Judiciário

VAZA JATO: Sergio Moro não gostou do alvo tucano: ‘melindra alguém cujo apoio é importante’

Um trecho do chat privado entre Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol revela que o ex-juiz discordou de investigações sobre o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na Lava Jato porque, nas palavras dele, não queria “melindrar alguém cujo apoio é importante”. O diálogo ocorreu em 13 de abril de 2017, um dia depois do Jornal Nacional ter veiculado uma reportagem a respeito de suspeitas contra o tucano.

Naquele dia, Moro chamou Deltan Dallagnol em um chat privado no Telegram para falar sobre o assunto. O juiz dos processos da Lava Jato em Curitiba queria saber se as suspeitas contra o ex-presidente eram “sérias”. O procurador respondeu acreditar que a força-tarefa – por meio de seu braço em Brasília – propositalmente não considerou a prescrição do caso de FHC e o enviou ao Ministério Público Federal de São Paulo, segundo ele, “talvez para [o MPF] passar recado de imparcialidade”.

À época, a Lava Jato vinha sofrendo uma série de ataques, sobretudo de petistas e outros grupos de esquerda, que a acusavam de ser seletiva e de poupar políticos do PSDB. As discussões haviam sido inflamadas meses antes, quando o então juiz Moro aparecera sorrindo em um evento público ao lado de Aécio Neves e Michel Temer, apesar das acusações pendentes de corrupção contra ambos.

FHC foi citado na Lava Jato pelo menos nove vezes (1234 e 5678 e 9). Caso fossem investigados e comprovados, nem todos os possíveis crimes cometidos pelo ex-presidente estariam prescritos.

Naquele dia, antes de responder a Moro, Dallagnol encaminhou a dúvida do juiz para um chat em grupo chamado Conexão Bsb-CWB, no qual estavam procuradores das duas cidades. Foi de Brasília, onde o caso tramitava, que ele recebeu a resposta de que a documentação foi encaminhada a São Paulo sem a análise sobre a prescrição.

A acusação que Dallagnol classificou como “recado de imparcialidade” já era de conhecimento interno do Ministério Público desde o final de 2016, graças à delação de Emílio Odebrecht, que afirmou que deu “ajuda de campanha” a FHC para as eleições vitoriosas de 1994 e 1998. “Ajuda de campanha eu sempre dei a todos eles. E a ele também dei. E com certeza teve a ajuda de caixa oficial e não oficial”, afirmou o empresário, falando sobre caixa dois. “[E]u dava e dizia que era para atender mesmo. Então vai fulano de tal lhe procurar, como eu dizia também para Marcelo, e eles então operacionalizavam. Ele me pediu. Todos eles.” O valor dos pagamentos não foi divulgado.

O depoimento permaneceu em segredo de justiça até abril de 2017, quando foi enviado para ser investigado pela Procuradoria da República de São Paulo e virou notícia. Mas já nasceu morto: os fatos estavam prescritos, e a investigação não poderia terminar em uma denúncia formal. Foi arquivada pela Justiça três meses depois.

Essas revelações sugerem mais uma vez a parcialidade na Lava Jato, que tanto Moro quanto a força-tarefa negam veementemente. Na nota oficial divulgada pela força-tarefa em resposta à primeira série de reportagens do Intercept no último domingo, por exemplo, eles insistiram que seu trabalho sempre foi movido pela “imparcialidade da atuação da Justiça”. Em entrevista ao Estadão na semana passada, o ministro Moro disse que não via “[n]enhum viés político nas mensagens que me foram atribuídas.”

Mas, aqui, Moro estava explicitamente preocupado com investigações da Lava Jato contra um apoiador político de seu trabalho. E Dallagnol admitiu acreditar que outros procuradores da força-tarefa passaram adiante uma investigação que sabidamente não resultaria em processo, a fim de fabricar uma falsa percepção pública de “imparcialidade”, sem, no entanto, colocar FHC em risco.

As conversas agora reveladas fazem parte de um lote de arquivos secretos enviados ao Intercept por uma fonte anônima (leia nosso editorial e entenda). Os arquivos publicados até agora mostram, entre outras coisas, que a Lava Jato sempre teve muita preocupação com sua imagem pública, e seguia conselhos informais do então juiz Moro, o que é ilegal.

‘Porra bomba isso’

Para os procuradores, era importante incluir o PSDB no rol de investigados para acalmar o ânimo dos críticos. Eles já falavam sobre isso muito antes de Moro alertar Dallagnol sobre evitar “melindrar” FHC.

Em uma conversa no dia 17 de novembro de 2015, o procurador Roberson Pozzobon mandou uma sugestão em um grupo do Telegram chamado FT MPF Curitiba 2: investigar, num mesmo procedimento, pagamentos da Odebrecht aos institutos de Lula e FHC. “Assim ninguém poderia indevidamente criticar nossa atuação como se tivesse vies partidário”, justificou Pozzobon. “A da LILS [empresa que agencia as palestras de Lula] vocês já sabem os indícios para a investigação, mas vejam essa fratura expostas da Fundação iFHC”, disse ao grupo. Nesse caso – diferentemente daquele que virou notícia na imprensa sobre caixa 2 nos anos 1990 –, os pagamentos ao iFHC aos quais Pozzobon se referia não estariam prescritos, caso fossem propina.

Depois de comentar sobre o instituto de FHC, Pozzobon postou duas imagens no grupo.

A primeira é uma troca de e-mails de 2014 entre a secretária de FHC e dois interlocutores: um representante da Associação Petroquímica e Química da Argentina, a Apla, identificado como Manuel Diaz, e um empresário do ramo cultural, Pedro Longhi. A secretária fala para verificarem com a Braskem – empresa do ramo petroquímico controlada pela Odebrecht – qual a “melhor maneira para [a empresa] fazer a doação [para o iFHC]”.

A secretária dá duas opções para o que ela chama de “doação”. Uma delas seria fazer uma doação direta, ou seja, depositar dinheiro na conta bancária do instituto. A outra seria a contratação de um serviço não especificado. “Não podemos citar que a prestação de serviço será uma palestra do presidente”, afirmou. Manuel respondeu que poderia fazerser doação direta. Poucos dias depois, Helena Gasparian, então assessora de FHC, enviou outro e-mail à Braskem dizendo que o ex-presidente não iria comparecer ao evento.

A segunda imagem encaminhada por Pozzobon era de um laudo da Polícia Federal daquele mesmo ano, que mostrava que a Odebrecht havia feito pagamentos mensais que somaram R$ 975 mil ao iFHC entre dezembro de 2011 e de 2012.

Os policiais federais que fizeram o relatório explicaram que não foram atrás desses pagamentos ao iFHC porque os dados da Braskem não foram colocados à disposição deles. Mas ressaltaram: “É possível que outros pagamentos tenham sido feitos e não tenham sido encontrados” por causa das limitações dos dados ou caso tenham sido feitos por “meio de triangulação entre Grupo Odebrecht, o contratante do serviço (exemplo do evento APLA) e o Instituto Fernando Henrique Cardoso”.

Após enviar as imagens, Pozzobon sugeriu ao grupo aprofundar a investigação sobre as doações. Ao contrário da investigação referente aos recursos recebidos nos anos 90, esses fatos, se investigados, não estariam prescritos e poderiam apontar caixa 2 em campanhas do PSDB. Os procuradores reagiram com empolgação:

A euforia durou pouco, e os procuradores começaram a ponderar que o caso teria chance de ser enquadrado apenas como crime tributário – e que os argumentos de defesa de FHC poderiam também ser usados por Lula. O argumento: Lula também poderia alegar que os pagamentos feitos ao Instituto Lula e à LILS, sua empresa de palestras, não escondiam propinas ou caixa dois.

Quase um ano e meio depois dessa conversa, o fim do sigilo da delação de Marcelo Odebrecht, filho de Emílio, mostraria que o esquema de remessa de dinheiro aos institutos de FHC e de Lula tinha um modus operandi semelhante. A Fundação FHC – ex iFHC – disse ao Intercept que os valores recebidos foram regularmente contabilizados e que “não tem conhecimento de qualquer investigação ou denúncia do MPF tendo por base as doações feitas pela Odebrecht”.

‘Dará mais argumentos pela imparcialidade’

No ano seguinte às conversas do procuradores, em 2016, FHC ainda apareceria em outras três delações (1, 2, 3). Em uma delas, ele apareceu na boca do operador ligado ao MDB Fernando Baiano, por causa do suposto beneficiamento da empresa de um filho do ex-presidente, Paulo Henrique Cardoso, em contratos com a petroleira. Em junho, o caso do filho de FHC foi mencionado no chat FT MPF Curitiba 3. A preocupação dos procuradores era, novamente, criar a percepção pública de imparcialidade da Lava Jato:

Três dias depois, no mesmo grupo, o assunto voltou a ser discutido.

Nós perguntamos ao Ministério Público Federal do Paraná, sede da força-tarefa da Lava Jato, quais são os ex-presidentes investigados e em que fase está cada um dos procedimentos. Também questionamos quais fatos envolvendo os ex-presidentes foram mandados para outros órgãos. Eles não responderam aos questionamentos e se limitaram a enviar as notas já divulgadas pela instituição, que dizem que não há ilegalidade nas trocas de mensagens reveladas pelo Intercept.

Em uma conversa com os procuradores Paulo Galvão e Carlos Fernando Santos Lima, em 20 de maio do ano passado, no entanto, Deltan Dallagnol relembrou quais foram os ex-presidentes investigados pela operação. Dilma Rousseff e FHC são os únicos que ficam de fora:

Antes da publicação desta reportagem, o Intercept procurou as assessorias do ministro Sergio Moro, do MPF no Paraná e em São Paulo, da Procuradoria Geral da República e da Fundação Fernando Henrique Cardoso, antigo iFHC.

A PGR disse que não vai se manifestar.

A assessoria de Moro respondeu que ele “não comenta supostas mensagens de autoridades públicas colhidas por meio de invasão criminosa, que podem ter sido adulteradas e editadas e que sequer foram encaminhadas previamente para análise. Cabe esclarecer que o caso supostamente envolvendo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso nunca passou pelas mãos do Ministro, então juiz da 13 Vara Federal de Curitiba, sendo encaminhado diretamente pelo Supremo Tribunal Federal a outros fóruns de justiça. Então, nenhuma interferência do então juiz seria sequer possível e nenhuma foi de fato feita”.

Já o MPF do Paraná, em um segundo contato, afirmou que “a divulgação de supostos diálogos obtidos por meio absolutamente ilícito, agravada por um contexto de sequestro de contas virtuais, torna impossível aferir se houve edições, alterações, acréscimos ou supressões no material alegadamente obtido.” Para o MPF, os diálogos inteiros podem ter sido “forjados pelo hacker”. Eles disseram também que “um hackeamento ilegal traz consigo dúvidas inafastáveis quanto à sua autenticidade, o que inevitavelmente também dará azo à divulgação de fake news”, dizendo que há uma “uma agenda político-partidária” nas reportagens.

O Intercept reafirma que as reportagens da série são publicadas assim que produzidas, editadas e checadas dentro de princípios editoriais rigorosos, e que o material é autêntico.

Na época em que foi citado na delação de Emílio Odebrecht, Fernando Henrique Cardoso disse que não tinha “nada a temer” e defendeu a operação Lava Jato. “O Brasil precisa de transparência. A Lava Jato está colaborando no sentido de colocar as cartas na mesa”, afirmou. Ao Intercept, o ex-presidente disse, por meio de sua assessoria, que não teve conhecimento de nenhum inquérito ou denúncia relacionados à delação de Cerveró. Também afirmou desconhecer as menções sobre seu filho e a compra de votos nas eleições – por isso, “não sabe se teriam resultado em investigação ou denúncia”. A única confirmada pelo ex-presidente foi a investigação que terminou arquivada.

Após a divulgação da primeira leva de reportagens sobre as mensagens secretas da Lava Jato, FHC fez uma defesa pública de Moro: “O vazamento de mensagens entre juiz e promotor da Lava-Jato mais parece tempestade em copo d’água. A menos que haja novos vazamentos mais comprometedores…”, disse.

The Intercept Brasil

Opinião dos leitores

  1. A verdade é uma luz. Ñ se pode esconder a luz, pq o seu brilho sempre vai aparecer na escuridão das mentiras. Sinto falta aqui, dos ardoroso defensores da grande mentira q se inventou pra viabilizar a eleição do Bozodoido.

  2. Na nova peça de propaganda de Glenn Greenwald, a manipulação beira o ridículo de juntar, numa hipotética conversa, diálogos ocorridos em novembro de 2015, junho de 2016 e abril de 2017. É mais uma etapa dessa enorme e criminosa safadeza.

  3. A turma do Chororol ainda não chegou a um ponto crucial: esses diálogos afetam as provas que constam no processo e que embasaram a condenação do bandido de estimação deles?
    As provas existentes foram valoradas de forma claramente equivocada?
    Ninguém minimamente sério consegue ligar essas conversas, supondo que não foram editadas, claro, ao resultado do processo.
    Aimmmm ele não foi imparcial… As provas é que precisam se mostrar aptas a condenar, quando existem, ou inocentar, se não. Se o Juiz conversou isso ou aquilo, com fulano ou cicrano, não importa.
    Estou achando que a maior bomba que esse site crimecept vai revelar é que Vanderval é hétero.

  4. Hoje, a múmia canalha do FHC hoje ataca o Lula de novo. Entende-se agora. O moro e o dalagnol precisam ser afastados para não cometerem mais crimes usando a estrutura do Estado.

  5. Trecho da nota do Ministro Moro sobre mais essa trama criminosa:
    – "O Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, não reconhece a autenticidade de supostas mensagens obtidas por meios criminosos, que podem ter sido editadas e manipuladas e que teriam sido transmitidas há dois ou três anos.
    – Nunca houve interferência no suposto caso envolvendo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que foi remetido diretamente pelo Supremo Tribunal Federal a outro Juízo, tendo este reconhecido a prescrição."
    Ou seja, OUTRO juiz declarou a prescrição do suposto crime.

  6. E se alguém teimar em dar alguma credibilidade a essa divulgação criminosa, é muito fácil desmascarar essa mais recente palhaçada. Para desmontá-la, pule o texto principal e foque sua leitura na íntegra dos diálogos – a chave está na conversa de Moro com Dallagnol e na de Dallagnol com Sergio Bruno, da PGR. Para compreender o que houve, é preciso colocar as frases em ordem cronológica – respeitando os horários de cada diálogo – e não em blocos separados, como fez Glenn. A coisa ficará bem clara. Mas, volto a dizer, sem perícia, tudo isso pode ser mera invenção, mentiras fabricadas por criminosos.

  7. Quanta banoseiras. O Ministro Moro já publicou nota desmentindo isso em poucas palavras. Disse que não reconhecia tais diálogos, que não foram sequer periciados, e que o STF remeteu o caso para outro juízo, que o extinguiu. Só bandido e quem defende bandido ainda dá crédito a essa trama criminosa. As comunicações telefônicas são protegidas por nossa Constituição. Portanto, a única ilegalidade nessa coisa é o próprio "hackeamento". Coisa de pilantram

  8. "Acho questionável pois melindra alguém cujo apoio é importante." Dr. Moro é um omi de bem faz essas coisas não.

    1. Estou esperando o vazamento em que lula é inocente, já saiu?

    2. De que adiantava investigar um crime prescrito, era perda de tempo. Teria que avançar nos criminosos que estavam saqueando o Brasil. Lógica acertada, tanto que apesar do STF e interferência de Dilmanta, o país desbaratou boa parte da quadrilha que saqueavam o Brasil.

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Geral

Açudes em Caraúbas, Rodolfo Fernandes e Antônio Martins sangram após recarga das chuvas; reservas hídricas do RN atingem mais de 52% da capacidade

Imagens: Alexandre Barbosa

Os açudes Apanha Peixe, em Caraúbas, Sossego, em Rodolfo Fernandes, e Corredor, em Antônio Martins, atingiram 100% da capacidade e começaram a sangrar nesta semana. Com as recentes chuvas, as reservas hídricas do Rio Grande do Norte chegaram a 52,34% da capacidade total, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira (14) pelo Instituto de Gestão das Águas do Rio Grande do Norte.

Os 69 reservatórios monitorados acumulam atualmente 2,77 bilhões de metros cúbicos de água, de uma capacidade total de 5,29 bilhões. Na última segunda-feira (11), o índice era de 50,91%.

Ao todo, 36 reservatórios registraram aumento no volume de água nos últimos dias.

O açude Apanha Peixe, com capacidade para 10 milhões de metros cúbicos, completou o volume máximo nesta quinta-feira. O açude Sossego, com capacidade para 2,35 milhões de metros cúbicos, saiu de 95,99% para 100% e também começou a verter.

Já o açude Corredor recebeu mais de 41% de recarga desde segunda-feira e atingiu a capacidade total de 4,64 milhões de metros cúbicos.

Outro destaque foi o açude Rodeador, em Umarizal, que passou de 64,66% para 83,33% da capacidade, acumulando mais de 17,8 milhões de metros cúbicos.

Atualmente, 19 reservatórios estão com 100% da capacidade. São eles:

  • Campo Grande, em São Paulo do Potengi;
  • os açudes públicos de Marcelino, Riacho da Cruz e Encanto;
  • Passagem, Sossego e Riachão, em Rodolfo Fernandes;
  • Beldroega, em Paraú;
  • Corredor, em Antônio Martins;
  • Apanha Peixe, em Caraúbas;
  • Curraes, em Patu;
  • Arapuã, em José da Penha;
  • Tesoura, em Francisco Dantas;
  • Inspetoria, em Umarizal;
  • Dinamarca, em Serra Negra do Norte;
  • e as lagoas do Jiqui, Pium, Extremoz e Boqueirão.

Outros reservatórios estão próximos da sangria, como Novo Angicos, em Angicos, com 98,03%, e Pinga, em Cerro Corá, com 94,13%.

A Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, maior reservatório do estado, acumula 1,05 bilhão de metros cúbicos, o equivalente a 44,51% da capacidade total.

A Barragem de Oiticica, segunda maior do RN, chegou a 72,87% da capacidade, com mais de 541 milhões de metros cúbicos armazenados.

A barragem Santa Cruz do Apodi está com 69,24% da capacidade, enquanto a barragem Umari, em Upanema, atingiu 64,15%.

Apesar da melhora no cenário hídrico, dez reservatórios seguem em situação crítica, com menos de 10% da capacidade:

  • Itans, em Caicó (0,74%);
  • Passagem das Traíras, em São José do Seridó (0,13%);
  • Esguicho, em Ouro Branco (8,05%);
  • Dourado, em Currais Novos (4,53%);
  • Jesus Maria José, em Tenente Ananias (1,63%);
  • Zangarelhas, em Jardim do Seridó (5,65%);
  • Alecrim, em Santana do Matos (4,30%);
  • 25 de Março, em Pau dos Ferros (9,36%);
  • Totoro, em Currais Novos (2,27%);
  • e Mundo Novo, em Caicó (4,45%).

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Geral

MEC entregou menos de 40% dos livros em braille previstos para alunos cegos da rede pública em 2026

Foto: Pexels

O Ministério da Educação entregou menos de 40% dos livros em braille previstos para estudantes cegos da rede pública em 2026. Segundo o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, apenas 7.354 exemplares haviam chegado às escolas até esta quarta-feira (13), de um total de 19.373 obras programadas para distribuição.

A previsão do órgão é concluir as entregas apenas em junho, já no fim do primeiro semestre letivo.

Os materiais fazem parte do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), responsável por fornecer obras adaptadas para alunos cegos e surdo-cegos da educação pública.

Especialistas afirmam que a falta dos livros compromete o aprendizado e a autonomia dos estudantes com deficiência visual, já que o braille é considerado essencial para o desenvolvimento cognitivo e para a realização de atividades fora da sala de aula.

O atraso já havia sido denunciado em fevereiro pela Associação Brasileira da Indústria, Comércio e Serviços de Tecnologia Assistiva. Na época, o FNDE prometeu entregar 22,3 mil livros até março, mas o número foi posteriormente reduzido para 19,3 mil após atualização cadastral.

A entidade afirma que o governo reagiu ao problema, mas de forma tardia e insuficiente. Segundo a associação, muitos estudantes já tiveram prejuízo pedagógico neste semestre devido à demora na distribuição.

O FNDE informou que a entrega ocorre de forma escalonada e atribuiu parte do problema à necessidade de recomposição do quadro de servidores. O órgão também destacou que não realizava concurso público havia 12 anos.

Representantes do setor afirmam que o principal gargalo não está na capacidade técnica das gráficas, mas em falhas de gestão e baixa prioridade dada à agenda de acessibilidade dentro do MEC.

Outro ponto levantado é a divergência nos números de estudantes cegos no país. Enquanto o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística estima cerca de 45 mil cegos em idade escolar, o Censo Escolar registrou pouco menos de 7 mil matrículas em 2025.

Segundo entidades da área, a diferença pode indicar falhas no sistema de cadastramento ou exclusão de estudantes da rede de ensino.

A produção dos livros em braille exige etapas técnicas que podem levar de cinco a oito meses, incluindo transcrição, adaptação, revisão por especialistas cegos e avaliação técnica antes da impressão final.

Entidades do setor alertam que, sem mudanças no cronograma e na gestão do programa, os atrasos podem se repetir em 2027 e transformar a crise em um problema permanente.

Com informações de g1

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Geral

Unilever, dona da Cif e Omo, denunciou presença de bactéria em produtos Ypê à Anvisa

Imagem: Otavio Valle

A multinacional Unilever fez denúncias à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) sobre a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em produtos Ypê, em outubro do ano passado e em março deste ano. Os documentos com as denúncias foram obtidos pelo jornal Folha de S. Paulo.

A Unilever é dona de marcas como Cif, Comfort e Omo, concorrentes da Ypê na linha de sabões para roupa e desinfentantes, mas não possui marcas de detergente.

Segundo os documentos, a multinacional realizou testes nos produtos da Ypê que detectaram a presença da bactéria, o que seria um “iminente risco à saúde e segurança dos consumidores”.

Em nota, a Unilever disse que realiza rotineiramente testes técnicos em seus produtos e eventualmente nas demais marcas do mercado e que isso é uma prática comum entre as indústrias do setor. “A depender dos resultados destes testes, em respeito ao consumidor, as autoridades competentes são notificadas”, complementa.

“Quaisquer investigações são conduzidas exclusivamente pela autoridade, que avalia as diligências, fiscalizações e testes que entender necessários para a tomada de decisão. A companhia reafirma seu compromisso e prioridade absoluta e inegociável com a saúde e segurança dos consumidores”, finaliza a multinacional.

A Ypê não havia se pronunciado até a publicação desta matéria.

A primeira denúncia, de outubro de 2025, foi feita através do laboratório americano Charles River. O texto dizia que a “Pseudomonas aeruginosa pode se propagar através do contato direto com a pele, lesões, mucosas ou mesmo por meio de objetos contaminados, podendo causar infecções em diversas partes do corpo, como a pele, o trato urinário, olhos e ouvido (otite), sendo que seu tratamento não é simples devido à conhecida resistência aos antibióticos”.

A Unilever acusou ainda a Ypê de saber do problema e ter iniciado um recolhimento voluntário dos produtos dos supermercados.

Já a segunda denúncia, de março, foi feita através do laboratório Eurofins e detectou 14 lotes de produtos Ypê contaminados pela bactéria. Além disso, em sete deles, havia traços de materiais genéticos de outros gêneros de bactérias.

A Química Amparo, dona da marca Ypê, enviou um posicionamento, ainda em outubro, à Senacon sobre as denúncias. A empresa disse ter recebido com surpresa e indignação e que não havia qualquer regulamentação da Anvisa sobre limites para presença daquele microrganismo em produtos saneantes.

O texto da defesa da empresa dizia que a Anvisa proíbe a presença dessa bactéria apenas em cosméticos, mas não em saneantes. Para os advogados da Química Amparo, essa diferenciação é “óbvia, uma vez que os produtos cosméticos tendem a ser aplicados diretamente na pele, onde permanecem, muitas vezes, por diversas horas em contato direto”.

Os lotes analisados pela Unilever na primeira denúncia teriam sido fabricados entre abril e setembro de 2025, e os da segunda, entre julho e novembro de 2025.

O Terra também procurou a Anvisa para saber se as denúncias da Unilever podem ter levado aos testes que culminaram na suspensão dos produtos Ypê com final lote 1, e aguarda retorno. A marca conseguiu suspender a resolução da Agência, que ainda vai julgar, nesta sexta-feira, 15, se mantém ou não a decisão.

Até o momento, a Anvisa informou que continua com a recomendação para que os consumidores não utilizem os produtos Ypê com final lote 1, tendo detectado mais de 100 lotes comprometidos e 76 irregularidades na fábrica de Amparo, em São Paulo.

Terra

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Geral

Carla Dickson cresce em todas as regiões do Estado e consolida posição entre os principais nomes da direita para Câmara Federal no RN

É um fato, a deputada Carla Dickson (PL-RN) está indiscutivelmente entre os principais nomes da direita na disputa pela Câmara Federal. Na pesquisa realizada pelo Instituto Metadata/Grupo Dial e divulgada nesta quarta-feira (13), os números apontam que ela não só se manteve entre os nomes mais citados, mas comprovam o crescimento dela em todas as regiões do Rio Grande do Norte.

Pelo levantamento, em Natal, a deputada ficou entre os 5 mais citados com 0,9% das intenções de voto, se colocando entre os 3 nomes mais lembrados no espectro da direita. Em todas as demais regiões do Estado, o desempenho se manteve sempre entre os líderes, variando entre 0,5 e 0,9% de citações.

“Recebo esses números com muita felicidade. Isso é resultado do reconhecimento das pessoas do meu Estado ao trabalho que venho fazendo tanto em Brasília, quanto aqui no Rio Grande do Norte, especialmente na saúde, na defesa das famílias atípicas, e no fortalecimento das pautas conservadoras e de defesa da mulher”, destacou a deputada.

Carla Dickson tem se destacado nacionalmente por sua atuação em defesa das famílias, da inclusão e dos valores cristãos. Atualmente, a deputada é presidente da Frente Parlamentar Brasil-Israel, vice-presidente da Comissão de Turismo da Câmara Federal e procuradora-adjunta da Mulher na Câmara dos Deputados.

A pesquisa ouviu 1.550 eleitores entre os dias 7 e 9 de maio em diversas regiões do Estado e foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) sob o número RN-03354/2026.

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Polícia

VÍDEO: Dois homens são alvo de operação contra crimes sexuais envolvendo crianças em Natal

Vídeo: Divulgação

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte cumpriu, na manhã desta quinta-feira (14), mandados de busca e apreensão contra dois homens suspeitos da prática de crimes sexuais contra crianças e adolescentes, ocorridos na cidade de Natal.

De acordo com as investigações, o homem de 38 anos é suspeito do crime de armazenamento de cenas de nudez e abuso sexual infantojuvenil. Já o outro suspeito, de 32 anos, teria cometido os crimes de produção e compartilhamento de imagens e vídeos envolvendo crianças e adolescentes em situações de exploração ou abuso sexual.

Ainda de acordo com as investigações, há indícios de que os suspeitos também possam ter praticado violência sexual contra crianças do próprio núcleo familiar.

Durante a realização das diligências, equipamentos eletrônicos foram apreendidos e, na sequência, serão submetidos à análise pericial.

A ação integra a Operação Caminhos Seguros, cujo objetivo é prevenir e reprimir crimes sexuais contra crianças e adolescentes, reafirmando o compromisso das forças de segurança com a proteção da infância e da adolescência em todo o país.

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Judiciário

VÍDEO: A “ligação” a Bolsonaro que pode fazer Fábio Porchat persona non grata

 

Ver essa foto no Instagram

 

Um post compartilhado por Metrópoles (@metropoles)

Entre os motivos para considerar Fábio Porchat persona non grata no Rio de Janeiro (RJ), o projeto aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) nessa quarta-feira (13/5) citou um vídeo em que o humorista finge ligar para a equipe do ex-presidente Jair Bolsonaro. No vídeo, ele pede para “dar um recado” ao político e depois dispara uma série de xingamentos.

“Oi, boa tarde. [Pode passar ao] Bolsonaro, por favor? É o Fábio Porchat”, diz o humorista, simulando a ligação à equipe do ex-presidente. “Tá dormindo? Gente, mas essa hora? Pode anotar um recado então, por favor? Diz para ele se f*der, tomar no c* dele, ir à m*rda! Isso, assim que ele acordar. Tchau tchau.”

O projeto de lei foi aprovado por quatro votos a dois. Votaram a favor os deputados Alexandre Knoploch (PL), Fred Pacheco (PL) e Marcelo Dino (PL) – todos membros do partido do ex-presidente Jair Bolsonaro – e Sarah Poncio (Solidariedade). Os contrários foram de Carlos Minc (PSB) e Luiz Paulo (PSD).

Para ser aprovado com vigor de lei, o projeto ainda deverá ser apresentado ao plenário da Alerj. Será necessário que 36 deputados estejam presentes para que a votação ocorra. Para o projeto ser aprovado, a maioria simples (metade mais um) tem de votar a favor.

Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. é uma falta respeito gratuita!!!
    não é só mau caráter, deve ser uma necessidade muito grande de visibilidade.

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Saúde

Criança é internada em Natal com infecção bacteriana e família associa caso a detergente

Foto: Reprodução

Uma criança de 10 anos está internada na UPA Pajuçara, na Zona Norte de Natal, com quadro de infecção bacteriana generalizada. Familiares da paciente afirmam que os sintomas de inchaço e coceira começaram na quarta-feira (6), após a menina ter contato com um detergente da marca Ypê pertencente ao lote com numeração final 1.

A Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS) informou que, até o momento, não há constatação técnica de ligação entre o quadro clínico e o uso do produto. A causa da infecção permanece sob investigação. A paciente aguarda transferência para o Hospital Infantil Varela Santiago por meio do sistema de regulação estadual para a realização de exames detalhados.

O relato da família ocorre após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinar, no dia 7 de maio, o recolhimento e a suspensão da venda de 24 produtos da Química Amparo (Ypê). A medida foi motivada pelo risco de contaminação por microrganismos em lotes específicos terminados em 1.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), o caso é acompanhado pela vigilância epidemiológica. A Subcoordenadoria de Vigilância Sanitária (Suvisa) informou que, até esta data, não houve apreensão de produtos dos lotes citados pela Anvisa nos municípios do Rio Grande do Norte. A fiscalização na capital é de responsabilidade da Vigilância Sanitária Municipal.

Em nota, a marca Ypê informou que se reuniu com a Anvisa na terça-feira (12) para apresentar laudos técnicos de microbiologia e medidas implementadas nos processos de fabricação. A empresa solicitou à agência a manutenção do recurso que suspende a interdição dos produtos até que a documentação apresentada seja integralmente analisada. A conclusão da avaliação da Anvisa está prevista para esta sexta-feira (15).

Novo Notícias

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Brasil

Delegada da PF e marido eram “espiões” de Vorcaro na corporação

Foto: Vinicius Schimidt

A delegada da Polícia Federal afastada por suspeita de atuar ilegalmente para a família de Daniel Vorcaro é Valéria Vieira Pereira da Silva.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinou o afastamento preventivo da função pública de delegada e a proibição de deixar o país, além de apreensão do passaporte em 24 horas.

De acordo com as investigações da PF que levaram à sexta fase da Operação Compliance Zero, nesta quinta-feira (14/5), Valéria tinha papel relevante no fornecimento de informações sigilosas ao grupo criminoso chamado “A Turma”, que atuava para os interesses de Vorcaro.

Ela e o marido, o policial federal aposentado Francisco José Pereira da Silva, são apontados como espécie de “espiões” do banqueiro.

Valéria teria acessado, sem justificativa funcional, o inquérito conduzido pelo Superintendência Regional da PF em São Paulo, embora estivesse lotada, desde 2006, em Minas Gerais. Ela não tinha qualquer atribuição relacionada ao procedimento.

Segundo a PF, após acessar o procedimento, repassou dados para Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado que trabalhava para a família Vorcaro. “O conteúdo compartilhado teria sido suficientemente detalhado, permitindo a identificação do objeto da investigação e de pessoas efetivamente visadas”, disse a PF.

A PF não localizou comunicações diretas entre Valéria e Marilson, mas, segundo a corporação, o marido dela teria atuado como intermediador, “reduzindo rastros diretos da participação da delegada”. Há suspeita de violação de sigilo funcional, além de corrupção e organização criminosa.

Metrópoles

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Chuvas

Idoso é salvo por bombeiros após ficar ilhado em rio de Canguaretama

Foto: Divulgação

O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN) atuou intensamente durante toda a quarta-feira (13) em diversas ocorrências relacionadas às fortes chuvas registradas no estado.

A ocorrência de maior destaque foi registrada durante a noite, no município de Canguaretama, onde um idoso de 63 anos ficou ilhado após o aumento do nível do rio nas proximidades de viveiros de camarão. A vítima não conseguia sair do local devido à força da água e ao risco de correnteza. A equipe de mergulho do Grupamento de Busca e Salvamento GBSA, realizou a retirada da vítima com segurança. O idoso foi resgatado consciente, sem ferimentos e passa bem.

Além da ocorrência em Canguaretama, o CBMRN também atendeu outras demandas ao longo do dia. No bairro das Rocas, em Natal, equipes acompanharam ações da Defesa Civil em áreas com risco estrutural e possibilidade de deslizamentos. Já no município de Macaíba, os bombeiros deram continuidade às buscas por uma vítima desaparecida em área de rio. Houve ainda atendimento envolvendo um animal em situação de risco na cidade de Montanhas.

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Esporte

Quatro surfistas mirins representam o Rio Grande do Norte em competição em Pernambuco no próximo fim de semana

Foto: Divulgação

O projeto CostaSurf, de Baía Formosa (RN), participará do SurfKids Porto de Galinhas 2026, em competição que ocorrerá no próximo fim de semana, 16 e 17 de maio, em Pernambuco.

Quatro quatro atletas do CostaSurf vão disputar troféus: Gabriel Lisboa, Luís Henrique “Passarinho”, Kalina Andriola e Marcellyne Silva, atual campeã nordestina de surf e destaque da equipe.

Enquanto Marcellyne disputa o evento pelo terceiro ano, os demais atletas viverão a primeira experiência em competição.

O projeto CostaSurf de Baía Formosa utiliza o surf como ferramenta de transformação social, incentivo a disciplina e o desenvolvimento esportivo de crianças e jovens.

Para o professor Hugo Souza, idealizador do projeto, a participação no evento representa mais um passo importante na evolução da equipe: “estamos muito felizes em levar nossos atletas para uma competição tão importante do surf de base. A Marcellyne já chega com experiência e grandes resultados, enquanto os menores vão viver esse momento pela primeira vez. O mais importante é ver essas crianças evoluindo dentro e fora d’água, representando Baía Formosa e o Rio Grande do Norte com muita dedicação.

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