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Sesap reúne técnicos em Mossoró para avaliar causas de óbitos no RN

As doenças crônicas são responsáveis por 73% das causas das mortes no Estado do Rio Grande do Norte. Em 2011, os óbitos foram 38,23% por doenças cardiovasculares; 21,45% por neoplasias; 17,40% – causas externas (violência urbana); 12,12% – doenças endócrinas e nutricionais; 22,80% outras causas e 3,47% de causas mal definidas. Os dados foram apresentados durante a abertura da Oficina de Vigilância de Óbitos, que começou ontem (9) e continua até a próxima quinta-feira (11), no auditório da II Unidade Regional de Saúde, em Mossoró.

Promovido pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), através da Subcoordenadoria de Vigilância Epidemiológica (SUVIGE), o evento é uma ação de Vigilância de Óbitos e Sistemas de Informação sobre Mortalidade e Nascimento, quem tem o objetivo de analisar as causas das mortes no estado. A enfermeira Eliane Barreto, coordenadora do Programa de Imunizações da VI Unidade Regional de Saúde Pública que fez palestra sobre o tema: “Realidade do Rio Grande do Norte quanto à mortalidade dos maiores de 60 anos”, disse que a urbanização, a industrialização e o aumento da expectativa de vida, favorecem o aparecimento de um maior número de casos de doenças crônicas, entre elas o câncer, que atinge predominantemente a indivíduos de faixa etária mais alta”, destaca a enfermeira.

Já as causas mal definidas, explica ela, são úteis para a avaliação da qualidade de dados dos óbitos, bem como análise dos serviços de saúde e diagnóstico. “Este grupo de causas ainda está associado basicamente à qualidade da assistência à saúde, à carência de acesso aos serviços, ao estilo de vida e à natureza da estrutura socioeconômica predominante”, disse Eliana.

Nas regiões Norte e Nordeste, em quinze anos, houve um menor crescimento das mortes por causa externa em contraste com as demais regiões do país, ou seja, de 11 para 15%. Em alguns municípios chega até a diminuir. Por outro lado, existem as falhas do serviço público como subregistro, negligência e desconhecimento, além de pouco ou nenhum conhecimento da importância dos dados vitais e falta de compromisso profissional.

A oficina é coordenada pelas técnicas da Sesap, Denise Guerra, Marluce Pinheiro, Jeane Saron e Francidália Bezerra. Participam também a coordenação regional de Vigilância de Óbitos da II Ursap e a coordenação do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) e Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (SINASC).

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