Judiciário

OAB está rachada sobre impeachment de Dilma, diz presidente da ordem

O presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Cláudio Lamachia, afirmou nesta terça-feira (16) que a entidade está dividida sobre qual posição tomar em relação ao impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Segundo ele, a divisão é motivada pela complexidade do tema. “Eu vou me posicionar a partir da posição dos 81 conselheiros da Ordem”, disse. “Não é o Conselho Federal [da OAB], o Brasil está divido hoje, nós podemos ter uma parte dessa divisão maior e outra menor, mas o Brasil está dividido”, completou.

Ele minimizou a falta de consenso. “Mais do que normal ter grupo de 81 conselheiros numa situação como esta, de complexidade e interpretação jurídica, que ele esteja dividido, que ele dependa de determinado tempo para formar sua convicção. Vejo [a indefinição] de uma forma muito tranquila”, disse.

Lamachia não deu prazo para que a OAB feche posição. Desde 2015, a entidade discute se vai apoiar ou não o processo de impeachment de Dilma.

No fim do ano passado, a OAB decidiu incluir dados referentes às investigações da Operação Lava Jato na análise sobre como a entidade vai se posicionar em relação ao impeachment.

Estão em análise a prisão do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), que era líder do governo Dilma no Senado e foi acusado de atrapalhar as investigações do esquema de corrupção da Petrobras, além de delações premiadas que narram detalhes dos desvios da estatal.

O Conselho Federal da OAB decidiu adicionar os “novos elementos” na discussão sobre o cenário político que levava em consideração apenas a reprovação pelo TCU (Tribunal de Contas da União) das contas da petista.

Na primeira análise, por três votos a dois, a comissão especial da OAB que analisou se caberia o impeachment de Dilma rejeitou o endossar o afastamento por causa da análise do TCU.

O entendimento majoritário foi que as contas de 2014 se referem a práticas ocorridas em mandato anterior ao atual, o que não poderia justificar o processo político do impeachment.

O parecer diz ainda que não há comparação entre os fatos atuais e os que levaram ao impeachment do então presidente Fernando Collor em 1992, porque não se atribuem a um “comportamento pessoal ou direto” da presidente.

Segundo o relatório, os “deslizes administrativos” apontados pelo Tribunal de Contas da União, no caso as chamadas pedaladas fiscais, “não têm o sentido de comportamento pessoal indigno, com a marca de imoralidade”.

Folha Press

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  1. Kkkkk está OAB é uma piada ,eles não se ajudam a si próprio ( juízes com 60 dias e férias + férias forence ) irão ajudar o Brasil ,pense em uma classe FRACA

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Política

FHC minimiza divergência dentro do PSDB sobre impeachment de Dilma

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou nesta quarta-feira (22) que não está divergindo da direção do PSDB ao demonstrar ser contrário a um pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Na avaliação de FHC, o partido está “cumprindo o dever deles de estar, digamos, expressando com mais força o sentimento de segmentos da sociedade”.

Na última quinta (16), o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), disse que o partido pedirá o impeachment se ficar comprovada a participação de Dilma nas chamadas “pedaladas fiscais”, manobras feitas com recursos dos bancos públicos para arrumar as contas do governo.

Tanto FHC quanto o senador José Serra (PSDB-SP) declararam, nos dias seguintes, que consideravam a discussão precipitada.

As declarações fizeram surgir a tese de que o debate sobre o impeachment estaria trazendo à tona divergências dentro do partido.

FHC minimizou a hipótese, mas reiterou sua posição nesta quarta (22) em evento no Rio. “Impeachment não pode ser objeto de um desejo, mas sim de um processo. Existe quando ocorrem certas condições prescritas na lei na qual os responsáveis incidiram”, disse.

De acordo com FHC, as investigações da operação Lava Jato ainda não revelaram se houve esse cenário. “Precisamos levar adiante [as investigações] para ver se existe punibilidade eventual de alguém que detenha poder de Estado, no Congresso ou no Executivo.”

“A minha posição é dizer: vamos aprofundar e defender a necessidade de ir fundo no esclarecimento das questões e depois ver com os juristas se algumas dessas questões têm a ver com o crime de responsabilidade. Depois disso, ver se há clima político, que parece haver, de querer levar adiante um processo dessa natureza. Não adianta botar o carro na frente dos bois”, acrescentou o ex-presidente.

MOVIMENTOS

FHC disse que Aécio está certo ao se posicionar ao lado dos movimentos que pregam o “Fora, Dilma”.

“A liderança política do PSDB tem que atuar de outra maneira. Tem que atuar estando mais próximo do clamor da rua, mesmo que esse procedimento [de investigações e consultas jurídicas] não estejam completamente cristalizados. A liderança política tem o dever de dialogar com os líderes que têm opiniões diferentes nesses movimentos. Alguns querem impeachment já. Tem que dialogar, e foi o que ele fez. O que está sendo feito é perguntar, do ponto de vista jurídico, se há condições para [um impeachment]. Não creio que tenham tomado uma decisão nessa matéria porque não se pode tomar decisão sem os fatos.”

Para FHC, as divergências entre a sua postura e a do senador Aécio se devem às diferentes posições que ocupam. “[minha opinião] Não é em contradição com líder tal ou qual. Pelo contrário, acho que estão cumprindo o dever deles de estar, digamos, expressando com mais força o sentimento de segmentos da sociedade. Eu estou querendo, na verdade, não me limitar a segmentos, mas sim olhar o conjunto do país do ponto de vista de sua perspectiva histórica”, afirmou.

Folha Press

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Judiciário

Postagens no Twitter sobre impeachment de Dilma aumentam 45% nos primeiros dias de fevereiro

ives-gandra-da-silva-martins-300x165O parecer dado por Ives Gandra, no qual o jurista conclui que há elementos jurídicos para o impeachment de Dilma Rousseff, impactou o comportamento dos tuiteiros.

Em janeiro, 12 678 postagens no Twitter relacionavam Dilma ao impeachment, de acordo com um levantamento inédito da Bites Consultoria. Só nos primeiros cinco dias de fevereiro o número de tuítes sobre o tema saltou para 18 432, um aumento de 45%.

Por Lauro Jardim – Veja

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