Substituição. Um dos carros usados por desembargadores, que serão trocados, entra no estacionamento do Tribunal – Marcelo Piu
O anúncio da compra de 246 novos veículos Jetta ao custo de R$ 23 milhões para o Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), em pleno ano de crise, sofreu críticas de deputados estaduais na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). A substituição da frota do tribunal, que hoje conta com 311 veículos — a maioria modelo Passat e fabricada entre 2008 e 2010 — deve ser publicada no Diário Oficial do estado de hoje. Os veículos vão atender a juízes e desembargadores.
Para o deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB), o gasto é incompatível com as graves dificuldades de caixa do estado:
— Nós estamos vivendo um momento muito difícil, que pede austeridade. Se a perspectiva para a economia estadual em 2015 já é ruim, no ano que vem será pior ainda. Então, é preciso ter muita cautela.
Segundo o deputado estadual Gerson Bergher (PSDB), o bom senso ensina que a conjuntura não é a ideal para o gasto do tribunal:
— Estamos em crise, e este não parece o melhor momento para fazer essa despesa.
A assessoria de imprensa do TJ justifica a renovação da frota se baseando na Instrução Normativa 162/1998 da Secretaria da Receita Federal, que estima em cinco anos a vida útil dos carros de passageiros.
TJ alega que haverá economia
De acordo com o tribunal, a renovação dos carros propiciará uma economia de R$ 9,4 milhões aos cofres públicos. Isso porque o Passat custa em média R$ 135 mil, enquanto o valor do Jetta é de aproximadamente R$ 96 mil. A assessoria do tribunal alega ainda que haverá uma redução de 21% no número de veículos, e que os modelos adquiridos são menos poluentes e têm menor custo de manutenção.
— A manutenção de um carro com mais de cinco anos de rodagem é mais cara do que a troca da frota por um veículo mais novo, que não demanda serviços durante um bom tempo. Estamos fazendo uma compra e nos é dada uma garantia de cinco anos. Quer dizer, durante cinco anos, teremos assistência técnica. Isso demonstra que eles esperam que nesse tempo não aconteça nada — afirma o presidente do TJ, desembargador Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho.
Segundo o magistrado, parte da frota antiga será colocada em leilão, com uma previsão de arrecadação total de R$ 11,1 milhões.
Luiz Fernando explicou que os carros oficiais são utilizados para o transporte entre casa e trabalho e, eventualmente, para solenidades em que o juiz represente o Judiciário fluminense.
— Esse não é carro de passeio ou para viajar. Não pode ser utilizado de qualquer maneira. O Tribunal tem plena confiança nos seus juízes, mas, se houver exceções, deverão ser apuradas — afirmou Luiz Fernando.
O Globo
Transporte entre casa e trabalho….e os juizes nao tem condições de irem em seus proprios carros nao é? ??comeca por ai….!!!!ou sera que ganham pouco e nao podem comprar um carrinho….!!! tadinhos!!!!! o povo nesse país nao é levado sério! !!!
Concordo com o Marcelo!
Infelizmente esse é o nosso JUDICIÁRIO!
Não sei porque as divindades não podem usar os seus próprios carro, eis que já gozam do privilégio de ter estacionamento coberto e gratuito, enquanto todos os seres terrestres além de ter que usar seus veiculos pagam estacionamento.
Essa é a turma do TREM DA ALEGRIA: AUXILIO-MORADIA, FÉRIAS DE 60 DIAS, ETC
Vamos acabar com isso POVO!
Me pergunto qual seria a razão de carros oficiais, pagos com o dinheiro do contribuinte, serem utilizados para o transporte entre casa e trabalho das muitas Excelências espalhadas por este Brasil afora.
Mordomia que se estende para as terras de Poti, especial no TJRN, ALRN e TCE.
Trata-se de outra regalia imoral, custeada pelo já combalido erário, que se reverte em injustificável benefício, ao lodo do auxílio(?)-moradia, para uma privilegiada casta de SERVIDORES PÚBLICOS, que interpretam a lei da melhor maneira que lhes aprouver.
Crise? Crise para quem?
Sob o pálio de uma justificativa institucional, perpetuam-se privilégios.
Até quando?
Isso merece passeata , batida de panela e indgnação também . Isso é escárnio , gozaçao e tripudiaçao da população brasileira .
Esse é o retrato do Poder Judiciário no Brasil. Só querem levar vantagem em salários e mordomias. Tenho fé em Deus que um dia alguém vai investigar esse poder. Infelizmente o Executivo e o Legislativo são covardes e coniventes.
OS TEMPOS DE CRISE NÃO CHEGARAM NO JUDICIÁRIO E NO MINISTÉRIO PÚBLICO. NÃO PARA OS DO ANDAR DE CIMA.