Diversos

Vasco estuda cota de ingressos gratuitos para torcedores de baixa renda, iniciativa inédita no futebol brasileiro

20160222-0409-1-_miniCom a justificativa de evitar uma exclusão dos torcedores de renda mais baixa dos jogos do clube – seja pela incapacidade de arcar com os preços ou de aderir ao sócio-torcedor, geralmente com mensalidades cobradas via cartão de crédito -, o presidente do Vasco, Eurico Miranda, anuncia uma tentativa de compensação inédita no futebol brasileiro, e que deve ampliar o debate sobre ingressos. O clube prepara a implantação de uma cota de bilhetes a cada jogo em São Januário para ser dados a torcedores que comprovarem ter baixa renda, nos moldes do programa Bolsa Família do governo federal.

– Estou pensando numa fórmula… Tipo o Bolsa Família, do torcedor se cadastrar e ter direito ao ingresso. Claro, com um limite, separando uma quantidade para isso. O torcedor comprovaria sua renda no cadastro e nós dariamos o ingresso – contou Eurico durante entrevista ao GLOBO na semana passada. Tenho que arrumar uma maneira de não marginalizar a camada popular, o Vasco é um clube popular. O preço teve de ir mais lá em cima este ano. De certa forma, vou penalizar a classe privilegiada. Se não aderir ao sócio-torcedor, vai pagar um preço alto.

Uma das polêmicas que precederam o Campeonato Carioca de 2015, o debate sobre ingressos opôs Flamengo e Fluminense, que desejavam liberdade para definir seus preços, a Vasco e a Federação (Ferj), que defendiam um tabelamento que impusesse bilhetes mais baratos. Um dos argumentos da dupla Fla-Flu era que seus programas de sócio-torcedor impeliam um valor mais elevado às entradas, para manter atraente o plano de associação, cujo principal benefício é o desconto e compra antecipada dos bilhetes.

Um ano se passou e o clube cruzmaltino se dobrou a esta lógica, ainda que haja vozes que a questionem no debate sobre o preço dos ingressos no futebol brasileiro. Se as entradas dos jogos do Vasco em 2015 custavam R$ 15 contra pequenos, para esta temporada o preço mais que triplicou, ficando a R$ 50 – contra o Flamengo custou R$ 80 a entrada inteira de arquibancada. O presidente Eurico Miranda admite que o iminente lançamento do sócio-torcedor vascaíno (previsto para 28 de março e que já tem 20 mil pré-cadastrados) motivou a superinflação em São Januário, mas se diz insatisfeito com o aumento que impôs aos torcedores.

O dirigente dá de ombros a questionamentos sobre um possível caráter paternalista do programa, usando ativos do clube. Nos anos 1990, no esteio de uma década vitoriosa do Vasco nos gramados, Eurico foi duas vezes eleito deputado federal, com o discurso de defender o clube no Congresso Nacional. Agora, sua preocupação é apenas viabilizar legalmente a medida. Ele diz que ainda não definiu a quantidade de ingressos a ser separada para esta cota e nem de quanto será o teto de rendimento de um vascaíno para que tenha direito ao benefício.

– Estou avaliando ainda, tem que adequar às legislações de consumidor, do esporte, mas não creio que haverá problema.

O Globo

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Geral

Prefeitura instala placas de alerta em prevenção a ataques de piranhas no Rio Açu.

Foto: Reprodução

A Prefeitura de Assú instalou nesta terça-feira (13) placas de segurança em pontos do Rio Açu onde a população registrou ataques de piranhas. As sinalizações ficam embaixo da ponte na BR-304 e na comunidade Baviera.

A ação acontece uma semana depois de a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo e a Defesa Civil emitirem o primeiro alerta sobre os cuidados necessários para quem frequenta o rio.

Os técnicos identificaram que os ataques acontecem no período de reprodução da espécie. Nessa fase, as piranhas defendem os ninhos e atacam quando percebem ameaças às crias.

A equipe técnica apontou outro fator que agrava os incidentes: o descarte de alimentos na água. Banhistas que levam comida e jogam restos no rio atraem os peixes e modificam o comportamento natural da espécie. As áreas próximas à vegetação marginal concentram o maior número de ocorrências, porque as piranhas escolhem esses locais para construir ninhos e proteger os filhotes.

O coordenador da Defesa Civil Municipal, Ulisses França, listou as medidas de prevenção. “Evite entrar na água próximo à vegetação, não leve alimentos para dentro do rio e não descarte restos de comida na água. Durante este período reprodutivo, as piranhas defendem seus ninhos e atacam quando se sentem ameaçadas. Em caso de ferimentos, procure atendimento médico. Estamos orientando os frequentadores sobre essas medidas para prevenir novos incidentes”, disse.

A secretária municipal Francymeire de Souza informou que a Secretaria de Meio Ambiente e Mobilidade Urbana monitora a situação. “As ocorrências são sazonais e acontecem em uma época específica do ano, quando as piranhas estão em fase reprodutiva”, explicou.

A Defesa Civil orienta os frequentadores do rio a manter distância das áreas sinalizadas e seguir as recomendações das placas de alerta.

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Saúde

Ministério da Saúde decide não incorporar vacina do herpes zóster ao SUS

Foto: Reprodução

O Ministério da Saúde decidiu não incorporar a vacina para a prevenção de herpes zóster ao SUS (Sistema Único de Saúde). A decisão está em portaria publicada no DOU (Diário Oficial da União).

De acordo com relatório divulgado pela Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde), disponível online, a vacina foi considerada cara diante do impacto que poderia ter em relação ao combate a doença.

A vacina recombinante adjuvada para prevenção do herpes zóster é voltada para idosos com idade maior ou igual a 80 anos e indivíduos imunocomprometidos com idade maior ou igual a 18 anos

“O Comitê de Medicamentos reconheceu a importância da vacina para a prevenção do herpes zóster, mas destacou que considerações adicionais sobre a oferta de preço precisam ser negociadas, de modo a alcançar um valor com impacto orçamentário sustentável para o SUS”, afirma o relatório.

O relatório apresenta também um cálculo dos custos em relação à população que seria beneficiada pelo imunizante. “Ao vacinar 1,5 milhão de pacientes por ano, o custo seria de R$ 1,2 bilhão por ano e, no quinto ano, a vacinação dos 471 mil pacientes restantes com um custo de R$ 380 milhões. Ao final de cinco anos, o investimento total seria de R$ 5,2 bilhões. Dessa forma, a vacina foi considerada não custo efetiva”, diz o texto publicado.

CNN

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Geral

Banco Master: PF faz buscas em endereços de Daniel Vorcaro e parentes dele

PF prende Daniel Vorcaro, dono do Banco Master — Foto: ReproduçãoFoto: Reprodução

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (14) a segunda fase da operação que investiga um suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Master. A ação tem como principais alvos o banqueiro Daniel Vorcaro, dono da instituição, além de endereços ligados a familiares próximos — pai, irmã e cunhado — e ao empresário Nelson Tanure. As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Ao todo, estão sendo cumpridos 42 mandados de busca e apreensão, além de medidas de sequestro e bloqueio de bens e valores que ultrapassam R$ 5,7 bilhões. As diligências ocorrem em São Paulo, inclusive na região da Avenida Faria Lima, e também nos estados da Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Segundo a PF, a investigação aponta para um esquema de captação de recursos, aplicação em fundos e posterior desvio para o patrimônio pessoal de Vorcaro e parentes.

Durante a operação, o cunhado de Vorcaro, Fabiano Campos Zettel, chegou a ser detido no aeroporto quando tentava embarcar para Dubai, mas foi liberado após os procedimentos. Já Nelson Tanure não foi encontrado em sua residência e acabou localizado no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, onde teria o celular apreendido pelos agentes.

A nova fase aprofunda apurações iniciadas em novembro, quando Vorcaro foi preso ao tentar deixar o país em um voo particular, sendo solto dias depois. A PF investiga a venda de títulos de crédito considerados falsos, com CDBs que prometiam rendimentos até 40% acima do mercado. As suspeitas envolvem cifras que podem chegar a R$ 12 bilhões e levaram o Banco Central a decretar a liquidação extrajudicial do Banco Master — decisão que segue sob questionamentos no TCU e envolta em sigilo.

Com informações do G1

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Geral

RN registra quase 8 mil falhas na assistência à saúde em 2025 e acende alerta para segurança do paciente

Foto: Emanuel Amaral

O Rio Grande do Norte contabilizou 7.845 falhas na assistência à saúde ao longo de 2025, segundo levantamento da Organização Nacional da Acreditação (ONA), com base em dados da Anvisa. Os registros envolvem eventos adversos ocorridos em unidades públicas e privadas e colocam o estado como o sexto com mais notificações no Nordeste, em um cenário nacional que somou 480.283 falhas no mesmo período.

Entre os problemas mais recorrentes no RN estão incidentes envolvendo cateteres, sondas e outros dispositivos (1.227 registros), falhas em processos ou procedimentos clínicos (908) e lesões por pressão (849). Apesar do volume elevado, a ONA avalia que os números podem ser ainda maiores, já que muitas instituições deixam de notificar os casos no sistema oficial por medo de punições ou por fragilidades na gestão e na estrutura dos serviços.

Para a gerente-geral de Operações da ONA, Gilvane Lolato, a subnotificação está ligada à ausência de uma “cultura justa” dentro das instituições. Segundo ela, além do receio dos profissionais em relatar erros, pesam fatores como falta de pessoal qualificado, ausência de protocolos padronizados e modelos de gestão ineficientes. “Esses tipos de falhas no RN não fogem do padrão nacional, como erros em medicação, quedas de pacientes e problemas com dispositivos”, avalia.

Os dados mostram que a maioria dos eventos adversos no Brasil ocorreu em hospitais, e parte deles resultou em danos significativos aos pacientes, incluindo casos graves e óbitos. Diante disso, a ONA reforça que o caminho para reduzir as falhas passa pelo reconhecimento dos riscos e pela adoção rigorosa de protocolos de segurança, destacando que o aumento contínuo desses registros desde 2023 expõe um desafio crescente para o sistema de saúde no país.

Com informações da Tribuna do Norte

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Política

Lula decide nesta quarta (14) futuro do Orçamento de 2026, com R$ 61 bilhões em emendas na mesa

Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

O prazo final para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionar ou vetar o Orçamento da União de 2026 se encerra nesta quarta-feira (14). A proposta, aprovada simbolicamente pelo Congresso no fim do ano passado, reserva R$ 61 bilhões para emendas parlamentares e projeta um superávit de R$ 34,5 bilhões nas contas públicas, além de prever cortes em despesas obrigatórias e programas sociais.

Pelo texto aprovado, a maior fatia das emendas — cerca de R$ 49,9 bilhões — fica sob controle direto de deputados e senadores, incluindo emendas individuais, de bancada e de comissão. As chamadas emendas impositivas, de pagamento obrigatório, somam R$ 37,8 bilhões, sendo R$ 26,6 bilhões individuais e R$ 11,2 bilhões destinadas às bancadas estaduais. Há ainda R$ 12,1 bilhões em emendas de comissão, que dependem de liberação do Planalto.

Nos bastidores, o governo já sinalizou que deve conter cerca de R$ 11 bilhões desse total. Na semana passada, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que os valores acima do limite pactuado com base no arcabouço fiscal e em decisões do STF não serão executados, seja por veto, bloqueio ou remanejamento. A estratégia busca reforçar o discurso de responsabilidade fiscal em um ano decisivo do mandato.

O Orçamento também traz cortes sensíveis, como a redução de R$ 6,2 bilhões nas despesas previdenciárias, além de diminuição de recursos para programas sociais. O Pé-de-Meia sofreu queda de R$ 436 milhões, enquanto o Auxílio Gás perdeu cerca de R$ 300 milhões. Em contrapartida, o texto fixa um piso de R$ 83 bilhões para investimentos públicos em 2026, com prioridade para obras do Novo PAC, que seguem pressionadas por restrições orçamentárias.

Com informações do G1

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Geral

VÍDEO: Irã chega ao limite e caminha para um desfecho trágico, afirma Waack

 

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Vídeo: Reprodução/CNN

A República Islâmica do Irã chegou a um ponto de esgotamento em que não há mais caminhos sem custo humano elevado. Qualquer que seja o desfecho da crise atual, o cenário aponta para um resultado trágico. O país já vive uma catástrofe humanitária, com um regime envelhecido, autoritário e violento reprimindo protestos populares enquanto parte da comunidade internacional, incluindo o Brasil, mantém silêncio ou indignação seletiva diante das graves violações de direitos humanos.

A informação é de William Waack, da CNN. O contexto se agrava com a atuação externa. De um lado, a indiferença diplomática de governos que evitam condenar Teerã; de outro, a postura errática do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que incentiva a população iraniana a ir às ruas sem deixar claro que tipo de apoio real poderia oferecer. O resultado é um aumento da tensão interna sem qualquer garantia de proteção aos manifestantes.

Geopoliticamente, o Irã ocupa uma posição central no Oriente Médio, não apenas por sua localização estratégica, população numerosa e recursos naturais, mas sobretudo por seu papel histórico nas disputas religiosas do mundo muçulmano. A revolução islâmica de 1979 transformou profundamente a relação entre Estado e religião, submetendo o poder político à autoridade máxima religiosa e influenciando milhões de pessoas além das fronteiras iranianas.

Décadas depois, porém, essa revolução mostra claros sinais de falência. O regime sobrevive sustentado pela repressão a demandas básicas, como melhores condições de vida e liberdade. Se conseguir resistir, o país seguirá mergulhado em instabilidade e violência. Se ruir ou se transformar, o processo também tende a ser sangrento. Em qualquer cenário, o Irã parece condenado a atravessar um dos períodos mais sombrios de sua história recente.

Com informações da CNN

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Geral

VÍDEO: Nikolas Ferreira reacende críticas ao monitoramento do Pix e acusa governo de “fiscalização disfarçada”

Vídeo: Reprodução/X

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) voltou a atacar o governo Lula nas redes sociais ao criticar as regras de monitoramento do Pix retomadas pela Receita Federal. Em vídeo publicado nesta terça-feira (13), que ultrapassou 1,8 milhão de curtidas em poucas horas no Instagram, o parlamentar afirmou que o Executivo reintroduziu mecanismos de fiscalização que haviam sido revogados após forte repercussão negativa no início do ano.

Na gravação, Nikolas relembra um vídeo publicado em janeiro que pressionou o governo a recuar da ampliação da fiscalização sobre transferências acima de R$ 5 mil feitas por pessoas físicas. Segundo ele, a nova instrução normativa editada em agosto de 2025 retoma esse controle “de forma escondida”, com outro nome e discurso diferente. “Não é imposto, é monitoramento”, afirma o deputado, alertando que a medida pode afetar diretamente trabalhadores informais e autônomos.

A norma citada por Nikolas é a Instrução Normativa RFB nº 2.278, que passou a exigir que fintechs e instituições de pagamento sigam as mesmas obrigações de envio de dados já impostas aos grandes bancos. Com isso, movimentações acima de R$ 2 mil para pessoas físicas e R$ 6 mil para pessoas jurídicas devem ser informadas à Receita por meio do sistema e-Financeira. O governo sustenta que a medida é essencial para combater lavagem de dinheiro, fraudes e a atuação do crime organizado no sistema financeiro.

Embora o governo negue qualquer criação de imposto sobre o Pix, a mudança amplia o rastreamento das transações digitais, o que, na prática, coloca sob maior vigilância rendas que antes circulavam fora do radar do Fisco. Para Nikolas, o problema não é o combate ao crime, mas o impacto sobre cidadãos comuns. “O Estado passou a tratar o Pix como dinheiro suspeito”, dispara o deputado, reforçando o discurso que tem mobilizado sua base nas redes sociais.

Com informações do Poder360

Opinião dos leitores

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Geral

Lula esvazia relação com a Câmara e passa 2025 sem despachos privados com deputados

Foto: Ricardo Stuckert/PR

A agenda oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) expõe o distanciamento cada vez maior entre o Palácio do Planalto e a Câmara dos Deputados. Em 2025, Lula não recebeu nenhum parlamentar para despachos privados, cenário que evidencia a dificuldade do governo em dialogar diretamente com a Casa. O quadro é ainda pior do que em 2024, quando apenas quatro deputados foram atendidos — três do PT e o então presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

No Senado, a situação não é muito diferente. Ao longo do ano, apenas uma senadora teve encontro privado com o presidente: Leila Barros (PDT-DF). Ainda assim, a reunião só aconteceu após oito meses de espera, reforçando a leitura de esfriamento na interlocução política com o Congresso.

O isolamento também se reflete na relação com os governadores. Em 2025, Lula realizou somente três reuniões privadas com chefes de Executivos estaduais, todos considerados aliados fiéis do Planalto, o que reforça a percepção de que o diálogo tem se restringido à base mais alinhada.

Os governadores recebidos foram Helder Barbalho (MDB-PA), Renato Casagrande (PSB-ES) e Carlos Brandão, do Maranhão, hoje sem partido após deixar o PSB. O cenário reforça a avaliação, nos bastidores, de que o presidente tem evitado o tradicional jogo político de aproximação direta, apostando em uma articulação mais limitada em um momento de crescente tensão institucional.

Com informações do Diário do Poder

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Política

Planalto admite tensão com Congresso, mas descarta impacto eleitoral após corte bilionário em emendas

Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo

O Palácio do Planalto já trabalha com a possibilidade de desgaste na relação com o Congresso após a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de vetar e bloquear cerca de R$ 11 bilhões em emendas parlamentares. Apesar disso, auxiliares do presidente avaliam que a medida não compromete a governabilidade no último ano do mandato nem deve trazer prejuízos eleitorais em 2026, quando Lula buscará a reeleição.

O Orçamento de 2026 será sancionado nesta quarta-feira com vetos parciais e remanejamentos. Do total aprovado pelo Congresso, que previa R$ 61 bilhões em emendas, cerca de R$ 50 bilhões permanecerão disponíveis para indicações de deputados e senadores. A leitura interna é que, embora haja reação política, os parlamentares ainda terão margem para direcionar recursos entre fevereiro e junho, prazo final para execução das emendas em ano eleitoral.

Outro ponto destacado por integrantes do governo é o sinal político do corte. A contenção serviria para reforçar o discurso de responsabilidade fiscal, especialmente em um momento em que o Congresso cobra ajuste nas contas públicas. A avaliação é que a decisão ajuda Lula a se afastar da imagem de “gastador” às vésperas da disputa eleitoral.

A medida, no entanto, ocorre enquanto o presidente tenta reaproximar-se das cúpulas da Câmara e do Senado, em articulação com Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP). O ministro da Casa Civil, Rui Costa, já havia antecipado a contenção ao afirmar que valores acima do pactuado em 2024, e fora das regras do arcabouço fiscal e de decisões do STF, simplesmente não serão executados.

Com informações do O Globo

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Geral

Mansão vira base de Lulinha em Brasília e expõe elo com lobista investigada

Foto: Reprodução

Quando está em Brasília, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, costuma se hospedar em uma mansão de alto padrão no Lago Sul, área nobre da capital federal. O imóvel, localizado na QI 26 e com vista para a Ponte JK e o Lago Paranoá, é usado pela lobista Roberta Luchsinger e passou a ser tratado nos bastidores como o “QG” do filho do presidente Lula (PT).

A informação é da colunista Andreza Matais, do Metrópoles. Antes de ser ocupada por Roberta, a casa era utilizada pelo presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda, com aluguel estimado em R$ 25 mil mensais. Mesmo morando atualmente em Madri, na Espanha, Lulinha mantém vínculos com o endereço, que segue sendo frequentado por um homem que se apresenta como seu “secretário”. Em dezembro, após ser alvo de busca e apreensão na operação Sem Desconto, da Polícia Federal, Roberta chegou a publicar uma foto no local, destacando estar sem tornozeleira eletrônica.

Mensagens apreendidas pela PF mostram a lobista orientando o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, a descartar celulares, além de citar diretamente Lulinha em conversas sobre investigações e desgaste público. A relação entre os dois também aparece em registros oficiais de visitas conjuntas ao Ministério da Saúde, onde representaram uma empresa de telemedicina, e nas redes sociais, onde Roberta se declara próxima da esposa de Lulinha.

Apontada como peça-chave na ligação entre o filho do presidente e o Careca do INSS, Roberta Luchsinger ostenta luxo nas redes, mas acumula ao menos R$ 315 mil em dívidas cobradas judicialmente. Há suspeitas de ocultação de patrimônio, incluindo o desaparecimento de uma Range Rover penhorada pela Justiça. Em nota, a defesa da lobista afirmou que não comenta processos em andamento e garante que eventuais decisões judiciais definitivas serão cumpridas.

Com informações do Metrópoles

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