Vaza Jato não apaga ladroagem de Lula na Lava Jato

A força-tarefa da Lava Jato em São Paulo deu à luz uma nova denúncia contra Lula, agora encrencado na companhia do irmão Frei Chico. A defesa do presidiário de Curitiba contesta as acusações. Atribui a investida a uma hipotética reação de procuradores ao conta-gotas que umedece o noticiário com mensagens extraídas do Telegram. Improvável. Se a novidade serve para alguma coisa é justamente para demonstrar que o caso da Vaza Jato não apaga os rastros pegajosos detectados pela Lava Jato.

Frei Chico recebeu mesada da Odebrecht entre 2003 e 2025 —começou beliscando R$ 3 mil. No final, mordia R$ 5 mil. No total, levou R$ 1,1 milhão. Foi justamente em 2015 que as ruas descanonizaram Lula. Naquele ano, o Pixuleco, boneco do mito do petismo vestido de presidiário, passou a ornamentar os protestos contra a corrupção. Os delatores da Odebrecht ofereceram o material para a decomposição. Coube ao dono da empreiteira, Emílio Odebrecht, pronunciar algo muito parecido com um epitáfio: “Bom vivant”

Um dos principais provedores dos confortos de Lula, Emílio evocou no seu depoimento à força-tarefa da Lava Jato uma frase que diz ter ouvido do general Golbery do Couto e Silva, criador do SNI e chefe do gabinete militar nos governos Ernesto Geisel e João Figueiredo: “Emílio, o Lula não tem nada de esquerda. Ele é um bon vivant.”.

Ironicamente, Lula foi atraído para a militância trabalhista, nos tempos sombrios de 1968, pelo irmão mais velho: José Ferreira de Melo, o Frei Chico. Nessa época, o agora presidiário tinha apenas 25 anos. Rapidamente, virou diretor de sindicato. Frei Chico era militante do Partido Comunista. Imaginou-se que Lula se enrolaria na mesma bandeira. Engano.

Em depoimento registrado no livro “Lula, o Filho do Brasil”, da jornalista Denise Paraná, Lula afirmaria muitos anos depois: “A minha ligação com o Frei Chico é uma ligação biológica. Ou seja, um negócio evidentemente de irmão para irmão. Não tinha nenhuma afinidade política com Frei Chico.”

Deu-se algo diferente na relação de Lula com Emílio Odebrecht. A dupla se deu muito bem. Desenvolveu-se entre eles um relacionamento extra-biológico, de natureza fisiológico-patrimonial, do tipo uma mão suja outra. Além de forrar a conta bancária de Lula com os milhões das pseudo-palestras e de providenciar confortos como a reforma do sítio de Atibaia, a Odebrecht bancava até pixulecos como a mesada do ex-comunista Frei Chico.

Nas planilhas da Odebrecht, o apelido de Frei Chico era “metralha”. O dinheiro do agrado mensal saía da caixa do departamento de propinas. Na época em que o nome do irmão escalou as manchetes, Lula dissera: “Se a Odebrecht resolveu dar R$ 5 mil de mesada para Frei Chico, o problema é da Odebrecht”.

Ao reiterar a velha desculpa, os defensores de Lula pedem aos brasileiros que façam como os petistas mais fervorosos, se fingindo de bobos para não prejudicar a reputação de um “perseguido político”. O único problema é que, nos 13 anos que o PT passou no poder, Lula fez consigo mesmo o que seus inimigos tentavam há quatro décadas, sem sucesso: desmoralizou-se.

O mito petista ofereceu em holocausto, em altares como o da Odebrecht, o maior patrimônio que um político pode almejar: a presunção de superioridade moral. Foi para o beleléu a aura de diferença heróica que o distinguia antes do mensalão.

Nesse contexto, a frase de Golbery, recitada aos investigadores pelo patriarca da Odebrecht, teve o peso de um epitáfio: “Aqui jaz um bon vivant”. A Vaza Jato pode destruir muita coisa, mas não faz sumir evidências reunidas pela Lava Jato.

JOSIAS DE SOUZA

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Manoel disse:

    Uma vez ladrão, sempre ladrão.

  2. Ivan disse:

    Os adoradores de bandidos piram!!!!!!!!!kkkkkkkkkkkkk

  3. Ivan disse:

    Lula é um defunto político em avançado estado de decomposição, um verme!!!

  4. Vitor Silva disse:

    a coisa que eu mais queria hoje era fazer oposição ao PT. bons tempos.

  5. Belarmino tx disse:

    Ele é o cara, más de pau, q país é esse, todos farinha do mesmo saco.

  6. Luiz Carlos disse:

    Mais um escândalo promovido pelo ex presidente que a mídia e a esquerda fazem questão de ignorar. Tudo que importa é saber do Queiroz e a suspeita em movimentar R$ 40 mil suspeitos, enquanto essa mixaria de R$ 1,1 MILHÃO para o irmão do dono do PT não merece ser noticiada pela globo, nem outros meios de comunicação comprometidos com os recursos públicos recebidos até final de 2018. Somos um país onde a inversão de valores manda! Até quando?

  7. Rico disse:

    Esse um 1,1 milhão poderia cair em outra conta qualquer? E de um familiar de uma pessoa comum? Lógico que não, só se tivéssemos o poder de favorecer os depositante em no mínimo esse mesmo valor, e é lógico que a Odebrecht não iria fazer isso sem contra partida de luladrão e sua quadrilha. Ou não?

  8. #Lula Na Cadeia sempre disse:

    Só os IDIOTAS que levam vantagem com esse ladrao condenado Lula que acredita nesse rato bon-vivant

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