Esporte

Valcke teria participado de venda ilegal de ingressos na Copa, diz jornal; após denúncia, Fifa anuncia seu afastamento

10jun2014---jerome-valcke-secretario-geral-da-fifa-participa-do-congresso-da-fifa-em-sao-paulo-1402433190644_615x300Foto: AFP PHOTO/ NELSON ALMEIDA

O secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, participou de esquema ilegal de vendas de ingressos na Copa do Mundo no Brasil, segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo. Destacado para coordenar o Mundial no Brasil e braço direito de Joseph Blatter, Valcke teria faturado dois milhões de euros (quase R$ 9 milhões) com a venda irregular de bilhetes.

Valcke facilitou a saída de ingressos da Fifa para que fossem comercializados com ágio de 200%. Ele ficava com 50% do lucro alcançado pelo esquema fraudulento.

Ingressos dos três jogos iniciais da Alemanha, normalmente vendido a US$ 190, eram negociados com anuência da Fifa por US$ 570. Jogos das oitavas, que custavam US$ 230, eram comercializados por US$ 1,3 mil.

VEJA MAIS: Fifa afasta Valcke após denúncia de esquema ilegal de ingressos da Copa

De acordo com a publicação, a denúncia contra Valcke foi apresentada por Benny Alon, dono da JB Marketing, empresa que negocia ingressos dos Mundiais desde 1990. Segundo Alon, mais de 8 mil ingressos a que teria direito “desapareceram”.

O empresário apresentou e-mails trocados com o Valcke para corroborar sua denúncia. O conteúdo apresenta negociação entre ambos para que firmassem um acerto. Segundo Alon, o lucro auferido com a venda seria repassado à Fifa. Mas o empresário afirma que Valcke ficou com os valores.

Para despistar, Valcke usava a palavra “documentos” para falar em “dinheiro vivo”. O secretário-geral da Fifa demonstra preocupação caso o esquema chegasse a público, que impactaria nas eleições presidenciais da entidade (ocorrida em maio de 2015).

Esquema azedou após entrada de mais uma empresa

O esquema entre a JB Marketing e Valcke se complicou após tomarem conhecimento das leis brasileiras. Para negociar ingressos do Mundial, era preciso também vender pacotes de hospitalidade.

E apenas uma empresa detinha o direito de vender ingressos e pacotes da Copa: a Match, empresa parceira da Fifa.

Portanto, para que a JB Marketing continuasse operando com a Fifa, era preciso envolver a Match, que seria usada para encobrir o esquema. Um acordo foi feito pela Fifa para que a JB fosse substituída pela Match em negociações de ingressos.

Mesmo sem validação, a JB continuou negociando com Valcke. Operações eram feitas em nome da Match.

Temendo que as conexões com a JB e Fifa fossem descobertas, o presidente da Match, Jaime Byrom, alertou que a empresa não teria como justificar tantas vendas e transferências de recursos.

A JB entrou em rota de colisão com a Match depois de receber bilhetes em setores que não correspondiam aos acordos iniciais. A carga de ingressos era bem menor que a esperada (8 mil a menos).

Valcke teria mandado e-mail à empresa combinando local para supostamente entregar os ingressos.

UOL

Opinião dos leitores

  1. Não foi esse que mandou dá um chute na bunda do Brasil, igualzinho ao PSDB e o DEM, querendo darem um chute no traseiro de Dilma, por meio de um IMPEACHMENT? Qualquer semelhança não é mera coincidência não!!! FIFA, PSDB e DEM tudo a ver!!!

  2. Eu perguntaria : será que o Valcke aprendeu com os políticos brasileiros em geral ? pois vamos ser sensatos e realistas , a corrupção nesse "Brasil sem cabresto" abrange há muito tempoTODOS os partidos deste belo , porém , desmantelado país .
    Mas , há sempre a possibilidade de uma boa faxina (ano que vem , por exemplo).

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