Jornalismo

Uma viagem para o futuro ou para o passado?

Crédito: Fotomontagem

No começo dos anos 1960, os cartunistas americanos William Hanna e Joseph Barbera criaram dois desenhos animados que rapidamente caíram no gosto popular e se tornaram sucessos atemporais. Os Flintstones mostravam como uma família poderia viver em um mundo pré-histórico e sem qualquer facilidade tecnológica disponível nos dias atuais. Os Jetsons, por sua vez, apresentavam um cenário oposto, mostrando personagens que viviam em um futuro distante repleto de máquinas inteligentes e serviços que facilitam a vida das pessoas. Neste momento, os políticos brasileiros estão com o papel e o lápis na mão, mas não é possível dizer em qual das animações eles estão se inspirando para desenhar o Brasil dos próximos anos. Na terça-feira 31, o Senado Federal tinha em mãos todas as ferramentas necessárias para ajudar o País a dar um passo em direção à modernidade. Mas escolheu empurrar com a barriga o PLC 28/2017, proposta para regulamentar Uber, Cabify e 99, aprovando um texto favorável às empresas de aplicativos de transporte. Mas, ao mudar sua redação, o texto volta para a Câmara, que agora precisa dar seu veredicto.

A discussão do projeto foi uma batalha que movimentou as ruas, com vários protestos por diversas capitais brasileiras tanto de taxistas, como de motoristas que apoiam os aplicativos. A briga também envolveu uma pesada campanha de publicidade patrocinada pelos aplicativos de transporte, que chamavam o projeto de “a lei do retrocesso”. “Não somos contra a regulamentação. Mas essas regras devem ser pensadas olhando para o futuro, e não para o passado”, disse Dara Khosrowshahi, CEO da Uber, que veio ao Brasil no esforço final para defender os interesses da empresa (saiba mais ao final da reportagem). “O PLC 28/2017 realmente tem o potencial de restringir o trabalho dos 500 mil motoristas da Uber no Brasil.” Por outro lado, os defensores dos taxistas discordavam. “Eles estão fazendo terrorismo dizendo que o serviço vai acabar, que as pessoas não terão mais renda e que o consumidor não terá mais transporte”, afirmou Carlos Zarattini (PT-SP), deputado federal, autor do texto aprovado na Câmara foi apreciado pelo Senado.

O caso dos aplicativos de transporte é apenas um exemplo entre vários outros em que o rápido avanço tecnológico está transformando importantes setores, como o de telecomunicações, o financeiro e o hoteleiro. Ao mesmo tempo em que não dá para barrar a inovação, é preciso encontrar um meio termo para estabelecer uma competição equilibrada com os setores tradicionais. Por essa razão, a economia digital está sob a mira dos governos. No mesmo dia em que a pauta da regulamentação dos aplicativos de transporte tramitava em Brasília, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou uma medida que fixa alíquota de Imposto Sobre Serviço (ISS) de 2,9% a ser cobrada de serviços de transmissão de áudio e vídeo pela internet, como Spotify e Netflix.

No Banco Central, corre uma consulta pública para colher subsídios que orientem a regulamentação de fintechs, principalmente aquelas que oferecem crédito. No Congresso, a Frente Parlamentar de Economia Digital e Economia Colaborativa pensa em diversas fórmulas para tributar as operações de aplicativos de locação de domicílios por temporada, como o Airbnb. O arsenal burocrático está à disposição do governo e o alvo são as empresas do futuro. “Quando novas tecnologias surgem, há conflito e revolta”, diz Marcus Quintella, coordenador do MBA de empreendedorismo da Fundação Getúlio Vargas. “Elas acabam mexendo em mercados que já estão acomodados. Isso incomoda.”

A importância desses novos negócios para o Brasil é indiscutível. Carentes de serviços de qualidade, os consumidores rapidamente abraçaram essas tecnologias como alternativas a setores tradicionais que, não raro, cobram caro por seus serviços e produtos. O caso da Uber é emblemático. Com 65 milhões de usuários e 2 milhões de motoristas cadastrados em todo o mundo, um quarto da operação está em terras brasileiras. Por aqui, são 500 mil motoristas ativos na plataforma, 17 milhões de usuários e atuação em mais de 100 cidades. Números que devem dobrar até 2019, segundo o seu CEO. Não à toa, ele percorreu os principais gabinetes da Esplanada dos Ministérios para defender os interesses da companhia. A espanhola Cabify também tem no País um de seus maiores mercados, com 1,5 milhão de usuários. A brasileira 99, que deixou de ser um aplicativo para pedir exclusivamente táxis para ser um de transporte privado, recebeu US$ 200 milhões do banco japonês Softbank e da chinesa Didi Chuxing, maior concorrente da Uber.

Diferentemente do setor de transportes, outros que são mais tecnológicos já entenderam que não é possível barrar a inovação. Para competir, as empresas tentam se atualizar. No setor bancário, por exemplo, o Bradesco criou o Next, um banco digital, para concorrer com Nubank e Original – duas fintechs puro-sangue. O Itaú migrou seus clientes de alta renda para o atendimento 100% digital. Porém, quando a inovação é demais, a saída parece ser impedi-la. Há uma semana, o bilionário Carlos Wizard Martins junto do empresário Rodrigo Borges lançaram o Social Bank. Nele, uma pessoa física pode contratar um empréstimo diretamente de outra pessoa física, como muitas vezes, de maneira informal, acontece entre um pai e seu filho ou entre dois amigos.

O Banco Central abriu o olho. “Se a instituição financeira faz a capitação junto ao público, o olhar do Banco Central será diferente. A regulamentação tem que ser compatível ao risco que ela impõe ao sistema financeiro”, disse Otávio Damaso, diretor de regulação do BC, órgão que já possui uma consulta aberta para tentar regulamentar esse tipo de operação. O fundador do banco, Rodrigo Borges, diz que nada disso é preciso. “Nós estudamos por dois anos a legislação antes de lançarmos o banco. E posso garantir: estamos respaldados por ela. O empréstimo entre duas pessoas, com a cobrança de juros, já é prevista.”

Nas telecomunicações, nem mesmo o sindicato patronal se posiciona mais contra os serviços de transmissão, como Netflix e Spotify, ou os aplicativos de mensagens, como o WhatsApp, que permitem ligações entre celulares sem tarifa. O que não é possível aceitar, diz Eduardo Levy, presidente do Sinditelebrasil, é que as empresas tradicionais tenham uma carga tributária de 50%, enquanto que as startups bilionárias recolham menos do que 5%. “Todas as nossas iniciativas são para acabar com os fundos que encarecem o serviço no Brasil, diminuir a cobrança de ICMS sobre serviços essenciais. Não queremos que ninguém tenha uma carga de 50% – nem nós, nem eles”, afirma Levy.

A briga é semelhante no setor hoteleiro. Enquanto os hotéis têm uma carga de 40%, o Airbnb não paga tributos institucionalmente e repassa aos usuários o ônus de recolher 27,5% do imposto de renda. O embate entre a associação do setor, a ABIH-Nacional, e o aplicativo chegou até ao Supremo. “Ninguém é contra a modernidade, mas contra a elevada carga tributária existente para algumas empresas e inexistente para outras”, reclama Dilson Jatahy Fonseca Neto, presidente da ABIH-Nacional. O Airbnb responde. “Sempre reiteramos que novas regras para o aluguel de temporada no Brasil devem proteger a inovação, a concorrência e o empreendedorismo, buscando o maior benefício para toda a sociedade”, posicionou-se, por meio de nota.

O Banco Central abriu o olho. “Se a instituição financeira faz a capitação junto ao público, o olhar do Banco Central será diferente. A regulamentação tem que ser compatível ao risco que ela impõe ao sistema financeiro”, disse Otávio Damaso, diretor de regulação do BC, órgão que já possui uma consulta aberta para tentar regulamentar esse tipo de operação. O fundador do banco, Rodrigo Borges, diz que nada disso é preciso. “Nós estudamos por dois anos a legislação antes de lançarmos o banco. E posso garantir: estamos respaldados por ela. O empréstimo entre duas pessoas, com a cobrança de juros, já é prevista.”

Nas telecomunicações, nem mesmo o sindicato patronal se posiciona mais contra os serviços de transmissão, como Netflix e Spotify, ou os aplicativos de mensagens, como o WhatsApp, que permitem ligações entre celulares sem tarifa. O que não é possível aceitar, diz Eduardo Levy, presidente do Sinditelebrasil, é que as empresas tradicionais tenham uma carga tributária de 50%, enquanto que as startups bilionárias recolham menos do que 5%. “Todas as nossas iniciativas são para acabar com os fundos que encarecem o serviço no Brasil, diminuir a cobrança de ICMS sobre serviços essenciais. Não queremos que ninguém tenha uma carga de 50% – nem nós, nem eles”, afirma Levy.

A briga é semelhante no setor hoteleiro. Enquanto os hotéis têm uma carga de 40%, o Airbnb não paga tributos institucionalmente e repassa aos usuários o ônus de recolher 27,5% do imposto de renda. O embate entre a associação do setor, a ABIH-Nacional, e o aplicativo chegou até ao Supremo. “Ninguém é contra a modernidade, mas contra a elevada carga tributária existente para algumas empresas e inexistente para outras”, reclama Dilson Jatahy Fonseca Neto, presidente da ABIH-Nacional. O Airbnb responde. “Sempre reiteramos que novas regras para o aluguel de temporada no Brasil devem proteger a inovação, a concorrência e o empreendedorismo, buscando o maior benefício para toda a sociedade”, posicionou-se, por meio de nota.

 

 

ISTOÉ

Opinião dos leitores

  1. Gostaria de saber porque os taxistas, ao em vez querer embarrerar o Uber, não aproveitam a oportunidades pra pleitear a desburocratização do sistema de taxi?

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[VÍDEO] Ex-secretário do governo Fátima elogia atendimento humanizado na UPA de Pajuçara, administrada pela Prefeitura de Natal

O petista Pedro Lopes, candidato a deputado estadual, ex-secretário estadual de Administração e ex-controlador-geral do Estado, publicou um vídeo nas redes sociais elogiando o serviço de Saúde da Prefeitura de Natal, especificamente o atendimento da equipe médica da UPA Pajuçara, na Zona Norte de Natal.

Na publicação, o petista registrou seu agradecimento à equipe médica e aos funcionários da unidade “pelo atendimento humanizado e respeitoso que testemunhei durante o acompanhamento de uma querida parente”.

O reconhecimento ao serviço ofertado pela saúde municipal, vindo de um opositor da gestão do prefeito Paulinho Freire (União Brasil), rendeu reações positivas para o candidato do PT. Um seguidor comentou na publicação parabenizando Pedro Lopes pela “coragem e hombridade em reconhecer a eficiência e a qualidade dos nossos serviços municipais”, destacando que esse resultado é fruto do trabalho iniciado na gestão do ex-prefeito e candidato ao Governo do Estado Álvaro Dias (PL).

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Em primeira semana de campanha, candidatos ao Governo do Estado têm agendas intensas com mobilizações em Natal e no interior do RN

Fotos: Divulgação

Os principais candidatos ao Governo do Estado intensificaram as atividades na primeira semana oficial de campanha, com carreatas, caminhadas, adesivaços, comícios e entrevistas em Natal e no interior do RN.

Álvaro Dias (PL) foi quem cumpriu a agenda mais extensa, com atos em diferentes regiões. Ele abriu a campanha com uma mobilização na Praça Cívica, em Natal. Em seguida, escolheu Caicó, cidade onde nasceu, como ponto de partida da campanha pelo interior. Ao longo da semana, levou sua “Onda 22” para Mossoró, Caraúbas, Rodolfo Fernandes e Parnamirim. Neste domingo (23), a mobilização passou pelas orlas de Ponta Negra, Praia dos Artistas e Redinha, novamente na capital Natal.

Já Cadu Xavier (PT) começou botando seu bloco na rua no primeiro dia de campanha em Natal e Mossoró. Ao longo da semana, percorreu municípios do Vale do Açu, Trairi e Seridó. O principal ato ocorreu na quinta-feira (20), quando participou de um comício na Arena das Dunas com a presença do presidente Lula. Neste domingo (23), mantém a agenda com mobilizações em bairros de Natal.

Allyson Bezerra (União Brasil) iniciou a campanha com adesivaço e caminhada nas Rocas e também passou por Igapó e Nova Descoberta, em Natal. O candidato participou de entrevistas e, na sexta-feira (21), iniciou uma caravana pelo interior. No sábado (22), cumpriu uma extensa agenda em Mossoró, com caminhada, carreata, adesivaço e comício. Neste domingo (23), segue pelo Alto Oeste.

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[VÍDEO] Confira o momento da prisão dos suspeitos de integrar “Tribunal do Crime” e que pretendiam executar mulher no Passo da Pátria

Imagens mostram o momento em que suspeitos são presos durante uma operação que impediu a execução de uma mulher pelo “Tribunal do Crime” no Passo da Pátria, na Zona Leste de Natal. Os indivíduos foram xingados por populares que acompanhavam a cena.

Segundo as informações repassadas à polícia, a mulher era acusada de atuar como informante e por isso seria executada pelo chamado “tribunal do crime”. A intervenção das forças de segurança ocorreu antes que o crime fosse cometido. A ação contou com o apoio do helicóptero Potiguar 01 que abordou uma embarcação onde a vítima estava.

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[VÍDEO] Equipe do Potiguar 01 intercepta embarcação e impede execução de mulher pelo ‘Tribunal do Crime’ no Passo da Pátria

Uma mulher que seria executada pelo chamado “tribunal do crime” foi resgatada pelo patrulhamento aéreo da Secretaria Estadual da Segurança Pública e Defesa Social (Sesed) no Passo da Pátria, na zona leste de Natal, na tarde deste domingo (23).

Segundo as informações do Via Certa Natal, ela teria sido acusada de atuar como informante e estava em uma embarcação no Rio Potengi quando foi localizada.

Acionada pela Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (ROCAM), a equipe do helicóptero Potiguar 01 interceptou a embarcação e impediu a execução. A mulher foi retirada do local em segurança. As circunstâncias do caso serão investigadas pelas autoridades.

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Novo El Niño pode encarecer alimentos e pressionar ainda mais a inflação no Brasil

Foto: Mariene Lino / CBN

Um novo El Niño pode pressionar a inflação brasileira e encarecer alimentos nos próximos meses. Segundo estudo do Rabobank, grupo que financia o agronegócio ao redor do mundo, os efeitos dos choques climáticos sobre os preços podem aparecer gradualmente e atingir o pico em até seis meses.

O impacto de um El Niño forte poderia acrescentar cerca de 0,83 ponto percentual ao IPCA. Apenas os alimentos in natura responderiam por aproximadamente 0,53 ponto percentual dessa pressão.

Produtos como carnes e hortaliças, seriam os mais afetados. Em um cenário de El Niño forte, os preços dessa categoria poderiam subir 19,9%, enquanto a alimentação no domicílio teria alta de 6,32%. Em um evento moderado, as estimativas são de aumentos de 13,4% e 2%, respectivamente.

As hortaliças tendem a sentir os efeitos primeiro por terem ciclos de produção mais curtos e maior sensibilidade às condições climáticas. Produtos como milho, café, frutas, laranja, cana-de-açúcar, trigo e arroz também podem sofrer alta, dependendo da intensidade do fenômeno. O leite pode ser afetado pelas condições de chuva no Sul.

O El Niño ocorre quando há aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, alterando os padrões de chuva e temperatura. No Brasil, o fenômeno pode provocar secas em regiões produtoras e chuvas acima da média em outras áreas. Segundo a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), há cerca de 80% de probabilidade de ocorrência de um El Niño forte até o fim do ano.

Os efeitos, porém, não devem ser iguais em todo o país. A redução das chuvas pode prejudicar a pecuária no Centro-Oeste e no Norte, enquanto algumas culturas do Nordeste, como o feijão, podem ser beneficiadas. No Sul, o aumento das chuvas pode favorecer as culturas de inverno.

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Debate presidencial da Band neste domingo (23) terá presença de três candidatos e três púlpitos vazios

Foto: Reprodução

O debate presidencial da Band será realizado neste domingo (23), às 20h, apenas com a participação de Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante).

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o governador Romeu Zema (Novo) não participarão do encontro.

Zema desistiu do debate neste domingo e afirmou que tomou a decisão devido à ausência de Lula e Flávio, que aparecem nas primeiras posições das pesquisas eleitorais.

Com as desistências, três púlpitos permanecerão vazios no estúdio, reservados aos candidatos ausentes. A disposição foi definida por sorteio entre as campanhas.

O debate será transmitido pela Band, BandNews TV, rádios do grupo, pelo portal da emissora e pelos canais oficiais no YouTube. A transmissão em TV aberta começa às 20h.

A manutenção de espaços vazios para candidatos ausentes já ocorreu em outros debates. Em 2006, a Globo manteve o púlpito reservado a Lula mesmo sem a participação do então candidato à reeleição.

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Em Parnamirim, maior cidade consevadora do RN, Carla Dickson mostra força ao lado de Álvaro Dias e Coronel Hélio

A deputada federal Carla Dickson (PL-RN) reuniu, na tarde deste sábado (22), lideranças políticas e apoiadores durante um encontro realizado no Buganville Hall, em Parnamirim, na Grande Natal.

O evento contou com a presença do candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias (PL), e do candidato ao Senado, Coronel Hélio (PL). O encontro foi marcado por manifestações de apoio à reeleição de Carla Dickson para a Câmara Federal e às candidaturas do grupo político.

Durante o encontro, Carla Dickson destacou a receptividade dos apoiadores e reafirmou o compromisso de continuar atuando em defesa do Rio Grande do Norte.

“É um privilégio receber o carinho do povo querido de Parnamirim, em apoio à nossa reeleição e também à candidatura do nosso candidato Álvaro Dias. Aqui reafirmamos, juntos, nosso compromisso de trabalhar muito pelo nosso Estado, defendendo sempre nossos princípios e compromissos com o povo”, ressaltou Carla Dickson.

Álvaro Dias também destacou a atuação da deputada federal e defendeu a renovação de seu mandato. Segundo ele, a parceria construída durante o período em que foi prefeito de Natal contribuiu para a viabilização de investimentos e obras no município.

“Precisamos de pessoas comprometidas com o povo do Rio Grande do Norte na Câmara Federal. Quando fui prefeito de Natal, contei com o apoio de Carla Dickson, que destinou importantes recursos e nos ajudou a realizar obras na nossa cidade. Carla tem trabalho e compromisso, por isso merece ter seu mandato renovado e, como governador, quero contar com ela em Brasília para nos ajudar a fazer ainda mais pelo nosso Estado”, afirmou Álvaro Dias.

A única deputada federal de direita do estado, Carla reforçou durante o encontro, as articulações políticas do grupo em Parnamirim e a mobilização de lideranças em torno das candidaturas apresentadas para as eleições gerais de 2026.

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Dino determina que emendas parlamentares indicadas por presidentes de partidos são nulas

Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou que sejam consideradas nulas as emendas parlamentares que tenham sido indicadas ou operacionalizadas diretamente por presidentes de partidos políticos.

Dino também deu prazo de cinco dias úteis para que as legendas que ainda não se manifestaram sobre a possível participação de seus dirigentes na distribuição ou operacionalização das emendas. Em caso de descumprimento, os partidos estarão sujeitos a multa diária de R$ 100 mil.

O ministro também estabeleceu que a Câmara dos Deputados e o Senado sejam comunicados da decisão para dar “imediata e ampla ciência aos órgãos técnicos, assessorias, servidores e demais agentes envolvidos no processamento das indicações de emendas parlamentares”.

Segundo as manifestações já encaminhadas à Corte, os partidos afirmam, em sua maioria, que seus presidentes não possuem cotas de emendas nem poder formal para definir a destinação dos recursos. A indicação das emendas é prerrogativa de deputados e senadores. Dino determinou ainda que as informações enviadas pelos partidos sejam encaminhadas à Polícia Federal para análise.

Em julho, o ministro já havia determinado o bloqueio de bens de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, e do ex-deputado Eduardo Cunha (Republicanos-MG), em investigação sobre suspeitas de desvio de emendas parlamentares.

Com informações de CNN

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COINCIDÊNCIA? Lula promete gastar mais em compras de fabricante de armas de guerra comprada pelos irmãos Batista


Imagens: Reprodução/g1

O presidente Lula (PT) vem prometendo gastar mais em compras para fortalecer a indústria nacional da Defesa. Em discursos recentes, durante a campanha presidencial, Lula vem reforçando essa ideia. Entre as empresas onde esse investimento deve ser feito está a Avibras, adquirida recentemente pelos irmãos Joesley e Wesley Batista.

A conclusão da operação de compra feita pelos irmãos Batista foi anunciada na sexta-feira (21) e aconteceu após a empresa passar por recuperação judicial e receber R$ 300 milhões em financiamento privado que contou com participação de Joesley Batista na captação dos recursos, ainda antes dele assumir o controle da empresa ao lado do irmão Wesley.

A fábrica localizada em Jacareí-SP voltou a operar em maio deste ano. No fim de julho, a Avibras recebeu a visita do presidente Lula e do vice Geraldo Alckmin. Na ocasião, Lula prometeu ampliar encomendas à empresa. Recentemente, no sábado (23), em comício realizado Rio de Janeiro, Lula reforçou em seu discurso que pretende ampliar investimentos no setor de Defesa.

Joesley e Wesley Batista são figuras carimbadas em missões internacionais durante o terceiro mandato de Lula na Presidência governo Lula, como em viagens à China e à Indonésia. Mas não é de hoje a proximidade entre os irmãos Batista, Lula e o PT. A expansão da JBS foi fortemente financiada pelo BNDES durante os governos Lula. Delações de executivos da JBS já relataram propinas a políticos do PT e outros partidos aliados do governo.

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Quinto fugitivo de penitenciária estadual em Nísia Floresta é recapturado em Pernambuco; seis ainda seguem foragidos

Foto: Seap/RN

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) recapturou em Pernambuco mais um dos detentos que fugiram no dia 31 de julho da Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga, em Nísia Floresta, na Grande Natal. A prisão de Jonatas Ferreira Isis Dorea da Silva ocorreu na noite de sábado (22), durante uma abordagem realizada em Igarassu, na Grande Recife.

Com a captura, cinco dos 11 presos que conseguiram escapar da unidade já foram recapturados. Seis deles ainda permanecem foragidos: Cleidson Martins Dantas, Kaio do Nascimento Gomes, Tiago Nogueira da Silva, Petrúcio Railande dos Santos, Jackson Matheus Martins Simões e Eliandson Luciano de Lima.

Relembre a fuga

A fuga aconteceu no Complexo de Alcaçuz. Ao todo, 13 detentos deixaram uma cela naquela manhã. Dois foram encontrados ainda dentro da penitenciária, enquanto os outros 11 chegaram à área externa e fugiram.

Segundo a Secretaria da Administração Penitenciária do Rio Grande do Norte (Seap), os presos retiraram o vaso sanitário e escavaram uma passagem pela tubulação da cela até alcançar o lado de fora da unidade. A movimentação foi registrada pelas câmeras de monitoramento. A Seap abriu um procedimento administrativo para investigar as circunstâncias da fuga.

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