Finanças

Dilma veta correção de 6,5% na tabela do imposto de renda

posse-dilma-roussefffuturapressfelipecostaA presidenta Dilma vetou a correção de 6,5% na tabela do Imposto de Renda das pessoas físicas. A correção estava prevista na Medida Provisória 656/2014, transformada em projeto de conversão aprovado em dezembro passado pelo Senado que aguardava sanção presidencial.

Estudo do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional) indica que, com o IPCA de 2014 em 6,41%, a defasagem da tabela acumulada desde 1996 chega a 64,28%. Se utilizados o índice oficial de inflação e reajustes salariais que ultrapassam os 8% muitos contribuintes passaram a descontar IRPF ou mudam de faixa de alíquota, pagando mais impostos.

No início da noite de segunda-feira, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, anunciou medidas de aumento de tributos para reforçar a arrecadação do governo. De acordo com o ministro, o objetivo é obter este ano R$ 20,6 bilhões em receitas extras.

A maior arrecadação virá da elevação do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre os combustíveis e do retorno da Contribuição para Intervenção no Domínio Econômico (Cide).

Terra, com Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Certo Blogueiro, agora faltou o Sr informar que haverá correção de 4,5%. Outra coisa: Correções na era FHC: 17,50%
    Correções na era Lula/Dilma:69%

    Se engana quem quer.

  2. Mais uma farsa da Sra. Dilma Rousseffff que promete mas não cumpre. A revista Veja que chegou a Natal na manha de domingo trás as promessas de campanha não cumpridas. O PT perdeu a VERGONHA e acha que todos somos idiotas!

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Diversos

Câmara aprova correção da tabela do Imposto de Renda em 6,5%

Na votação de uma medida provisória com 43 temas diferentes, a Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (17) a correção da tabela de Imposto de Renda em 6,5%, com base no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).

O texto segue para votação no Senado. O líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), disse que a presidente Dilma Rousseff não tem compromisso com a atualização do índice e pode vetar a atualização.

Na campanha eleitoral, a presidente Dilma Rousseff prometeu a correção da tabela em 4,5% para efeitos em 2015. O índice é o centro da meta de inflação, que tem sido utilizado pelo governo nos últimos anos.

O Planalto argumentou, no entanto, que preferia deixar a discussão do tema para o próximo ano diante das turbulências na relação com os congressistas e também previstas para a economia.

Pela proposta, serão dispensados do pagamento do imposto os empregados que recebem até R$ 1.903,98. De R$ 1.903,99 até R$ 2.853,44 terá alíquota de 7,5%, com dedução de R$ 142,80. Na faixa seguinte até R$ 3.804,64, a alíquota é de 15%, com dedução de R$ 356,81. Na próxima banda até R$ 4.753,96 a alíquota é de 22,5%, com dedução de R$ 642,15. A Alíquota máxima de 27,5% valerá para salários cima de R$ 4.753,96, com dedução de R$ 879,85.

A votação do ajuste na tabela do IR, proposto pelo líder do DEM, Mendonça Filho (PE), isolou a bancada do PT na Câmara. Inicialmente, o PCdoB indicou que também ficaria contra a proposta, mas diante da quase unanimidade em torno da matéria, recuou e anunciou apoio. Com a derrota anunciada, o PT também teve que voltar atrás e acabou votando pela correção.

O líder do governo chegou a fazer um apelo ao “espírito natalino” dos parlamentares para a retirada desse ponto da medida provisória.

“Diante do atual cenário econômico do país, este percentual não é o que o governo entende possível para alterar a tabela do imposto de renda”, disse Fontana.

Segundo Mendonça, o Sindifisco apresentou um levantamento indicando que, nos 17 anos, até o final de 2013 a defasagem na tabela já atinge 61,42%.

PENDURICALHOS

A proposta original do governo enviada ao Congresso estabelecia benefícios tributários a alguns setores e criava normas para estimular o crédito, principalmente o imobiliário.

Durante a tramitação no Congresso, o texto foi acrescido de uma série de penduricalhos e passou a prever também uma tributação menor para armas de fogo e munições, um refinanciamento para dívidas de clubes de futebol sem exigir contrapartida e em até 240 parcelas, além da ampliação dos gastos com empregados domésticos que podem ser abatidos na declaração do Imposto de Renda, entre outros benefícios. Também foi inserido no texto o Plano de Desenvolvimento da Aviação Regional.

O projeto acolheu uma emenda que prevê a abertura ao capital estrangeiro da prestação de serviços na área de saúde. Outra emenda incorporada à MP isenta tratores e outros equipamentos agrícolas do IPVA.

A proposta também prevê novo regime de tributação para as bebidas frias (água gaseificada, refrigerantes, chá, cerveja, chope e energéticos) e diversos assuntos como registro de colheitadeiras e canais de TV sobre agropecuária.

CRÉDITO

A MP editada pelo governo simplificou o registro de propriedades imobiliárias, reduzindo de 14 para quatro os procedimentos necessários. Dessas etapas, dez estavam relacionadas à emissão de mais de 20 certidões, que agora serão reunidas em uma só.

O projeto também criou um novo título para financiar o crédito imobiliário. A medida facilitou, ainda, o crédito consignado para funcionários do setor privado, regulamentando o desconto do pagamento das parcelas do financiamento da folha de pagamento.

AEROPORTO

Foi incluída no texto a previsão para o aeroporto de Caieiras. O debate sobre a construção tem sido marcada por polêmica. As empresas Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa anunciaram o empreendimento e querem que ele seja autorizado pelo governo, ou seja, que não haja uma concorrência para sua concessão.

Empresas que adquiriram aeroportos de Guarulhos e Campinas em concorrência pública são contra a autorização por considerarem que isso afeta a concorrência na região e, por isso, muda os contratos que assinaram.

O parlamento chegou a aprovar ano passado a permissão para que o governo autorizasse aeroportos, mas o dispositivo foi derrubado pelo governo.

Segundo parlamentares, a permissão agora terá que passar por análise pelos órgãos do governo que têm relação com a aviação civil e o aeroporto autorizado terá que fazer pagamentos ao governo pela autorização.

Também foi mantido no projeto o limite de subvenção para o setor de até 60 passageiros transportados por voo.

Folha Press

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