Judiciário

Uber enfrenta primeiros processos trabalhistas no Brasil

9633645592_fd122764c0_o-880x380Elvis Cardoso Gomes trabalhava como gerente comercial quando ficou desempregado e, sem conseguir um novo trabalho, decidiu apostar na Uber como forma de conseguir alguma renda.

“Eu me planejei, troquei de carro e entrei na Uber Black [modalidade que exige carros top de linha, a maioria importados]. O problema é que, meses depois, fui desligado sem nenhum respaldo, sem nenhum direito e ainda por cima com uma dívida de 12 parcelas de R$ 1.560”, conta.

Gomes e mais oito motoristas resolveram processar a Uber no Brasil. Eles pedem “reconhecimento de vínculo empregatício”, “anotação do vínculo na carteira de trabalho” e todos os direitos trabalhistas como férias e 13° salário.

Todos esses processos tramitam no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, em São Paulo.

Se a tese desses motoristas for aceita, o negócio Uber como conhecemos hoje, provavelmente ficaria inviabilizado no país – no mínimo a um custo muito maior ou margem de lucro muito menor, um problema e tanto para a empresa.

Hoje o Brasil é um dos mercados mais estratégicos para a Uber. Em maio, Rodrigo Arévalo, gerente-geral regional da companhia, chegou a afirmar que o país deveria se tornar o maior mercado da empresa até o fim deste ano.

Para o advogado Maurício Nanartonis, que defende Gomes e representa também os outros oito motoristas, “não se admite no direito brasileiro, a forma de rescisão praticada pela Uber, sem notificação, aviso prévio e sem exercício de direito de defesa”.

Como haveria habitualidade, pessoalidade, pagamento da Uber diretamente ao condutor, relação de subordinação sob pena de rescisão e a atividade do motorista faz parte integrante do processo produtivo da empresa, para Nanartonis, ficaria comprovada a relação de emprego.

O advogado Nelson Mannrich, professor titular de direito trabalhista da Universidade de São Paulo, diz que a argumentação não faz sentido.

“Estamos falando de uma outra realidade. Não tem como aplicar a legislação trabalhista e a ideologia de Getúlio Vargas de 1943 para este modelo de negócios, que de tão novo é chamado de economia disruptiva”, afirma Mannrich. “O trabalhador neste caso é autônomo. Ele mesmo define sua carga horária e em muitos casos desempenha outras atividades profissionais.”

Investigações em andamento

Além das ações individuais, dois inquéritos foram instaurados no Ministério Público do Trabalho (MPT) para investigar uma possível fraude às leis trabalhistas cometida pela Uber, um no Rio de Janeiro e outro em São Paulo,

Embora as investigações ainda sejam incipientes, o procurador do trabalho Rodrigo Carelli, que atuou no inquérito do Rio de Janeiro, diz haver indícios de que, sob uma capa de relação com um aplicativo eletrônico, há uma exploração de trabalhadores que, em verdade, atuariam para uma empresa de transportes.

“Se eu sou um autônomo, quem fixa o preço sou eu. A base da autonomia é a autodeterminação e a estipulação do preço sobre o seu próprio trabalho. A Uber exerce controle sobre os motoristas e ainda fixa uma tarifa, que desagrada uma parcela dos motoristas”, afirma Carelli.

Caso a investigação conclua que de fato houve fraude trabalhista, o MPT deverá pedir que a Uber contrate todos os motoristas e pague dano moral coletivo.

Uber no Cade

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) também já se debruçou sobre o aplicativo. Em setembro do ano passado, um estudo do Departamento de Estudos Econômicos do Conselho concluiu que não havia “elementos econômicos que justifiquem a proibição de novos prestadores de serviços de transporte individual de passageiros” e que a “auto-regulação imposta aos motoristas de caronas pagas pelas empresas de tecnologia tem garantido credibilidade de bons serviços prestados, de modo que tem criado rivalidade aos mercados de táxis”.

Autônomo x empregado

O imbróglio trabalhista da Uber não é único no país. Empresas como Avon, que trabalham com revendedoras consideradas autônomas, também enfrentam vários processos na Justiça do Trabalho.

Até agora, não há consenso entre juízes e desembargadores.

Em 2013, por exemplo, uma vendedora que trabalhou por 10 anos em Manaus não conseguiu reconhecimento de vínculo trabalhista. Já em 2014, o TRT-15 considerou “indubitável a existência de verdadeiro vínculo de emprego” entre uma executiva de vendas que prestou serviços por oito anos e a Avon.

“O ponto principal que vai diferenciar um empregado de um autônomo é a subordinação. A questão é que como o conceito é um tanto vago, permite uma avaliação subjetiva que faz as decisões variarem caso a caso”, afirma o advogado trabalhista Fabio Chong, sócio da L.O. Baptista Advogados.

Problemas também no exterior

No dia 17 de agosto, o juiz americano Edward Chen rejeitou uma proposta de acordo numa class action para o pagamento de 100 milhões de dólares por parte da empresa porque o valor não seria justo ou razoável para os motoristas.

Na ação, 385.000 condutores da Califórnia e de Massachusetts alegam ser na verdade empregados da companhia e por isso pedem o reembolso de despesas como manutenção do veículo e combustível. Os potenciais danos causados a eles podem chegar a 850 milhões de dólares. Uma nova audiência está marcada para o dia 15 de setembro.

A empresa tentou reduzir as chances de ações coletivas similares ao adotar uma cláusula de arbitragem no contrato de serviço do aplicativo com os motoristas. Embora a cláusula já existisse também na Califórnia, o tribunal considerou que ela não seria válida. Depois disso, a Uber reescreveu a cláusula para tentar evitar mais dores-de-cabeça na Justiça.

Em um caso individual, a Comissão Trabalhista da Califórnia concluiu que a motorista Barbara Ann Berwick não era uma mera prestadora de serviço, mas uma funcionária.

“O trabalho da Autora era uma parte integrante da atividade das Rés. As Rés estão na atividade de prestar serviços de transporte a passageiros. A Autora realiza o transporte efetivo desses passageiros. Sem motoristas como a Autora, não existiria o negócio das Rés”, disse o comissário Ellen Kennedy.

A Uber recorreu da decisão.

A empresa também enfrenta processos similares no Reino Unido.

No vermelho

Além dos problemas judiciais, a Uber encara outros revezes nos negócios. No dia primeiro de agosto, o aplicativo deixou o maior mercado consumidor do mundo, ao vender a Uber China para o Didi Chuxing, um concorrente chinês que já detinha 80% do mercado local.

Em junho, a Uber estava em mais de 50 cidades chinesas enquanto a Didi operava em mais de 400. Ambas as empresas estavam numa guerra de subsídios em que ambas perdiam muito dinheiro para atrair clientes e ganhar mercado.

A capitulação em território chinês veio seguida de uma avaliação feita pelo professor Aswath Damodaran, da NYU’s Stern School of Business, de que o valor do mercado da startup seria de 28 bilhões de dólares – menos da metade do que é propagado.

Isto porque, segundo ele, apesar de continuar a crescer, a empresa ainda não encontrou uma maneira de transformar seus ganhos em lucros. Não por acaso, a Uber teve um prejuízo de 1,27 bilhão de dólares nos seis primeiros meses deste ano.

Já a América Latina é uma das regiões que mais cresce para a Uber no mundo.

No último balanço divulgado pela empresa, feito em fevereiro, já eram mais de 10.000 motoristas só no Brasil. Até o final do ano o número de cadastrados deve ultrapassar os 50.000 colaboradores.

Hoje, o aplicativo está presente em 18 cidades, das quais onze são capitais. No mês passado, Brasília e Vitória (ES) foram as outras duas cidades a regulamentar os serviços on-line que conectam motoristas a passageiros. A Uber atua em Brasília, mas não opera em Vitória.

Para Paulo Furquim, coordenador do Centro de Estudos em Negócios do Insper, se o Judiciário entender que o Uber estaria burlando a lei trabalhista dificilmente eles continuariam a investir no país.

“A Uber e outras plataformas similares acabariam fechando porque, além dos custos, todo o princípio de aproximar duas partes para otimização do uso de ativos já existentes estaria comprometido”, afirma Furquim.

“Existem todos os indícios para se levantar essa questão, mas no mundo majoritariamente as pessoas têm concluído de que não se trata de uma relação trabalhista”, afirma.

O fator Russomanno

Em outubro, os eleitores da maior cidade do país podem involuntariamente dar mais um golpe nos negócios da empresa se confirmarem nas urnas o favoritismo de Celso Russomanno na corrida para ocupar o Edifício Matarazzo, em São Paulo.

Russomanno, que se cacifou como o candidato dos taxistas, declarou que a Uber atua na “ilegalidade”, prometeu ajudar motoristas insatisfeitos a processar a empresa e disse que, como prefeito, irá vetar veículos particulares no transporte de passageiros.

“Carros de aluguel, como o Uber, precisam ter placa vermelha”, afirmou indicando que faria uma espécie de concessão pública a este tipo de empresa, com limite no número de motoristas.

Em maio deste ano, o prefeito Fernando Haddad (PT) assinou um decreto que legalizou esse tipo de serviço.

Outubro pode ser determinante para a empresa não só por conta das eleições mas também no âmbito judicial. As duas primeiras audiências trabalhistas, com potencial de provocar uma avalanche de processos na Justiça do Trabalho, estão marcadas para o dia 27 daquele mês.

“Meus colegas que ainda estão na Uber estão na expectativa para entrar na Justiça também”, avisa um dos motoristas que está processando a empresa.

A versão da Uber

Procurada, a Uber se manifestou sobre as alegações que enfrenta na Justiça do Trabalho.

É importante frisar que não é a Uber que contrata motoristas, mas sim os motoristas que contratam a Uber para utilizar o aplicativo e prestar serviço de transporte individual privado de passageiros. Esses motoristas têm total flexibilidade e independência para utilizar o aplicativo, fazer seus horários e prestar seus serviços quanto, quando e como quiserem. A relação com a plataforma é não-exclusiva, por isso os motoristas parceiros podem prestar o serviço de transporte usando ou não a plataforma.

Além disso, os passageiros pagam os motoristas por cada viagem, e o motorista paga à Uber para utilizar o aplicativo uma taxa de serviços de 25% (uberX) ou 20% (UberBlack) em relação às viagens realizadas. Ou seja, os motoristas parceiros usam a plataforma para benefícios individualizados, de forma independente e autônoma, de acordo com seu interesse e disponibilidade, – não existem taxas extras, diárias ou compromisso com horas trabalhadas – ele pode inclusive ficar meses sem se logar na plataforma, ou então se conectar todos os dias.

Vale lembrar que quem avalia os motoristas parceiros são os próprios usuários do serviço, por meio do sistema de “avaliação mútua”, após cada viagem. Além de ser anônima, é ela que garante que a plataforma mantenha-se saudável tanto para motoristas parceiros quanto para usuários. A partir dessa avaliação, os usuários dão um feedback sobre a situação do veículo. Pelas regras de uso do aplicativo, os motoristas precisam ter média de 4,6 (em uma escala de 1 a 5 estrelas) para continuar na plataforma.

Jota

http://jota.uol.com.br/o-uber-e-lei-motoristas-vao-justica-para-pleitear-vinculo-empregaticio

Opinião dos leitores

  1. Não troque sua segurança por uma "balinha"!
    A trasnacional Uber é clandestina e explora seus motoristas!
    Vá de taxi.
    É seguro e você garante o trabalho de milhares de brasileiros!

  2. Como e que aturma não percebe. Que tão cedo escravo da uber e lucro que e bom nada. Ai quando o carro pedir manutenção. Como vai ser.ai vc se ferrar mais ainda. Fora os inimigos. Que vc arrumou. Jo período. Que vc se viu de babá cá. Para uber.esim no meio desses conflito.alguem tira sua vida.a uber vai sustenta sua familia

  3. Este é o sistema de exploração mais moderno que já vi, e não é só os motoristas o Brasil também perde pois eles não pagão impostos, acorda país de indios uga uga!

  4. existe uma complexidade de ideologias nesse âmbito entre empresa UBER e classe de taxistas. baixei o app do UBER para tentar ter uma ideia maior e melhor do que se trata esse negócio. e a impressão que tenho até agora é de um comercio multi-nível tipo telex free e tal. porque tenho essa impressão? fiz meu cadastro e recebo direto agora mensagens do tipo (indique amigos e ganhe R$ 600,00 de incentivo. basta o "amigo" que indiquei fazer 20 viagens pelo app (já que não se pode dizer que são corridas). então no meu ver diferente do telex free por exemplo que se fazia um investimento inicial o do UBER essa injeção financeira é em maior prazo que são os 25% das viagens cobradas e o interessante são as indicações para obter os lucros maiores…
    eu creio que se não acertei em cheio mas a linha de raciocínio é essa.
    entao fechando esse Uber é uma furada das grandes.

  5. Pensei em prestar serviço através do UBER, fiz uma conta muito simples e desisti. Simulei no aplicativo – como usuário – uma corrida entre Ponta Negra e o aeroporto de São Gonçalo. Do valor R$60,00 (sessenta Reais) deduzi 25% do administrador do aplicativo. Com um carro flexibilidade gasta-se entre R$27,00 e R$30,00 para ir e voltar e o tempo de 80 minutos. Tomando por base o menor valor, restaria ao motorista R$18,00 para que mantenha o carro e que se mantenha. Para que tenha "liquido" R$180, 00 por dia, pois, teria de ir ao aeroporto, partindo de Ponta Negra, dez vezes por dia.

    1. Parabéns esse é outro vies a ser considerado. O certo é que não há mágica, ninguém serve almoço grátis.

  6. Esse UBER é uma furada. Eu até já usei por ser mais barato, mas concordo que é um negócio insustentável. Vcs conhecem algum taxista rico, excluindo aqueles que tem vários carros rodando? Como é que o UBER, que exige carros melhores e "mimos" e que cobra um preço bem mais barato vai dar esse lucro todo? Fiz uma conta básica considerando os quilômetros percorridos na minha corrida no UBER e o preço da gasolina e vi que o ganho é muito pequeno, isso sem contar impostos e o valor a ser repassado para a UBER. Essa matemática não bate.

  7. Se for assim, todos os motoristas de taxí que usam carros de terceiros também podem ser considerados empregados dos donos dos carros.

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Brasil

TENDÊNCIA DE QUEDA: “Lulômetro” aponta queda na aprovação de Lula, que fica abaixo de 30%

Foto: Ricardo Stuckert

A aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caiu abaixo dos 30% no Lulômetro, índice medido pela Realtime Big Data em parceria com O Antagonista. Os dados divulgados nesta segunda-feira (17) mostram que 29% dos entrevistados classificam o governo como “ótimo” ou “bom”.

O levantamento aponta ainda que 33% avaliam a gestão como “regular”, enquanto 36% consideram o governo “ruim” ou “péssimo”. A avaliação negativa, com isso, supera em sete pontos percentuais a positiva.

A aprovação de Lula vem apresentando trajetória de queda desde o início do período de defeso eleitoral, em 4 de julho, quando candidatos à reeleição passaram a ter restrições à publicidade institucional e à participação em inaugurações de obras.

A mudança também ocorre em meio à repercussão de investigações envolvendo o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, alvo de três inquéritos para apurar suspeitas de tráfico de influência junto ao governo federal.

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Brasil

Moraes decide local para atendimento odontológico de Bolsonaro

Foto: Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja atendido por uma dentista, mas determinou que a consulta odontológica ocorra no Centro Médico da Polícia Militar do Distrito Federal.

No pedido, a defesa de Bolsonaro indicou a preferência para que Fernanda Bolsonaro, esposa de Flávio Bolsonaro, atendesse o sogro.

Moraes, porém, determinou que o atendimento ocorra no batalhão por “motivos de segurança”.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja atendido por uma dentista, mas determinou que a consulta odontológica ocorra no Centro Médico da Polícia Militar do Distrito Federal.

No pedido, a defesa de Bolsonaro indicou a preferência para que Fernanda Bolsonaro, esposa de Flávio Bolsonaro, atendesse o sogro.

Moraes, porém, determinou que o atendimento ocorra no batalhão por “motivos de segurança”.

A data e o horário da consulta serão estabelecidos pelo subdiretor do Núcleo de Custódia da PM-DF em conjunto com a defesa.

O ministro apontou ainda que, conforme o requerimento da defesa do ex-chefe do Executivo, “não existe situação de urgência” no atendimento. O pedido foi feito no dia 14 para que a consulta ocorresse uma semana depois, no dia 21.

No requerimento enviado ao STF, os advogados pediam autorização para que o ex-presidente saia de sua residência exclusivamente para o atendimento, pelo tempo necessário ao trajeto, à consulta e ao retorno. Segundo a petição, a solicitação prevê que sejam “observadas as medidas de fiscalização pertinentes” durante toda a saída.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, fixada por sua condenação, e está em prisão domiciliar humanitária desde 24 de março deste ano.

A medida foi concedida por Moraes com prazo inicial de 90 dias, para que o ex-presidente se recuperasse de uma broncopneumonia.

No mês passado, Moraes considerou que o ex-presidente descumpriu as condições da domiciliar depois que Flávio divulgou uma carta na qual o pai o apontava como porta-voz e reafirmava apoio à sua candidatura.

Em resposta, o ministro impediu o senador de visitar o pai pelo período de 90 dias.

Moraes também determinou que Bolsonaro não poderá receber visitas com objetivo “político-eleitoral” até o fim das eleições de 2026. Além disso, suspendeu por 30 dias as visitas em geral, mantendo apenas o acesso de equipe médica, fisioterapeutas e advogados.

Com informações de O Antagonista

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Eleições 2026

“LOTADO”: Lula proíbe drone para dificultar real contagem de pessoas nos eventos de campanha, observa portal

Foto: Miguel SCHINCARIOL / AFP

O lançamento oficial da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no último domingo (16), em São Bernardo do Campo, berço político do petista no interior de São Paulo, não pôde ser gravado por drones de alguns veículos de imprensa. As imagens seriam fundamentais para a realização de contagens de público independentes.

Portais como o Poder360, o Monitor do Debate Político da USP e a ONG More in Common estão entre as equipes que tiveram o pedido de captação de imagens aéreas negado. A orientação para a resposta foi baseada em protocolos do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

A organização do evento garante que 40 mil pessoas estiveram presentes no Estádio 1º de Maio. O comício contou com palco, uma longa passarela e o público estava distribuído entre o gramado e as arquibancadas do espaço. A capacidade total do local é de 41.138 pessoas.

O GSI também informou que possui sistemas capacitados para identificar e neutralizar drones não autorizados e que qualquer equipamento que sobrevoasse o espaço nesta condição seria recolhido e o credenciamento da equipe responsável pelo material seria cancelado.

Lula discursou por quase 40 minutos e, entre as pautas, fez menção a temas como segurança pública e soberania nacional. O petista também convocou o público feminino e os evangélicos, incluindo uma participação do cantor Kleber Lucas. O artista interpretou uma música temática com o nome de Lula ao lado da primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja.

O público final divulgado superou as expectativas da própria organização, que havia falado em 20 mil pessoas antes da abertura dos portões. A equipe que gerencia a campanha do petista não divulgou o método utilizado para a aferição do público.

Com informações de Pleno News

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Política

[VÍDEO] “Lulinha precisa ser preso, capturado e trazido de volta ao Brasil”, diz Alfredo Gaspar, vice na chapa de Flávio Bolsonaro

Imagem: Reprodução

O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), vice na chapa presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou um vídeo nas redes sociais comentando a notícia sobre as mensagens trocadas pelo filho do presidente Lula (PT), Fábio Luís da Silva, conhecido como Lulinha, com a lobista Roberta Luchsinger. Os dois são investigados pela Polícia Federal.

Em um dos diálogos interceptados, revelado pelo portal Metrópoles, Roberta diz a Lulinha que os dois trabalham em nível diferenciado e que o futuro deles é a Suíça. A empresária é suspeita de tráfico de influência e de usar a proximidade com o filho do presidente para facilitar negócios e acesso ao governo federal.

“Lulinha e Roberta Luchsinger, descobertos pela Polícia Federal, praticando atos de tráfico de influência e corrupção, planejando morar na Suíça com o dinheiro do povo brasileiro sofrido e trabalhador. Lula, você é o grande responsável por isso. O exemplo veio de você. O povo brasileiro exige punição. Lulinha precisa ser preso, ser capturado na Espanha e trazido de volta ao Brasil. Chega de impunidade”, defendeu o vice de Flávio Bolsonaro.

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Eleições 2026

PREVISÍVEL? TSE reverte decisões contra Lula e expõe isolamento de Kassio e Mendonça

Foto: Divulgação/STF

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) derrubou uma decisão do presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, e outra do vice, André Mendonça, contrárias ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), além de interromper um terceiro julgamento que também podia impor uma derrota à campanha do atual chefe do Executivo.

Nos bastidores, a avaliação é que o resultados da análise das três ações expôs o isolamento dos dois chefes do tribunal em relação aos colegas e representam um indício de que ambos não conseguirão ditar o ritmo dos trabalhos do TSE como os ministros do STF costumam fazer quando estão à frente da Corte eleitoral.

Em um dos casos, apenas Mendonça votou para manter a decisão de Kassio de rejeitar um pedido do PT para retirar do ar um vídeo em que o senador Flávio Bolsonaro (PL) associava Lula a facções criminosas.

Em outro, o vice-presidente da Corte viu os colegas derrubarem sua ordem judicial para que o Partido dos Trabalhadores entregasse ao tribunal, a pedido do PL, gravações e documentos relacionados ao 8º Congresso Nacional do PT e ao projeto Porta-vozes do Lula para verificar se houve uso irregular do fundo partidário.

O entendimento da maioria foi de que Mendonça não poderia ter sido escolhido o relator da matéria e foi determinado que haja um novo sorteio de relatoria e formalização do processo como ação cautelar em vez de representação eleitoral.

Além disso, a Corte interrompeu o julgamento da decisão individual do vice-presidente de determinar ao governo federal que informe os gastos com publicidade entre 2023 e 2026. A pedido do ministro Floriano Azevedo, o caso será analisado pelo plenário físico do tribunal.

A avaliação é que os três casos demonstram a dificuldade que ambos terão para construir maioria em favor de suas decisões e têm como pano de fundo a disputa velada vivida entre integrantes do STF e do TSE.

Com informações da CNN

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Mundo

Governo Trump vê censura no Brasil após X mudar algoritmo eleitoral

Foto: Getty

Uma funcionária de alto escalão do governo de Donald Trump acusou o Brasil, neste domingo (16/8), de impor censura após a rede social X mudar o algoritmo para as eleições brasileiras de 2026.

A rede social anunciou, na última sexta (14/8), que aplicou o recurso “Brazil2026ElectionFilter” [Filtro para as Eleições Brasileiras de 2026] à aba “Para Você” – que recomenda publicações impulsionadas por algoritmos personalizados.

A mudança impede que, durante o período eleitoral, sejam recomendadas publicações de candidatos que os usuários não seguem.

Sarah B. Rogers, subsecretária de Estado para a Diplomacia Pública e Assuntos Públicos dos Estados Unidos, afirmou que a medida “marca a censura imposta pelo Brasil”.

A subsecretaria é subordinada ao Departamento de Estado americano, comandado por Marco Rubio, figura central nos recentes atritos entre os governos de Brasil e Estados Unidos.

Com informações de Metrópoles

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Mundo

‘Financial Times’ informa que EUA avaliam enquadrar Moraes, de novo, na Lei Magnitsky

Foto: Rosinei Coutinho

O governo dos Estados Unidos voltou a avaliar a possibilidade de impor sanções ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi divulgada neste domingo (16) pelo jornal britânico Financial Times, com base em relatos de pessoas familiarizadas com as discussões dentro do governo Donald Trump.

Segundo o jornal, integrantes do governo americano estudam novamente a aplicação da Lei Global Magnitsky contra Moraes. O mecanismo permite aos Estados Unidos impor sanções a estrangeiros acusados de corrupção ou de graves violações de direitos humanos. Até o momento, porém, não há decisão definitiva sobre a adoção da medida nem indicação de quando ela poderia ser implementada.

Moraes já foi alvo da Lei Global Magnitsky. Em julho de 2025, o ministro foi incluído na lista de sancionados pelo governo americano. Na ocasião, o então secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, acusou o magistrado de promover uma campanha de censura, detenções arbitrárias e processos considerados politizados, incluindo medidas judiciais contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.

As sanções foram retiradas em dezembro daquele mesmo ano, menos de cinco meses após sua aplicação. A reversão ocorreu durante um período de reaproximação entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na ocasião, as medidas também haviam atingido a esposa de Moraes e uma empresa ligada à família do ministro.

Agora, a atuação de Moraes em uma investigação envolvendo jornalistas e possíveis fontes de reportagens voltou a chamar a atenção do governo americano.

De acordo com o Financial Times, o ministro autorizou operações policiais contra um jornalista e duas pessoas apontadas como possíveis fontes de informações relacionadas ao ministro Flávio Dino e a familiares dele.

Moraes justificou as medidas afirmando que as informações teriam sido obtidas e divulgadas de maneira ilegal e que a publicação do material poderia representar risco à segurança de familiares do magistrado.

Com informações do Diário do Poder

 

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Política

Governo Lula está nos ‘dias finais’, afirma Eduardo Bolsonaro

Foto:  Saul Loeb/AFP

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou, nesta segunda-feira, 17, que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está em seus “dias finais”. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro publicou a declaração nas redes sociais junto com uma reportagem do jornal britânico Financial Times sobre a possibilidade de os Estados Unidos retomarem as sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Parece que o regime de Lula está em seus dias finais”, escreveu Eduardo em inglês. Em seguida, compartilhou a reportagem intitulada “EUA consideram sanções contra juiz brasileiro em novo teste das relações diplomáticas”.

A publicação do ex-deputado ocorre no início da campanha eleitoral de 2026. Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), irmão de Eduardo, lançaram oficialmente suas candidaturas à Presidência neste domingo, 16.

Com informações da Revista Oeste

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Eleições 2026

[VÍDEO] “QUEREM ME CALAR”: MPE tenta proibir uso da alcunha “Anne Lagartixa” nas urnas eleitorais

Imagem: Reprodução/Instagram

O Ministério Público Eleitoral apresentou manifestação em processo eleitoral para contestar o uso da alcunha “Anne Lagartixa” associado ao nome civil da parlamentar Wesliane Karen. O argumento é que essa identificação cria uma ligação familiar direta indevida.

Vereadora e candidata a deputada estadual pelo PL, ela afirma em suas redes que construiu sua trajetória política com apoio popular, utilizando o nome pelo qual seu pai ficou conhecido, o mesmo que a levou a ser eleita vereadora. “Calaram meu pai, e agora querem me calar”, declarou.

A parlamentar informou ainda que vai apresentar defesa para assegurar seu direito de usar o nome registrado nas urnas eleitorais.

Com informações do Potiguar News

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Brasil

Amiga de Lulinha comprou solitários e colar de diamantes para braço direito de Lula, diz PF


Foto: Arte/Metrópoles

Diálogos interceptados pela Polícia Federal (PF) e obtidos com exclusividade pela coluna indicam que a lobista Roberta Luchsinger comprou joias de diamantes e deu presentes para Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-braço direito do presidente Lula (PT).

Roberta Luchsinger é amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e manteve negócios com o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, apontado como operador de rombo bilionário na Previdência Social. Eles são investigados no âmbito da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, e em inquéritos que apuram corrupção e tráfico de influência, abertos no último mês.

Até então, se sabia que Roberta tinha pagado boletos e contas pessoais de Marcola, conforme antecipou a colunista Andreza Matais, do Metrópoles. O ex-assessor alega que contraiu um empréstimo pessoal de R$ 249 mil com a lobista. Agora, as mensagens revelam novos detalhes de como operava a amiga de Lulinha com um dos assessores mais próximos de Lula. Marcola despachava na antessala do presidente e fazia contato com ministros.

Um dos diálogos aconteceu em 29 de abril de 2024. Roberta Luchsinger e Marcola conversam sobre a compra de uma joia.

“Vou tentar desenhar na foto / para facilitar”, diz Marcola. Roberta responde: “Ela vai mandar mais fotos / Peraí”. O então assessor do presidente Lula diz: “ah ta bem / mas gostei dessas:”. Não fica claro nas mensagens, contudo, quais joias Marcola indicou gostar. Logo em seguida, Roberta afirma: “Ela sugeriu um brilhante / Vai mandar”. A lobista, então, envia duas fotos: um par de solitários e um colar de diamantes. “Boa”, agradece Marcola.

Com informações de Metrópoles

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