Trump concede indulto a amigo condenado em caso de interferência russa

O presidente dos EUA, Donald Trump, concedeu nesta 6ª feira (10.jul.2020) indulto a Roger Stone. Amigo de longa data do republicano, Stone foi condenado a 3 anos de prisão por mentir em depoimento no caso que investigou a suposta interferência russa na eleição de 2016 em benefício de Trump.

Stone atuou como conselheiro político de Trump e deveria se entregar na próxima semana para começar a cumprir a pena. Ele recebeu a sentença no dia 15 de novembro de 2019, depois de tentar impedir o depoimento de uma fonte que revelaria o falso testemunho prestado por ele ao Comitê de Inteligência do Congresso. Stone foi condenado por obstruir a Justiça, dar falso testemunho e manipular testemunha.

Em 1 comunicado, a Casa Branca justificou o indulto dizendo que “Roger Stone é uma vítima da fraude da Rússia que a esquerda e seus aliados na mídia perpetuaram por anos na tentativa de minar a presidência de Trump“.

Como não existem tais evidências [de que Stone teria participado do esquema], no entanto, eles não poderiam acusá-lo por nenhum crime relacionado ao conluio. Em vez disso, eles o acusaram por sua conduta durante a investigação. O simples fato é que, se o Conselho Especial não estivesse realizando uma investigação absolutamente infundada, o Sr. Stone não estaria enfrentando pena de prisão“, diz o comunicado da Casa Branca.

O perdão de Trump se refere ao cumprimento da pena. Stone, portanto, continua condenado e não pode mais ser considerado réu primário.

A investigação, conduzida pelo procurador especial Robert Mueller, concluiu que a Rússia identificou que a vitória de Trump poderia beneficiá-los, mas não cita quais seriam essas benesses.

A Justiça dos Estados Unidos investigou a ação de hackers russos, que teriam distribuído informações roubadas dos democratas e repassado para o comitê de Donald Trump, durante a campanha eleitoral de 2016. Roger Stone seria 1 dos elos entre os hackers e os republicanos.

Stone teria mantido contato com pessoas ligadas ao WikiLeaks, fundado por Julian Assange. O site divulgou e-mails da democrata Hilary Clinton, opositora de Trump em 2016. Esses e-mails, de acordo com a inteligência norte-americana, vieram de hackers russos.

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