Diversos

Mercedes-Benz paralisa em dezembro toda a produção no Brasil

A Mercedes-Benz anunciou que irá paralisar durante o mês de dezembro a produção em suas duas fábricas de caminhões e ônibus em São Bernardo do Campo (SP) e Juiz de Fora (MG).

Normalmente, as montadoras realizam uma parada técnica nos últimos dias do ano. A produção na Mercedes deve voltar no início de janeiro de 2015.

A medida faz parte do esforço da montadora para ajustar seu estoque de veículos comerciais, que atualmente é de 30 dias, à demanda do mercado.

Também será realizada nas duas fábricas uma readequação da linha de produção de veículos comerciais.

A partir de 2016, a fábrica da Mercedes em São Bernardo do Campo passará a realizar a montagem final de todos os caminhões da empresa.

Atualmente, dois modelos são montados em Juiz de Fora, cuja planta passará a construir apenas a cabina dos caminhões, além de fazer a pintura dos veículos.

De acordo com o presidente da Mercedes-Benz no Brasil, Phillipp Schiemer, as medidas são uma forma da empresa reajustar a produção de caminhões, que sofre com o mercado desacelerado.

“A produção em 2014 deve ficar 26% abaixo do registrado no ano passado. Por isso, decidimos utilizar as fábricas de maneira mais eficiente”, afirmou o executivo, que também responsabilizou a crise na Argentina, que importa mais de 90% dos veículos comerciais brasileiros, pela retração no setor.

De acordo com a Mercedes, a readequação nas linhas de produção representará um investimento de R$ 730 milhões nas duas fábricas.

NOVO ACORDO

O investimento realizado pela montadora será uma contrapartida ao acordo salarial firmado nesta semana entre a montadora e o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, que representa os funcionários da fábrica.

“Foi necessário convencer a entidade que faria sentido mudar a estrutura da produção em São Bernardo do Campo”, afirmou o presidente da Mercedes.

Em Juiz de Fora, o acordo salarial continua inalterado e vale até 2016.

Segundo o novo acordo com os metalúrgicos da fábrica de São Bernardo, válido até 2017, não haverá reajuste de salários em 2014. Até 2017, a correção do salário será feita com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Também foi definida a fórmula da participação dos lucros e resultados dos próximos cinco anos, além da redução de 10% da grade salarial para novos empregados.

Atualmente, a fábrica da Mercedes em São Bernardo do Campo tem excedente de 1.700 funcionários.

Destes, 1.200 estão desde maio em regime de “lay-off” (suspensão temporária contrato de trabalho). Outros 500 empregados estão em férias coletivas.

A montadora ainda negocia a extensão do prazo de “lay-off”, mas não definiu se a nova suspensão irá acontecer.

VAGAS

As principais mudanças estruturais acontecerão em São Bernardo do Campo, que além da nova linha de montagem receberá um centro de modificação de caminhões.

Na fábrica de Juiz de Fora, os trabalhadores estão parados desde terça-feira (7), em protesto pela transferência da linha de montagem dos caminhões.

De acordo com o Sindicato da região, os 450 empregos da fábrica estariam ameaçados, já que não seriam necessários tantos funcionários para as novas atividades da planta.

A Mercedes afirma que não haverá demissões. “Não estamos pensando em mudança de nível de emprego em nenhuma das fábricas”, afirmou o presidente da montadora no Brasil.

Em relação ao futuro das vagas nas duas plantas, o executivo afirmou que dependerá do volume das vendas nos próximos meses. “Tentamos sempre manter os empregos. Mas chega um momento em que esse esforço coloca em perigo todos os outros empregos da fábrica”, disse Schiemer.

Folha Press

Opinião dos leitores

  1. HENRIQUE NÃO CUMPRE PROMESSA NEM COM OS ADVOGADOS QUE TRABALHARAM PARA ELE NA CAMPANHA. O PAGAMENTO QUE ERA PRA SER EFETUADO NO DIA DAS ELEIÇÕES, 05/10/14, FICOU PARA HOJE E ATÉ AGORA NÃO FOI PAGO.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *