Baiano era um pagamento de propina pelo fechamento da compra da refinaria em Pasadena (EUA).

Folha Press

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Finanças

Ex-gerente diz que assinou cheques de propina para campanha de senador do PT

mi_4935060763069203Um ex-gerente aposentado da Petrobras é o novo personagem das investigações da Operação Lava Jato envolvendo o pagamento de propina para campanhas do PT. Em uma declaração gravada no dia 15 de março – durante os protestos contra a corrupção e o governo Dilma Rousseff -, em Recife, Carlos Alberto Nogueira Ferreira afirmou que assinou dois cheques nominativos para as construtoras do cartel no valor total de R$ 14 milhões destinados à campanha ao governo de Pernambuco, em 2006, do atual senador Humberto Costa (PT-PE).

“Assinei um cheque de R$ 6 milhões nominativo a Schahin Construtora e outro cheque de R$ 8 milhões nominativo a Odebrecht. Esses R$ 14 milhões de reais em 2006 foram para a campanha do senhor Humberto Costa, candidato a governador de Pernambuco em 2006 e arrecadador financeiro do PT aqui”, afirma Ferreira.

Ex-gerente da Petroquímica Suape, em Pernambuco – subsidiária da Petrobras, que fica ao lado da Refinaria Abreu e Lima -, Ferreira está aposentado e foi subordinado a Paulo Roberto Costa, o ex-diretor de Abastecimento da estatal que virou peça central da Lava Jato.

No vídeo que circulou na internet à partir do dia 16, Ferreira acusa ainda o empresário pernambucano Mário Beltrão de ser o PC Farias do senador petista – referência a Paulo César Farias, pivô do impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello, em 1992.

“Quem recebeu o dinheiro em nome de Humberto Costa foi o senhor Mário Beltrão. Ele é o amigo de infância de Humberto Costa, arrecadador financeiro dele. É o PC Farias do senador Humberto Costa”, afirma Ferreira.

As declarações do ex-gerente vão servir no inquérito aberto por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), para investigar o recebimento de propina pelo senador, em sua campanha de 2010. Beltrão também é alvo desse inquérito.

Delator. Em sua delação premiada, o ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa já havia apontado o envolvimento do senador com propina proveniente da unidade.

Segundo ele, a campanha do senador em 2010 recebeu R$ 1 milhão do esquema de propinas e corrupção na Petrobras. O dinheiro foi solicitado pelo empresário Mário Barbosa Beltrão, amigo de infância do petista e presidente da Associação das Empresas do Estado de Pernambuco (Assimpra).

Paulo Roberto Costa afirmou que o dinheiro saiu da cota de 1% do PP – Partido Progressista que tinha o controle político da diretoria Abastecimento da estatal. Segundo o delator, o PP decidiu que tinha que ajudar na candidatura de Humberto Costa, razão pela qual teria cedido parte de sua comissão. Paulo Roberto Costa afirmou ainda que, se não ajudasse, seria demitido.

Humberto Costa foi eleito em 2010, o primeiro senador pelo PT de Pernambuco. Antes, havia exercido cargo de secretário das Cidades de Pernambuco (2007 a 2010) no governo Eduardo Campos – depois de perder a disputa ao governo em 2006 – e foi ministro da Saúde no primeiro mandato de Lula, de janeiro de 2003 a julho de 2005.

Reação

O senador Humberto Costa entrou no Tribunal de Justiça de Pernambuco com um pedido para que o vídeo fosse retirado da internet.

A gravação circulou na internet à partir do dia 16. ” Tão logo tomou conhecimento, por meio de um vídeo, da acusação criminosa feita contra a honra dele durante um ato de rua, o senador Humberto Costa (PT-PE) determinou aos seus advogados que buscassem a identificação do autor e o interpelassem judicialmente”, informou a assessoria de imprensa do senador.

“O senador não conhece e jamais viu o homem que fala no vídeo”, diz a nota. O senador ressaltou ainda que “recebeu pouco mais de R$ 5 milhões para custeá-la e que, desse total, não houve qualquer doação por parte das construtoras Odebrecht e Schahin, como consta da sua prestação de contas, julgada e aprovada pela Justiça Eleitoral”.

A Schahin informou, por meio de nota, que “não tem conhecimento dos fatos mencionados”.

(mais…)

Opinião dos leitores

  1. Depois de Zé Agripino – DEM, explicar a propina do Sinal Fechado, juntamente com João Faustino – PSDB. (morto).
    Quando Henriquinho explicar suas fontes de financiamento.
    Quando pessoas como vc deixar de seu hipócrita e medíocre e entender o que é, e como a política funciona.
    Ou vc pensava que as nuvens eram de algodão e existiam anjinhos e demônios na política?

  2. Afinal quando a senadora papagaia de pirata vai explicar a origem do apoio financeiro dela em 2014? Quando?

  3. Todo petista é culpado até que se prove o contrário. E todo Tucano é inocente até que se prove o contrário.
    Um delator acusa um petista: é verdade o que ele está dizendo.
    Um delator acusa um Tucano ou José Agripino: é mentira, palavra de delator não tem valor.
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *