Saúde

UTILIDADE PÚBLICA: Sesap orienta profissionais de saúde e população sobre doença com manchas na pele

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), através da Subcoordenadoria de Vigilância Epidemiológica (Suvige), emitiu nota para todas as secretarias municipais de saúde e também às unidades de saúde de todo o Estado sobre uma “síndrome exantemática a esclarecer”.

Desde outubro de 2014, a Sesap vem verificando, em todas as regiões, casos atípicos de doença com manifestações exantemáticas (manchas vermelhas na pele), acompanhadas ou não de febre, que não se enquadra nas definições preconizadas pelo Ministério da Saúde para dengue e outras doenças de notificação obrigatória, como o sarampo e rubéola.

Diante desse cenário, a Subcoordenadoria de Vigilância Epidemiológica emitiu a Nota Técnica Nº 03/2015, no último dia 22 de abril, com informações aos profissionais de saúde sobre o cenário epidemiológico, definições de casos suspeitos e orientações quanto à coleta e envio de amostras. Essas informações também estão disponíveis no site da Sesap (www.saude.rn.gov.br).

“Ressaltamos aos profissionais de saúde a importância da solicitação de exames laboratoriais específicos, de acordo com o critério de definição de caso suspeito, como forma de elucidar o diagnóstico e subsidiar as medidas de controle cabíveis”, explicou Stella Leal, subcoordenadora de Vigilância Epidemiológica.

A Sesap conta com o apoio da equipe técnica do Programa em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do Sistema Único de Saúde da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (EPISUS/MS) com o objetivo de aprofundar as investigações epidemiológicas e laboratoriais dos casos de síndrome exantemática a esclarecer. “Esta proposta também está ocorrendo simultaneamente nos estados do Maranhão e Paraíba, que apresentam quadros compatíveis com o cenário do RN”, explicou Kristiane Fialho, do Programa Estadual de Controle da Dengue.

Saiba mais

As doenças com manifestações exantemáticas são causadas por uma grande quantidade de agentes etiológicos, dentre os quais os vírus respondem pela vasta maioria. As doenças com manifestações exantemáticas de notificação compulsória e/ou imediata são sarampo, rubéola, dengue e chikungunya, as demais doenças como eritema infeccioso, escarlatina e exantema súbito, entre outras, devem ser notificadas em situações de surtos (Portaria 1271/2014). No Rio Grande do Norte, até o presente momento, dos casos suspeitos 80,8% foram notificados para Dengue, 18,0% notificados para Chikugunya, 0,1% Sarampo e 1,1% Rubéola.

Caso suspeito

Casos que apresentem exantema com ausência de febre ou febre baixa (até 37,5ºC) acompanhado ou não de prurido, artralgia e edema Peri articular e que não se enquadrem nas definições e que não se enquadram nas definições de casos de dengue, chikungunya, sarampo e rubéola.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Diversos

Sesap orienta para a prevenção da Febre do Chikungunya; saiba mais sobre a doença

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), por meio da Subcoordenadoria de Vigilância Epidemiológica (Suvige), está adotando medidas de prevenção da Febre do Chikungunya. O trabalho tem sido de orientação aos municípios e capacitação dos profissionais de saúde.

Apesar de não haver, no Rio Grande do Norte, nenhum caso confirmado da doença, a Secretaria tem reforçado a importância da notificação, pelos serviços de saúde, de casos suspeitos.  A Portaria 1271, emitida pelo Ministério da Saúde em 06/06/14, estabelece que a Febre do Chikungunya é de notificação compulsória (obrigatória).

No Rio Grande do Norte, em 2014, foram notificados 25 casos como suspeitos, sendo que 12 destes já foram descartados. Dos 13 casos que ainda estão em investigação, 11 foram notificados em Natal, um em Macaíba e outro em Mossoró, e aguardam os laudos das amostras enviadas ao Instituto Evandro Chagas, no estado do Pará.

A Febre do Chikungunya é uma doença causada por um vírus do gênero Alphavirus, transmitido por mosquitos do gênero Aedes aegypti e Aedes albopictus.  Os principais sintomas são febre acima de 38,5 graus, de início repentino, e dores intensas nas articulações de pés e mãos (dedos, tornozelos e pulsos). Pode ocorrer, também, dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele. Assim como a dengue clássica, a sintomatologia não possui tratamento específico e é agravada pela duração prolongada de alguns sintomas, como dor nas articulações, que podem durar anos. Em se tratando de Chikungunya, a dor articular, presente em 70% a 100% dos casos é intensa e afeta principalmente pés e mãos (geralmente tornozelos e pulsos).

A coordenadora do Programa Estadual de Controle da Dengue e Chikungunya, Sílvia Dinara, explica que as formas de prevenção são as mesmas para ambas as doenças, e que a população pode atuar de forma efetiva. “O mais importante é evitar os criadouros dos mosquitos que podem transmitir a doença, isso previne tanto a ocorrência de surtos de dengue como de Chikungunya”.

Ela explica que os profissionais de saúde da unidade de referência no Estado, o Hospital Giselda Trigueiro, já foram capacitados e todas as orientações sobre a notificação dos casos suspeitos estão sendo repassadas para as secretarias de saúde dos municípios. “Foi elaborada uma nota técnica com todas as orientações necessárias e a mesma será distribuída para todos os municípios”, finalizou.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *