O uso de pseudônimos em exames de saúde de pessoas públicas é comum e não representa uma irregularidade em potencial, afirma a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial.
A Folha questionou a entidade, que reúne profissionais da área de laboratórios clínicos e dezenas de empresas do setor, após a divulgação nesta quarta-feira (13) dos exames para a Covid-19 feitos pelo presidente Jair Bolsonaro, nos quais ele usou uma identificação fictícia.
Nas análises laboratoriais a que se submeteu para detectar se havia contraído o novo coronavírus, em março, Bolsonaro usou três nomes alternativos: “Airton Guedes”, “Rafael Augusto Alves da Costa Ferraz” e “Paciente 05”.
O número de identidade, CPF e data de nascimento eram os verdadeiros em dois desses documentos —em um deles, não havia os dados.
Segundo a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica, cada laboratório ou hospital tem suas regras para identificação de pacientes nos exames, mas o uso de pseudônimos é comum entre pessoas públicas, como políticos e artistas, como forma de preservar a intimidade.
Há três anos, foto com nome e dados do prontuário médico da ex-primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva, que havia sofrido um AVC e estava internada em São Paulo, vazou e foi compartilhada em grupos de WhatsApp. Ela acabou morrendo dias depois, em 3 de fevereiro de 2017.
A advogada especializada em direito médico Mérces da Silva Nunes, que é doutora pela PUC de São Paulo, aponta um outro fator a favor da ocultação do nome verdadeiro em exames como os feitos por Bolsonaro.
“Pessoas famosas já usam isso porque há uma possibilidade de haver um comprometimento do resultado em função de quem está fazendo o exame. Para evitar isso e ter certeza do resultado verdadeiro, muitos usam dados de terceiros”, diz.
No caso de Bolsonaro, afirma ela, “a chance era verdadeira”. “Alguém com o exame de um famoso em mão faz aquilo viralizar imediatamente.”
A especialista afirma que não há nada no Código de Ética Médica que vede a atribuição de pseudônimos em exames. Esse código regula a atividade no país, e infrações sujeitam o profissional à cassação do registro.
FOLHAPRESS

So falta o s t f.pedir o exame de fezes.de bolsonaro.fezes poderia ser uma especialidade do s t f.esya politicagem do stf CHEIRA MAL.
Não sei se é comum esse tipo de comportamento mas pelo menos prá mim, ele está escondendo alguma coisa pois na sua condição de presidente, o mínimo que ele deveria ter era uma postura de transparência.
Cada vez mais eu me arrependo de ter votado nesse sujeito.