Últimos 5 anos são os mais quentes da história, diz agência da ONU para o clima

A temperatura mundial média de 2015 a 2019 deve ser a mais alta de qualquer período de cinco anos já registrado na história, afirma a agência da Organização das Nações Unidas (ONU) que se dedica à observação do clima. O relatório foi divulgado neste domingo (22), véspera de uma reunião de líderes mundiais sobre o aquecimento global. Embora 2019 ainda não tenha terminado, o relatório dá como certa essa projeção.

A cúpula do clima vem ocorrendo desde ontem e vai até segunda. São esperados os líderes europeus Emmanuel Macron, presidente francês; Boris Johnson, primeiro-ministro inglês; e a chanceler alemã Angela Merkel. Índia e China também mandarão representantes para a cúpula. Os presidentes Donald Trump e Jair Bolsonaro não participarão.

“Atualmente, calcula-se que estamos 1,1ºC acima da era pré-industrial (1850-1900) e 0,2ºC acima de 2011-2015”, diz o relatório “Unidos na Ciência” da Organização Meteorológica Mundial (OMM).

Segundo o documento, isso representa um aumento expressivo demais para poucos anos. A elevação das temperaturas, o aumento do nível do mar e a poluição com carbono se aceleraram. Isso quer dizer que, para cumprir as metas assumidas pela comunidade internacional, o aquecimento teria que ser contido — bem mais do que vem sendo feito atualmente.

Os cientistas afirmam que aumento do nível dos oceanos se acelera e o ritmo subiu na última década a quatro milímetros por ano, em vez de três, em consequência do derretimento acelerado das calotas polares no Norte e Sul, algo confirmado por diversos estudos e análises de satélite.

As indústrias de carvão, petróleo e gás prosseguiram com seu avanço em 2018. As emissões de gases do efeito estufa também aumentaram e em 2019 serão “no mínimo tão elevadas” quanto no ano passado, preveem os cientistas que coordenaram o relatório.

Em 2009, líderes mundiais assumiram o compromisso de manter o aquecimento global em apenas 2ºC, considerando os padrões pré-industriais. Em 2015, uma segunda meta, mais rígida, foi assumida: a de manter o aquecimento em apenas 1,5ºC.

Os esforços para reduzir as emissões de carbono teriam que ser triplicados para evitar que o mundo se aqueça 2ºC , de acordo com a OMM. Para que não se chegue à marca de 1,5ºC seria preciso ainda mais rigor. As iniciativas de redução de emissões teriam que ser ampliadas em cinco vezes.

G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. George disse:

    Ainda tem muita gente que cai nesses 'estudos' de aquecimento global, e enquanto isso os países poderosos vão nos tosando e evitando que os países em desenvolvimento cresçam, principalmente o Brasil que tem clara vocação para o agro.
    Eles têm de abrir o olho mesmo, pois se se deixarem: o Brasil quebra a indústria agrícola de boa parte da europa.
    Viva a indústria agro brasileira. Viva a quem produz alimento.

  2. Jorge disse:

    Carbono não polui bando de farsantes. A natureza precisa de carbono em abundancia. Quanto mais melhor. Não existe media climática global. Não assustem os leigos com essa farsa. Estamos num período de diminuição da temperatura quem tem vários ciclos: de 12 anos, 50 anos, 90/anos. Impossível o ser humano mudar a temperatura do mundo. Tanto material no.YouTube mostrando a farsa do.aquecimento global produzido pela ONU com interesses geopoliticos

  3. Carlos disse:

    Em Mossoró está tudo normal, ou seja, quente para [email protected]@@

  4. Francisco disse:

    Aqui em Natal, foram os mais frios

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