Mais de 100 mil pessoas são esperadas no funeral do ex-governador de Pernambuco e candidato à Presidência pelo PSB Eduardo Campos, morto na quarta-feira em um acidente de avião em Santos (SP).
O enterro está marcado para às 17h de domingo, no cemitério de Santo Amaro, próximo ao centro do Recife. O político será enterrado ao lado do túmulo de seu avô, o ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes (1916-2005), no Cemitério de Santo Amaro. Segundo nota do Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff participará da missa de corpo presente.
O velório está sendo realizado no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo de Pernambuco, desde a madrugada de domingo. Campos governou o Estado por dois mandatos, de 2006 a 2014, quando deixou o governo para se candidatar à Presidência.
Ainda estão sendo velados os corpos do jornalista Carlos Percol e do fotógrafo Alexandre Severo, que também morreram no acidente.
O PSB tem dez dias para apresentar um nome para substituir Campos. Na sexta-feira, a ex-senadora Marina Silva foi consultada de forma preliminar pelo PSB e, segundo a sigla, aceitou concorrer à Presidência no lugar de Campos. O PSB realiza uma reunião para anunciar sua decisão final na quarta-feira.
Trajetória
Campos, que tinha 49 anos, estava em terceiro lugar na corrida eleitoral, com cerca de 10% dos votos, de acordo com as pesquisas mais recentes. Estava atrás da presidente Dilma Rouseff (PT) e do senador Aécio Neves (PSDB).
Nascido em 10 de agosto de 1965 no Recife, Eduardo Henrique Accioly Campos era filho do poeta Maximiano Campos (1941-1998) e de Ana Arraes, atual ministra do Tribunal de Contas da União. Campos era economista e o principal herdeiro político de seu avô, Miguel Arraes.
Começou oficialmente na política em 1986, ao trabalhar na campanha de Arraes em sua segunda campanha ao governo de Pernambuco. Em 1990, filiou-se ao PSB, pelo qual foi eleito deputado estadual no mesmo ano.
Aos 25 anos, sofreu sua única derrota eleitoral ao terminar em quinto lugar na disputa pela Prefeitura do Recife. “Era uma criança, um menino”, disse em entrevista à revista Época no ano passado.
Em 1994, foi eleito deputado federal com 133 mil votos. Licenciou-se do cargo para ser secretário do governo Arraes em Pernambuco. Em 1998, foi reeleito deputado federal com 173,6 mil votos.
Foi ministro de Ciência e Tecnologia entre 2004 e 2006, durante o primeiro governo Luiz Inácio Lula da Silva. Era o mais jovem entre os ministros à época.
Presidência
Campos assumiu a presidência do PSB em 2005 e, no ano seguinte, licenciou-se deste cargo para concorrer ao governo de Pernambuco. Foi eleito com 60% dos votos no segundo turno. Em 2010, foi reeleito com 83% dos votos no primeiro turno, o maior índice registrado entre todos os governadores eleitos naquele ano.
O político estava em campanha para as próximas eleições presidenciais e havia firmado aliança com a ex-senadora Marina Silva, da Rede Sustentabilidade, que seria sua vice-presidente. Campos vinha se apresentando como uma nova via da política nacional. “Se a gente quer chegar a um novo lugar, a gente não pode ir pelos mesmos caminhos”, disse em sua última entrevista, dada à Rede Globo na terça-feira.
Mesmo atrás nas pesquisas, acreditava que cresceria ao se tornar conhecido com o início da campanha na televisão. “Minha eleição vai ser de fenômeno, vai ser de arranque na última hora”, disse à revista Piauí.

Eles podem ter sido amigos no passado. Hoje, ele preferia Dilma. Me causa estranheza é essa inocência imbecil dos críticos desse meu comentário, em relação aos políticos. Não existe UM único político que aja desinteressadamente numa hora dessa. Vamos aguardar o primeiro dia do horário político para ver que todos vão falar que eram amigos de Eduardo Campos, "desde criancinha". Haja demagogia.
Souza,
Quer você queira ou não Lula e Campos eram muito próximos, ao ponto de Lula freqüentar a casa da família de Campos em Recife, lhe deveria dar náuseas ver a presença de outros políticos tentando faturar com o velório.
Que preconceito é esse contra Lula . Como cidadão e amigo da família ela foi ao enterro . Se não tivesse ido todo mundo estaria falando . Esse tipo de observação , imbecil , alienada e debiloíde mostra a cara de uma parcela que discrimina até na morte . Eduardo Campos morreu . Não era santo nem mito , era um brasileiro que buscava solidificar sua trajetória política . Foi ministro do governo LuLa , só isso seria suficente para que ele fosse ao sepultamento . Vamos acabasr com essas deduções politiqueira , o cara morreu a vida continua , Marina é candidata e vamos votar . Esse tipo de especulação , teorias ou juizo de valor é caracteristico dos preconceituosos ou fracos de espírito .
Me deu náuseas quando vi o ex-presidente Lula e a Presidente, posando de "amigos" para parecer simpáticos a Campos diante da população.
Pegue sua náuseas e use pra outra coisa….
Não só amigos, principalmente de Lula, eles eram companheiros e confidentes. O único intruso ali com intuito estritamente político era o Playboy do Leblon.
Antes de um político, havia um ser humano sendo velado…