Diversos

Um amigo de Dirceu na linha de frente da campanha tucana

Escolhido como candidato a vice na chapa presidencial de Aécio Neves, Aloysio Nunes Ferreira, 69 anos, costuma contrariar o estilo pelo qual os políticos do PSDB ficaram conhecidos. Não lança mão de eufemismos nem fica em cima do muro sobre assuntos polêmicos. É autor de projeto que reduz, em determinados casos, a maioridade penal . Defende a descriminação do aborto. E discorre sem receio sobre a antiga amizade com o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, que comandou a ascensão de Luiz Inácio Lula da Silva ao Palácio do Planalto, acabou abatido pelo escândalo mensalão e se transformou no principal alvo dos tucanos quando querem atacar a corrupção na gestão dos adversários petistas.

Eleito em 2010 ao Senado por São Paulo – registrou a maior votação da história, com 11 milhões de votos –, Aloysio carrega no currículo a advocacia, o movimento estudantil, o enfrentamento ao regime militar como guerrilheiro, 11 anos no exílio e uma forte influência no PMDB até chegar ao ninho tucano.

aloysiorobsonfernandjesblogFoto: Robson Fernandjes/Estadão

Ele recebeu o Estado na sexta-feira, 4, em seu escritório político, conjunto de salas no primeiro andar de um prédio da Avenida Pedroso de Morais, no bairro de Pinheiros, zona oeste paulistana. Tratou, sem melindres, de sua antiga relação com Dirceu. “Somos amigos desde os tempos da faculdade. Eu não renego um amigo. Sou amigo até hoje do Dirceu”, disse o tucano, para quem “divergência política é uma coisa” e amizade, outra.

Na quinta-feira, o ex-ministro do governo Lula havia recebido autorização para trabalhar em um escritório de advocacia de Brasília.

A imagem do amigo envelhecido e abatido em seu primeiro dia de trabalho fora da Papuda o impressionou. “Cadeia é uma merda, é um horror, aquele cheiro de creolina”, observou.

Aloysio não acredita que tenha havido abuso no julgamento do Supremo Tribunal Federal. “O Zé é um cara disciplinado, inteligente, uma pessoa calorosa. Lamento muito sua situação. A prisão é sofrida. À maneira dele está fazendo o que acha que é certo para o Brasil. Eu discordo. Ele teve toda oportunidade de se defender.”

Trajetória. No escritório onde amarra alianças políticas e anota solicitações em geral, despojado em uma calça de brim, camisa de manga, tênis e meias brancas, o senador expôs durante quase duas horas detalhes de sua longa trajetória, desde quando, ainda menino, aos 12, partiu de São José do Rio Preto, interior paulista, com os cinco irmãos e os pais para morar na casa da Rua Gabriel dos Santos, em Santa Cecília, no centro da capital. Era 1957.

O pai, seu exemplo, foi um advogado destacado. A mãe, professora. Em 1963, com 18 anos, Aloysio passou no vestibular da Faculdade de Direito da USP. “A advocacia me fascinava.”
Logo conquistou as Arcadas do Largo São Francisco, no centro. Foi eleito presidente do Centro Acadêmico XI de Agosto. Dali a dois anos viria a se tornar um dos fundadores do MDB, o movimento de oposição à Arena, partido aliado dos militares que tomaram o poder no golpe de março de 1964.

Eram tempos difíceis, mas os estudantes foram às ruas contestar. Foi quando acabou conhecendo o rapaz de cabelos compridos que viria a se tornar o chefe da Casa Civil de Lula. Dirceu fazia Direito na PUC e frequentava os Nunes Ferreira. A casa da Rua Gabriel dos Santos era uma construção simples, mas aconchegante.

Aloysio se deu conta de que o País estava mergulhando na exceção quando descia de carro pela Avenida Angélica e testemunhou “uns garotões” destruindo e saqueando a sede da Superintendência da Reforma Agrária (Supra), na ocasião dirigida por Mário Donato, autor de “Presença de Anita” – “que a gente lia escondido porque tinha umas histórias de sacanagem”. “Certamente eram os precursores do CCC (Comando de Caça aos Comunistas), uns tipos fortões, eles atiravam mobílias e arquivos da superintendência pela janela. Puseram fogo em muita coisa”, recorda o tucano.

Entre os papéis confiscados pela repressão havia anotações do XI de Agosto, que dava apoio jurídico ao órgão da reforma agrária. Na tarde de 19 de abril de 1964 alguém tocou a campainha e avisou o jovem estudante que os homens do Dops, a temível polícia política, estavam chegando. Viriam busca-lo “para esclarecimentos”.

“Arrumei uma malinha com umas mudas de roupa”, conta Aloysio. “Naquele tempo os tiras eram os mesmos que serviram o Estado Novo. A caminho do Dops me deixaram passar no salão de cabelo onde mamãe estava. Fui avisá-la.” Após ser ouvido, foi liberado.

Aloysio e Dirceu trocavam ideias sobre os rumos do movimento estudantil. Dirceu ambicionava conquistar sua primeira eleição, então para presidente da União Estadual dos Estudantes (UEE). Com apoio de Aloysio, Dirceu chegou lá, no ano de 1967.

O hoje candidato a vice de Aécio, por sua vez, foi para a Ação Libertadora Nacional (ALN), movimento guerrilheiro criado em 1966, quando Carlos Marighella, que viria a ser morto pelas forças de repressão três anos depois, deixou o Partido Comunista Brasileiro. Chegou a ser motorista de Marighella em ações da luta armada. Era conhecido pelo pseudônimo Mateus.

Exílio. Já advogado formado, foi alertado que a auditoria militar estava na iminência de decretar sua prisão, por violação à Lei de Segurança Nacional. No dia seguinte foram cumprir o mandado de prisão. O alvo já estava a caminho de Paris, para a jornada do exílio. Era outubro de 1968, às vésperas do AI-5.

No início, Aloysio se manteve com uma bolsa de estudos do governo francês. Depois, arrumou emprego. Foi professor e diretor de um centro de pesquisa do país europeu.

Três passagens, em especial, marcaram Aloysio longe do Brasil. Em 1969, o nascimento das filhas gêmeas. Em 1974, certa noite, tomava chope quando um amigo passou de carro, buzinou e gritou. “O Quércia ganhou em São Paulo.” Orestes Quércia, do MDB, havia derrotado Carvalho Pinto, da Arena, na corrida por uma cadeira no Senado. Em 1979, aprovada a Lei da Anistia, Aloysio foi ao consulado brasileiro e pegou seu passaporte para o retorno.

À porta da democracia. Foi residir na Rua Cardoso de Almeida, em Perdizes. Continuou sendo bisbilhotado. Em seu escritório político, guarda até hoje cópias de “informes” produzidos pela arapongagem. Relatórios datilografados que falam sobre o “nominado” em agendas públicas de deputado estadual, cargo para o qual foi eleito. Nessa época reencontrou Dirceu, também com cadeira na Assembleia Legislativa.

Após o mandato de deputado estadual, Aloysio, ainda no PMDB, foi vice-governador na gestão Fleury Filho no início dos anos 1990. Depois, se integrou aos tucanos e passou pelo Ministério da Justiça do governo Fernando Henrique. Foi eleito três vezes para a Câmara dos Deputados. Passou ainda pela Casa Civil do governo José Serra, na Prefeitura e no Estado, até chegar ao Senado. Hoje, ao comentar a luta armada, admite ter errado ao combater o regime por via não democrática.

No auge do mensalão, em 2005, Dirceu foi à casa de Aloysio. “Não falamos sobre mensalão porque o principal responsável por tudo aquilo é o Lula. O Dirceu não fez nada que Lula não soubesse. Ele me procurou, dias antes da sessão na Câmara que decretou sua cassação. Não me pediu nada. Mas defendeu a lisura de seus atos e do governo, nunca admitiu ilegalidades, nunca admitiu mensalão”, diz.

“Não votei (no processo de cassação) porque eu estava licenciado, era secretário chefe da Casa Civil do governo José Serra. Mas se fosse votar eu votava pela cassação”, afirma. “Fui testemunha do Dirceu (nos autos do julgamento). Na verdade, quem me indicou para depor como testemunha de defesa acho que foi o Roberto Jefferson (delator do mensalão). Falei na Justiça sobre os projetos políticos, como é a tramitação.”

Sem ataques. Sobre a disputa com a presidente Dilma Rousseff, que como ele participou da luta armada na ditadura, Aloysio afirma que os tucanos não podem se apegar apenas aos ataques. “O ataque é contraproducente, acaba ricocheteando. Não precisa atacar o governo do PT. Os pontos frágeis do governo Dilma são muito visíveis, muito sentidos pela população, os preços, o endividamento das famílias, a baixa qualidade de emprego, a diminuição do ritmo de criação de empregos, o mau serviço público, a incerteza do amanhã.” Para Aloysio, não há mais grandes embates ideológicos. “O que existe são propostas para melhorar o Brasil. O Aécio tem credibilidade de sobra para propor isso.”

Fausto Macedo – Agência Estado

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

PAPO DE FOGÃO: Um bife com tortilha de macaxeira pra lhe dar sustança e um drink pro carnaval

Ô coisa boa, meu povo! O Papo de Fogão foi até Pipa entrar no clima do Carnaval. Tem Léo Patrício botando pra quebrar no axé, o chef argentino Léo Llopiz, do Tucunaré Cozinha, preparando o famoso Bife dos Pedreiros que é sustança daquelas… e na Dica Rápida, Letícia Biruta chega com uma Pina Cocada pra deixar seu carnaval mais animado que trio elétrico!

SÁBADO
BAND PIAUÍ – 8h

DOMINGO
RIO GRANDE DO NORTE – TV TROPICAL/RECORD, 10h

Ou no nosso canal do YouTube
http://youtube.com/c/PapodeFogao

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Justiça obriga petista a se retratar por fake com Bolsonaro feita por IA

Foto: Agência Câmara

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal determinou, nesta sexta-feira (13), que o deputado federal Rogério Correia (PT) faça uma retratação pública em todas as suas redes sociais após divulgar uma imagem falsa criada por inteligência artificial envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

A decisão manda que o parlamentar esclareça, em até 24 horas, que a imagem não era verdadeira e que o encontro jamais aconteceu. Caso descumpra a ordem, Rogério poderá pagar multa diária de R$ 10 mil, limitada inicialmente a R$ 50 mil. A Justiça também proibiu o deputado de republicar a montagem ou qualquer variação que sugira proximidade entre os citados com base em imagens inexistentes.

Foto:

A postagem foi feita no perfil oficial do parlamentar no X no domingo (1º) e apagada logo depois. A defesa de Bolsonaro sustentou que a publicação vinha acompanhada de legendas que imputavam crimes de corrupção ao ex-presidente e insinuavam uma relação inexistente com o empresário citado.

Segundo a juíza Patrícia Vasques Coelho, o caráter ilícito da postagem ficou evidente, já que o próprio deputado admitiu ter fabricado a cena para expressar uma suposta articulação política. Rogério Correia terá 15 dias para apresentar sua defesa após ser citado.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

PLANALTO MANDA CALAR: Sidônio veta ministros de Lula em crise STF x Banco Master

Foto: Antonio Augusto/STF

O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Sidônio Palmeira, orientou ministros do governo Lula (PT) a não comentar publicamente a crise envolvendo o STF e o Banco Master. A ordem, segundo apuração, é manter o governo fora do embate e evitar desgaste político em meio à escalada de tensão institucional.

No Palácio do Planalto, a avaliação é de que o caso deixou de ser apenas financeiro e passou a configurar uma disputa direta entre a Polícia Federal e o STF. Por isso, a orientação é de silêncio absoluto para não puxar o governo para o centro do conflito.

Sidônio também reforçou aos ministros que evitem críticas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O senador indicou Jocildo Lemos, ex-presidente da Amapá Previdência (Amprev), órgão responsável pela previdência complementar dos servidores do estado.

Lemos é investigado após a Amprev investir R$ 400 milhões em títulos do Banco Master e foi alvo de busca e apreensão da PF no início do mês.

A crise ganhou novo capítulo após a divulgação de detalhes de uma reunião reservada entre ministros do STF, realizada na quinta-feira (12). Parte da Corte acredita que o encontro pode ter sido gravado. Na reunião, ficou definido que o ministro Dias Toffoli deixaria a relatoria do caso, que foi redistribuído ao ministro André Mendonça, aumentando ainda mais a tensão nos bastidores de Brasília.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

TRAGÉDIA EM ITUMBIARA: morre segundo filho baleado por secretário que se matou após o crime

Foto: Reprodução

Morreu na tarde desta sexta-feira (13) Benício Araújo Machado, de 8 anos, o segundo filho do secretário de Governo de Itumbiara (GO), Thales Machado, de 40 anos. A morte ocorre um dia após o irmão mais velho, Miguel, também não resistir, em um caso registrado pela Polícia Civil de Goiás como homicídio seguido de autoextermínio.

Segundo a PCGO, Thales atirou contra os dois filhos na madrugada de quinta-feira (12), no condomínio onde a família morava, e depois tirou a própria vida. Benício estava internado em estado gravíssimo no Hospital Estadual de Itumbiara São Marcos desde o dia do ocorrido, mas não resistiu. A informação foi confirmada pela polícia e por pessoas ligadas ao hospital, segundo o Metrópoles.

Em carta publicada em rede social, Thales pediu desculpas a familiares e amigos, relatou problemas no casamento e mencionou ter descoberto uma suposta traição da esposa, que estava em viagem a São Paulo no momento da tragédia. Horas antes do crime, ele havia feito uma postagem com declarações de amor aos filhos.

O caso segue sob investigação da PCGO, que informou não haver indícios de participação de terceiros nem detalhes oficiais sobre a dinâmica dos fatos. Thales era secretário de Governo desde 2021, genro do prefeito Dione Araújo, e era citado nos bastidores como possível candidato nas eleições deste ano. A Prefeitura decretou luto oficial de três dias, e o governador Ronaldo Caiado lamentou publicamente o ocorrido.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Com parceria público-privada, Prefeitura de São Gonçalo realizou prévia de Carnaval com grande cortejo pelas ruas da cidade

Foto: Divulgação

A Prefeitura de São Gonçalo do Amarante abriu oficialmente, na tarde desta quinta-feira (12), a edição 2026 do Carnaval das Tradições com um grande cortejo pelas ruas do Centro da cidade.

Promovido por meio da Secretaria Municipal de Cultura, o evento reuniu milhares de foliões em um percurso marcado por música, manifestações culturais e celebração da identidade local.

A abertura oficial foi conduzida pelo prefeito Jaime Calado, acompanhado da senadora e primeira-dama Zenaide Maia, vereadores, secretários municipais e a presença das deputadas estaduais Terezinha Maia e Eudiane Macedo.

Foto: Divulgação

Na ocasião, o prefeito destacou a importância do evento para a valorização cultural da cidade. “Esse grande evento mostra que é possível valorizar a cultura popular e manter a tradição viva em nosso município de forma responsável. Com o apoio da iniciativa público-privada, estamos levando alegria para o nosso povo”, enfatizou.

A concentração ocorreu em frente ao Teatro Municipal, ao som da artista local Kris Lima, responsável por animar os foliões no esquenta que antecedeu o cortejo.

Com o tema “Galo na Folia”, os 28 blocos percorreram a Rua Alexandre Cavalcante ao som da banda Detroit, em direção à Praça Senador Dinarte Mariz. O artista Ilderson Lima, que interpreta a personagem Catita di Songa, do Bloco Amor de Quenga, ressaltou a relevância do momento para a classe artística. “Nós, que compomos a classe artística, nos sentimos lisonjeados com esse momento. Mostramos à população que Carnaval é cultura, é resgate, mas, acima de tudo, inclusão e respeito”, afirmou.

Foto: Divulgação

Durante a programação, também foram escolhidos o Rei e a Rainha do Carnaval 2026. Luciano Oliveira foi eleito Rei Momo, enquanto Gaby Vieira manteve, pelo segundo ano consecutivo, o título de Rainha do Carnaval.

O encerramento do cortejo aconteceu na Praça Senador Dinarte Mariz, onde o cantor Léo Fera apresentou sucessos de sua carreira.

O Carnaval das Tradições 2026 conta com patrocínio da Rede Mais Supermercados, por meio da Lei Câmara Cascudo, com incentivo da Secretaria Estadual de Cultura, da Secretaria Estadual de Fazenda, da Fundação José Augusto e do Governo do Estado do Rio Grande do Norte, além do apoio da Academia Life Jardins e do Bloco Amor de Quenga.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

Bastidores do Caso Master: PF se reúne com Mendonça após saída de Toffoli

Foto: Gustavo Moreno/STF

Um dia após ser sorteado relator do Caso Master no STF, o ministro André Mendonça se reuniu, por cerca de duas horas, com integrantes da Polícia Federal. O encontro ocorreu nesta sexta-feira (13) e teve como foco o andamento atual da investigação, que agora está sob responsabilidade do ministro indicado ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

A reunião contou com a presença do diretor-executivo da PF, William Marcel Murad, número dois da corporação. O diretor-geral, Andrei Rodrigues, não participou por estar fora de Brasília. Mendonça participou de forma remota, direto de São Paulo, onde também acompanhou virtualmente a sessão do STF em que Dias Toffoli deixou a relatoria do caso.

Segundo relatos de integrantes do Supremo e da própria PF, os investigadores apresentaram a Mendonça e à equipe de seu gabinete um panorama da fase atual da apuração.

O encontro também serviu para alinhamento de procedimentos, algo que o ministro costuma fazer em processos sob sua relatoria. Na conversa, Mendonça reforçou, de maneira indireta, que adota uma atuação técnica e defendeu serenidade na condução dos trabalhos.

André Mendonça foi sorteado relator na quinta-feira (12), após Toffoli deixar o caso. A escolha foi bem recebida pela cúpula da Polícia Federal. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, chegou a dizer a interlocutores que tem uma “ótima” relação com Mendonça, apesar de sua indicação ao Supremo ter sido feita por Bolsonaro.

A saída de Toffoli ocorreu após Andrei entregar ao presidente do STF, Edson Fachin, um relatório que apontava menções ao ministro no celular de Daniel Vorcaro, dono do Master.

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

Operação Liberdade fecha o cerco e prende três do tráfico que atuavam em Pipa

Foto: Divulgação/PCRN

Três suspeitos foram presos pela Polícia Civil por tráfico de drogas e associação para o tráfico, com atuação na praia de Pipa, em Tibau do Sul. As prisões fazem parte de mais uma fase da Operação Liberdade, voltada ao enfrentamento de grupos criminosos no litoral sul do estado.

Os presos têm 23, 22 e 34 anos e foram localizados em municípios diferentes durante as diligências. Um foi detido em Nísia Floresta, outro em Natal e o terceiro em Parnamirim, todos no desdobramento da mesma investigação conduzida pela Polícia Civil.

De acordo com as investigações, os suspeitos mantêm ligações diretas com organizações criminosas envolvidas na comercialização de entorpecentes e também são investigados por participação em outros crimes relacionados. A atuação do grupo se concentrava em uma das áreas turísticas mais conhecidas do Rio Grande do Norte.

Após os procedimentos legais, os três foram encaminhados ao sistema prisional e permanecem à disposição da Justiça. A Polícia Civil reforçou o pedido de apoio da população no combate à criminalidade, por meio de denúncias anônimas pelo Disque Denúncia 181.

Opinião dos leitores

  1. Essa equipe da Delegacia de Tibau do Sul vem desenvolvendo um belo trabalho de combate ao crime em sua circunscrição.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

VÍDEO: CAOS NA BR-101: carreta tomba e cerveja é saqueada em Canguaretama

Imagens: Reprodução/TV Tropical

Uma carreta tombou na BR-101, em Canguaretama, e a carga de cerveja acabou sendo saqueada por populares. Vídeos que circulam nas redes mostram pessoas pegando as bebidas espalhadas pela pista.

O incidente ocorreu durante o transporte da carga e, até o momento, não há registro de feridos graves. A movimentação causou congestionamento no trecho, enquanto a carreta permanecia caída.

Autoridades e órgãos de trânsito foram acionados para controlar a situação e organizar a retirada da carga. Apesar da presença de populares, ainda não há informação sobre prisões ou medidas aplicadas.

No RN, casos de saque em acidentes de transporte não são raros e chamam atenção para a dificuldade de fiscalização e segurança nas rodovias estaduais e federais.

Opinião dos leitores

  1. Isso só revela a degraça de nossa moralidade. Vai pergunta aí, todos se acham honestos. Maldito seja todo aquele que rouba.

  2. Infelizmente, enquanto boa parte dos brasileiros tiverem essa cultura de se dar bem, sem se importar com o outro, esse país só vai de ladeira abaixo, também não é de admirar um país que nas últimas décadas tivemos 18 anos desgovernado por ptistas não poderia ter uma evolução plausível na educação da população.

  3. Isso é de criação…
    As pessoas criticam os roubos, a corrupção e os crimes em geral…
    Mas quando tem uma oportunidade, cometem todo tipo de delitos, achando que, por ser um “delito pequeno”, não haverá problemas…
    Legalmente, furto é furto, independente do tamanho do que foi roubado…
    Aprendi em casa, com meu querido pai, em trilhar o caminho foi bem e batalhar para ter as coisas, sem lesar ninguém e meter a mão no que não é meu…
    Lembrem-se, corrupção mata…
    Temos no voto, o poder de reverter essa filosofia nefasta que está acabando com nossa Nação…

    1. Meus também me ensinaram isso. Roubo é roubo, não tem justificativa. 😡😡😡

  4. O carnaval dos bolsonaristas esta garantido. Só carrão parando e como sabemos os bolsonaristas veem crise em tudo então aproveitao a oportunidade.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

‘Brasilização’ ameaça economias ricas, diz The Economist; saiba por quê

Foto: Getty Images

A revista britânica The Economist acendeu o sinal de alerta para economias desenvolvidas. O motivo? O risco de sofrer a chamada “brasilificação” — cenário de juros altos, crescimento lento e rigidez fiscal, que hoje já marca o Brasil.

Segundo a publicação, mesmo com instituições fortes e Banco Central independente, o país convive com juros persistentes que engolem parte do orçamento e dificultam controlar a dívida pública. A revista projeta que, sem uma queda brusca dos juros, o problema só tende a aumentar.

O alerta não é só para o Brasil. A revista aponta que países ricos, como os Estados Unidos, podem seguir caminho parecido. Fatores como envelhecimento da população, aumento de gastos sociais e polarização política dificultam reformas fiscais. As críticas incluem as investidas de Donald Trump contra o Federal Reserve, mostrando como pressão política sobre a economia pode agravar o quadro.

No fim das contas, a mensagem é direta: ignorar o efeito dos juros sobre a dívida pode transformar economias avançadas em versões sofisticadas de um problema antes limitado a mercados emergentes. Um recado que, para quem acompanha a política e economia global, não pode ser ignorado.

Opinião dos leitores

  1. Juros altos e crescendo acima de todas as previsões. A Bovespa bate 190 mil pontos, recorde! Parece que os investidores pensam diferente.

  2. Democracia nacional precisa de ajustes no três poderes,pois tornou-se um estado arrecadador , populista , anti-produtivo , ineficiente , perdulário e sobretudo corrupto.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Empresário potiguar Sérgio Azevedo integra lista nacional dos 100 Mais Influentes da Energia em 2025

O empresário potiguar e CEO da Dois A Engenharia, Sérgio Azevedo foi eleito um dos “100 Mais Influentes da Energia 2025”, na categoria Infraestrutura, ranking nacional promovido pelo Grupo Mídia, por meio do Ecossistema Full Energy. A premiação reúne lideranças que se destacaram na condução de projetos estratégicos e na consolidação de iniciativas relevantes para o avanço do setor energético brasileiro.

A seleção é realizada pelo conselho editorial do Grupo Mídia, que avalia trajetória profissional, impacto institucional, contribuição estratégica, relevância técnica e influência no cenário nacional. A categoria Infraestrutura contempla executivos responsáveis por projetos estruturantes e soluções que fortalecem a base operacional da matriz energética brasileira, em um cenário marcado pela transição energética e pela expansão das fontes renováveis.

Para Sérgio Azevedo, ter o nome da lista é motivo de reconhecimento de um trabalho consolidado. “Recebo com alegria e senso de responsabilidade. Esse reconhecimento é coletivo, resultado do trabalho consistente de todo um time e da contribuição ativa ao setor. Mais do que obras, buscamos consolidar capacidade técnica, institucional e humana”, considerou.

À frente da Dois A Engenharia e Tecnologia e presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Rio Grande do Norte (Sinduscon-RN), Sérgio Azevedo também integra o conselho da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) e participa da Comissão Temática de Energias Renováveis (COERE/Fiern).

“O Nordeste, embora esteja sofrendo muito em razão dos cortes de geração, tem vocação natural para as renováveis. Ao conectar execução eficiente com articulação institucional, ajudamos a transformar potencial em investimento concreto, geração de emprego e desenvolvimento regional”, destacou, relembrando que a integração entre infraestrutura, engenharia e energia é elemento central para a consolidação de investimentos e para o desenvolvimento regional.

A Dois A Engenharia e Tecnologia atua com foco em excelência técnica, sustentabilidade e inovação, mantendo certificações em segurança, qualidade e meio ambiente e reconhecimento como empresa certificada pelo selo Great Place To Work (GPTW).

O reconhecimento nacional fortalece o nome do empresário potiguar em um conjunto de lideranças que participam ativamente das transformações do setor energético brasileiro, especialmente em um período de reconfiguração regulatória e fortalecimento das fontes limpas na matriz nacional.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *