Diversos

Vereadores de 21 capitais ganham cinco vezes mais que trabalhador

Os vereadores de todas as 26 capitais estaduais recebem muito mais que a renda média do trabalhador nessas cidades. Em 21 delas, os vencimentos dos parlamentares para a próxima legislatura, com início em 2017, representam, ao menos, cinco vezes a renda média do trabalho, de acordo com levantamento feito pela reportagem do UOL com base em informações fornecidas pelas Câmaras municipais e em dados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Em meio à crise financeira do país, a aprovação de reajuste para vereadores provocou protestos em São Paulo.

Com o aumento aprovado nesta quarta-feira (28), na última sessão do ano, Maceió passa a ter a diferença mais gritante na comparação com os rendimentos dos trabalhadores. Os vereadores da capital de Alagoas vão receber R$ 18.986,00 por mês, mais de 11 vezes a renda média atual dos moradores da cidade, que era de R$ 1.710 no terceiro trimestre deste ano, de acordo com dado mais recente disponível na Pnad.

A segunda maior diferença foi constatada em Teresina. Lá os vereadores vão receber R$ 18.880,38 por mês, mais de dez vezes a renda média atual dos moradores da cidade, que era de R$ 1.818.

Em Salvador, os vereadores terão salário de R$ 18.732,56, mais de nove vezes o rendimento de um trabalhador da capital baiana, que era de R$ 2.022 ao fim de setembro.

Em São Luís, os legisladores eleitos ganharão R$ 15.031,76, também nove vezes o salário médio dos moradores: R$ 1.654. A capital do Maranhão apresenta o mais baixo rendimento médio do trabalho entre as 26 capitais.

No cenário menos discrepante, verificado em Vitória, os vereadores ganharão R$ 8.370,30 por mês, o dobro do rendimento médio dos moradores, que estava em R$ 4.109, de acordo com a Pnad Contínua. A capital do Espírito Santo tem os salários de vereadores mais baixos e o rendimento médio do trabalho mais alto entre as capitais estaduais.

Veja na tabela abaixo as diferenças nestas cidades, ordenadas pelas capitais com maior variação entre o salário dos vereadores e dos trabalhadores.

Nas cidades com os salários nominais de vereadores mais altos, a diferença para a média também é significativa. Em Aracaju e no Rio de Janeiro, os vereadores ganham seis vezes o salário dos trabalhadores –quase sete no caso da capital sergipana.

Em São Paulo, o teto salarial dos vereadores previsto na Constituição só não foi atingido porque a Justiça suspendeu o reajuste –ainda cabe recurso. Depois de quatro anos sem aumentos, os vereadores decidiram aprovar um reajuste de 26,3%, abaixo da inflação acumulada no período. Em protesto, manifestantes ocuparam o gabinete da Presidência da Câmara.

Aumento de salários em 16 capitais

Nos quatros anos da atual legislatura, os vereadores reajustaram seus próprios salários em ao menos 16 capitais (ver tabela ao fim do texto). O maior índice de aumento –e também o único acima da inflação– foi registrado em Boa Vista. Os vereadores da capital de Roraima começarão o próximo mandato ganhando R$ 15.100, um avanço de 43,81% frente ao salário de 2013 –acima dos 32,17% de inflação registrados pelo IPCA entre janeiro de 2013 e novembro de 2016.

Os vereadores do Recife decidiram fazer o contrário. Foram os únicos a diminuir seus salários. A redução será de 2,64%. Assim, o vencimento bruto para a próxima legislatura será de R$ 14.635.

“A conduta [dos vereadores do Recife] é perfeita e é a desejada numa situação de crise. Até porque o pagamento de subsídios a vereadores é questionável. Em muitos países do mundo, quem cumpre esse papel não é nem remunerado”, diz Marcelo Figueiredo, professor de Direito Constitucional da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo).

“Faz muito sentido [a decisão dos vereadores do Recife]. Estamos com um PIB negativo, faltando dinheiro para saúde, educação. É uma escolha razoável. Até porque vereador não tem dedicação exclusiva, tem sessão algumas vezes por semana e consegue acumular com outras funções”, concorda Carlos Eduardo Moraes, especialista em Direito Eleitoral e Administrativo e professor da EPD (Escola Paulista de Direito).

Como funcionam as regras

“As Câmaras não são obrigadas a reajustar os valores. Ao contrário, a lei só estabelece um teto para esse reajuste, que deve ser de até 75% do que ganham os deputados estaduais”, explica Moraes. O teto válido para cidades com mais de 500 mil habitantes é hoje de R$ 18.991,68.

Em quatro capitais, os vereadores já ganham ou vão passar a ganhar salários próximos ao teto estabelecido pela Constituição: Aracaju, Rio de Janeiro, Cuiabá e Teresina. A cidade de São Paulo entrará nesta lista caso a decisão judicial seja derrubada.

O valor do subsídio pago aos vereadores é regulado pelo artigo 29 da Constituição Federal, segundo o qual o valor deve ser fixado pelas Câmaras municipais “em cada legislatura para a subsequente”. Ou seja, os vereadores são proibidos de aumentar os próprios salários. O ajuste só pode ser feito para aqueles que ocuparão as cadeiras da Câmara no próximo mandato.

A regra, no entanto, não leva em conta que pode haver políticos reeleitos de um mandato para outro. Em São Paulo, 21 dos 33 vereadores reeleitos votaram a favor do aumento a partir de 2017.

Ao mesmo tempo em que só permite aumentos de salários para a legislatura seguinte, a Constituição também dá a detentores de mandatos eletivos o direito a uma “revisão geral anual” de seus salários. Em Fortaleza, por exemplo, os vereadores aprovaram uma reposição salarial de 10,67% em março. Em Teresina, houve reajuste de 10,36% neste ano.

“Já houve casos em que os vereadores argumentaram que o valor proposto era correção e não aumento, mas a alteração no valor acabou sendo considerada inconstitucional”, afirma Marcelo Figueiredo.

Segundo Floriano Peixoto de Azevedo, professor de direito da USP (Universidade de São Paulo), o subsídio foi instituído pela Constituição de 1988 para que os salários tenham um teto e para que outros valores não sejam somados a ele, como gratificações, adicionais e abonos. “Foi introduzido na Constituição para evitar penduricalhos, mas aqui e acolá vemos tentativas de burla”, comenta.

Verba de gabinete

Apesar da existência do teto, os vereadores administram outros recursos. Em São Paulo, a verba de gabinete disponível –dinheiro para pagar assessores– é de R$ 143.563,67 para a contratação de até 17 pessoas. Já no Rio, os vereadores têm à disposição R$ 99.260,27 para distribuir entre até 20 ocupantes de cargos comissionados.

Em Belo Horizonte, a verba de gabinete chega a R$ 59.461,25, para até 18 servidores. Em Goiânia, estes recursos são de R$ 51.760,21, com direito a até 12 assessores.

Em Vitória, onde os vereadores ganham o menor salário entre as capitais, a verba de gabinete soma R$ 34.209,83. Até este ano, os parlamentares podiam usar esse dinheiro para contratar 20 assessores. A partir de 2017, os vereadores terão direito a 15 auxiliares –mas a verba será a mesma.

Já em Maceió, a verba de gabinete é de R$ 10.500, enquanto em Boa Vista o valor é de R$ 10 mil.

UOL

Opinião dos leitores

  1. Tá pouco para o que eles trabalham…
    Ganhando só essa merrequinha deveriam trabalhar só nas quartas feira, tirarem 3 meses de férias por ano, e ainda ganhar um 14º salário…

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Eleições 2026

Agregador de pesquisas: diferença entre Lula e Flávio cai e Cury desponta

Foto: Ricardo Stuckert/PR/Andressa Anholete/Agência Senado/Montagem/UOL

Escritor e candidato à Presidência da República, Augusto Cury (Avante) surpreendeu os adversários ao disparar nas mais recentes pesquisas eleitorais e avançar na disputa pelo Palácio do Planalto.

Em levantamentos divulgados nesta segunda-feira (31/8), o escritor oscilou até 9 pontos percentuais para cima, sendo o primeiro nome, além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL), a alcançar dois dígitos na preferência do eleitor.

“Cury tem concentrado seu discurso em temas como educação, saúde mental, tecnologia, empreendedorismo, segurança pública e redução da polarização política. A estratégia busca apresentar o escritor como uma alternativa de centro e ampliar sua presença entre eleitores que procuram uma candidatura fora da disputa protagonizada por Lula e pelo campo bolsonarista”, ressalta assessoria do candidato em nota enviada ao Metrópoles.

Na pesquisa AtlasIntel, Cury saltou de 1,6% para 7,8% das intenções de voto –- ou seja, crescimento de 6,2 pontos percentuais. Já no levantamento BTG/Nexus, também divulgado nesta segunda, o candidato passou de 2% na pesquisa anterior para 11% – 9 pontos percentuais.

Com o avanço, Cury ultrapassa Ronaldo Caiado e passa a ocupar o terceiro lugar na disputa.

A assessoria de Cury atribui o crescimento nas pesquisas ao aumento de exposição do candidato durante a campanha. Segundo a nota, as aparições do escritor ao público brasileiro contribuíram para “ampliar o conhecimento do eleitorado sobre a candidatura”.

Outro componente da estratégia, segundo a assessoria do candidato do Avante, tem sido a presença digital. “Cury vem registrando forte alcance e engajamento nas redes sociais, com vídeos de entrevistas, debates, propostas e agendas de campanha circulando em diferentes plataformas.”

Ainda de acordo com a nota, “a combinação entre televisão e redes sociais passou a ampliar a exposição nacional do candidato em um momento decisivo da campanha. Conteúdos relacionados às suas participações em debates e entrevistas também vêm impulsionando discussões sobre suas propostas e sua candidatura”.

AtlasIntel

A nova pesquisa do AtlasIntel/Bloomberg mostra que o presidente Lula segue na dianteira das intenções de voto, com 43,4% no 1º turno.

Confira os resultados:

Lula (PT): 43,4% (-1,5 p.p)

Flávio Bolsonaro (PL): 33,7% (-2,1 p.p)

Augusto Cury (Avante): 7,8% (+6,2 p.p)

Renan Santos (Missão): 7,6% (- 0,2 p.p)

Ronaldo Caiado (PSD): 3,3% (+ 0,2 p.p)

Pablo Marçal (PRTB): 1,9% (Não estava na última pesquisa)

Romeu Zema (Novo): 1% (- 1,8 p.p)

Samara (UP): 0,9% (- 1,2 p.p)

Rui Costa Pimenta (PCO): 0,1% (+0,1 p.p)

Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0,1% (+0,1 p.p)

Não sabem: 0,2% (- 0,8 p.p)

Brancos e nulos: 0,1% (- 0,5 p.p)

A 12ª rodada da pesquisa BTG/Nexus mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém a vantagem numérica sobre seus principais adversários nas intenções de voto do primeiro turno, na disputa pela Presidência da República.

Confira os resultados:

Lula (PT): 39%

Flávio Bolsonaro (PL): 33%

Augusto Cury (Avante): 11%

Ronaldo Caiado (PSD): 5%

Renan Santos (Missão): 3%

Romeu Zema (Novo): 1%

Samara (UP): 1%

Nenhum/Branco/ Nulo: 3%

Não sabem: 3%

 

Com informações de UOL

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Geral

Lula teve 8 minutos a mais de fala que Flávio Bolsonaro no Jornal Nacional, mostra levantamento

Foto: Reprodução/Rede Globo

O presidente Lula (PT) teve cerca de 8 minutos a mais de tempo de fala que Flávio Bolsonaro (PL) durante as sabatinas realizadas pelo Jornal Nacional, da TV Globo. O levantamento, divulgado pela coluna de Cláudio Magnavita, no Correio da Manhã, cronometrou os 40 minutos destinados a cada entrevista.

Segundo os dados, Lula falou por 29 minutos e 5 segundos, enquanto Flávio teve 21 minutos e 34 segundos para responder aos questionamentos dos apresentadores Renata Vasconcellos e César Tralli.

A diferença ocorreu principalmente em razão do tempo utilizado pelos jornalistas.

Na sabatina de Flávio, Tralli e Renata falaram por 18 minutos e 2 segundos.

No caso de Lula, os apresentadores do JN ocuparam 13 minutos e 36 segundos do tempo da entrevista, ou seja, 4 minutos e 26 segundos a menos, comparado ao tempo de fala da dupla quando sabatinou Flávio.

O levantamento aponta que, na prática, o senador do PL teve quase 45% do tempo da entrevista consumido pelas intervenções dos apresentadores, enquanto Lula ficou com uma parcela significativamente maior do tempo total para apresentar suas respostas, mais de 70% do tempo.

Mesmo uma sabatina não estabelecendo uma divisão rígida do tempo entre perguntas e respostas, fica nítida a diferença. No fim das contas, Lula teve um tempo maior para expor suas posições, enquanto Flávio foi mais interrompido pelos apresentadores.

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Comércio, serviços e turismo fazem apelo para que PEC do fim da escala 6×1 não seja votada antes das eleições

Diante do avanço no Senado Federal da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera a jornada de trabalho e extingue a escala 6×1, a principal entidade representativa do setor terciário brasileiro, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), ao lado de suas 34 federações e sindicatos filiados, lançaram neste fim de semana (29 e 30 de agosto) uma campanha nacional conjunta com o lema: “A conta já está alta demais. Mudança das regras do trabalho às vésperas da eleição? Agora não.”

Se trata de um apelo aos Senadores que debatem a PEC que limita a carga horária nacionalmente sobre os graves riscos de acelerar uma mudança constitucional rígida sobre a jornada de trabalho em um momento de acentuada fragilidade econômica.

O setor produtivo destaca que a economia brasileira já enfrenta condicionantes severos: juros altos, crédito caro e restritivo, endividamento recordes das famílias, inadimplência sem precedentes entre as empresas, desinvestimento e saída de empresas estrangeiras do País. Ao mesmo tempo, o fim da Taxa das Blusinhas, um agravante na concorrência desleal para o varejo nacional, também é avaliado como parte do pacote de aprovações em um período sensível em que interesses políticos atravessam escolhas econômicas.

Impor uma elevação abrupta nos custos operacionais – em um setor onde mais de 90% da mão de obra atua no regime 6×1 – significará repassar esse peso para o consumidor final em forma de inflação, gerando retração de vagas e aumento da informalidade, além do já mapeado prejuízo aos empresários que pagam impostos de importação muito maiores do que são isentados da Taxa da Blusinhas. O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, reforça a necessidade de responsabilidade e ponderação no debate legislativo neste contexto.

“O setor terciário não se opõe ao debate sobre o bem-estar do trabalhador, mas uma decisão dessa magnitude exige análise técnica, diálogo e profunda responsabilidade. A conta para quem produz e emprega no Brasil já está alta demais. Votarmos esta alteração constitucional drástica nas relações de trabalho, de forma apressada e às vésperas de um processo eleitoral, é colocar em risco a estabilidade de milhões de micro e pequenas empresas e a própria manutenção dos empregos formais de toda a cadeia produtiva. O caminho seguro continua sendo a negociação coletiva, que respeita as realidades de cada região e setor. Agora é o momento de preservar a economia e garantir a segurança jurídica do País”.

O presidente da Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, destaca que o comércio, os serviços e o turismo possuem realidades muito diferentes, e uma regra única pode produzir consequências graves para pequenas empresas, empregos e até para os preços pagos pela população. “A nossa defesa é pelo diálogo, pela negociação coletiva e por uma transição responsável. Trata-se de encontrar um equilíbrio que proteja o trabalhador, preserve as empresas e garanta empregos”, defende.

O Sistema Comércio apela aos senadores da República por sensatez e serenidade, defendendo que a readequação de jornadas ocorra via convenções coletivas de trabalho, em respeito à soberania das decisões negociadas entre trabalhadores e empregadores, conforme previsto na constituição atual desde a reforma trabalhista de 2017. Temas como este e a taxação de importações diretas geram custos e efeitos a curto, médio e longo prazo que demandam um debate maior e sem a pressa dos prazos eleitorais.

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Geral

Endometriose e Infertilidade: Como o diagnóstico de precisão define o melhor caminho para a maternidade

Avanços na medicina reprodutiva e exames de imagem especializados ajudam mulhe-res a mapear a doença e decidir de forma segura entre a abordagem cirúrgica e a Fertilização in Vitro

Para muitas mulheres e casais do Rio Grande do Norte, a jornada para gerar uma nova vida pode esbarrar em desafios complexos e silenciosos. Entre as condições mais investigadas nos consultó-rios de reprodução humana está a endometriose — uma doença que, embora muito debatida, ainda gera dúvidas cruciais na hora de definir o tratamento adequado para quem deseja engravidar.

A endometriose é caracterizada pela presença de tecido semelhante ao endométrio (camada da menstruação) fora do útero, podendo atingir ovários, tubas e até o intestino. No entanto, a medici-na reprodutiva moderna alerta: encontrar a endometriose não é necessariamente o fim do mistério para quem tem dificuldade de engravidar.

“Muitas vezes, a descoberta de focos leves de endometriose não altera o fato de que a paciente precisará de auxílio para engravidar. O verdadeiro salto de qualidade na medicina atual não é ape-nas diagnosticar a doença, mas sim mapear sua gravidade para tomar a decisão mais assertiva: operar ou focar na reprodução assistida”, apontam os especialistas.

O desafio da escolha: Cirurgia ou FIV? A relação entre a endometriose e a fertilidade é multifa-torial. A inflamação crônica pode prejudicar a qualidade dos óvulos e a implantação embrionária, enquanto casos mais severos podem causar distorções anatômicas. A partir de um diagnóstico pre-ciso, abrem-se caminhos distintos, que exigem avaliação médica minuciosa:

• A via cirúrgica: É frequentemente recomendada quando a mulher apresenta dores pélvicas incapacitantes que afetam sua qualidade de vida, ou quando há lesões profundas que distor-cem a anatomia pélvica a ponto de inviabilizar o funcionamento das trompas. A cirurgia minimamente invasiva foca em restabelecer a anatomia e aliviar a dor.

• A Fertilização in Vitro (FIV): Em muitos quadros — especialmente quando a reserva ovariana já está reduzida, a idade da mulher é um fator de atenção ou não há dor limitante —, a cirurgia pode não ser o melhor primeiro passo. A FIV surge como o tratamento pa-drão-ouro por permitir que o processo de fecundação ocorra fora do ambiente inflamatório da pelve, contornando as barreiras físicas e acelerando o caminho até a gravidez.

Em algumas situações mais complexas, a abordagem pode ser combinada, exigindo uma integra-ção total entre cirurgiões ginecológicos e especialistas em reprodução humana.

A importância do exame especializado

Para que essa decisão seja tomada com segurança, o ultrassom pélvico de rotina não basta. A pre-cisão diagnóstica atual baseia-se em exames com protocolos específicos, em especial quando há um exame clínico compatível, como a Ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e a Ressonância Magnética da pelve, que conseguem mapear os focos da doença em detalhes.

Contudo, os médicos lembram um mito recorrente: a intensidade da dor não reflete a gravidade das lesões anatômicas. Mulheres com poucos sintomas de dor podem ter quadros de infertilidade, re-forçando a necessidade de investigação técnica.

Experiência e olhar individualizado no RN No Rio Grande do Norte, a medicina reprodutiva tem acompanhado essa evolução global de perto. O DNA Fértil, instituição com atuação desde 1997 em Natal, reforça que o cuidado com a fertilidade exige ir além de protocolos padronizados.

Com quase três décadas de experiência, a clínica destaca que evitar diagnósticos genéricos e conduzir uma investigação profunda sobre a reserva ovariana, o fator masculino e o estadiamento da endometriose é o que transforma a ansiedade dos casais em um plano de ação claro, seguro e hu-manizado.

A recomendação central é o aconselhamento especializado. Mulheres que enfrentam dificuldades para engravidar ou que já possuem diagnóstico de endometriose e desejam ser mães devem procu-rar um médico especialista em reprodução humana para avaliar as reais necessidades do seu caso, garantindo que o tratamento escolhido proteja não apenas a sua saúde, mas também o seu potencial fértil.

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Geral

Ô LOUCO: Não tomar banho vira tendência entre homens da geração Z

Foto: Reprodução

Sob a justificativa de que o odor natural é mais atraente, a nova tendência entre homens da geração Z é o Pheromone Maxxing. A geração Z compreende o grupo de pessoas nascidas entre 1997 e 2012. Adeptos ao movimento, meninos e jovens adultos têm deixado de tomar banho, escovar os dentes e usar desodorante antes de encontros, afirmando que essas práticas fazem os feromônios masculinos ficarem mais perceptíveis para possíveis parceiras. Alguns ainda vão além: usam camisas sujas e bebem a própria urina como uma forma de eliminar toxinas pelo suor.

Feromônios são compostos químicos que transmitem sinais entre membros da mesma espécie. Na natureza, já foram documentados entre insetos e outros animais, sendo muito associados a instintos reprodutivos. Entretanto, os estudos sobre feromônios nos seres humanos são inconclusivos, ou seja, não há qualquer evidência científica de que deixar de tomar banho ou usar desodorante aumente as chances de atrair parceiros.

O fenômeno do Pheromone Maxxing surgiu a partir do movimento Looksmaxxing, voltado para a maximização da aparência, no qual os usuários usam as redes sociais para compartilhar o processo de otimização do físico, muitas vezes adotando medidas extremas, como procedimentos cosméticos e dietas drásticas, para alcançar esse objetivo.

Metrópoles – Ilca Maria Estevão

Opinião dos leitores

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Geral

Após ter campanha eleitoral suspensa, Renan Santos troca fotos de perfis e diz ter sido “censurado” por Toffoli

Foto: Reprodução/Instagram

Minutos após a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta segunda-feira (31) que suspendeu a propaganda eleitoral digital, os repasses e gastos com recursos do Fundo Eleitoral e a participação em debates e outros meios de comunicação, Renan Santos (Missão) se manifestou pelas redes sociais dizendo que foi “censurado” pelo ministro Dias Toffoli.

Em protesto contra a decisão, Renan trocou a foto dos perfis oficiais de sua campanha nas redes sociais.

O ministro determinou a suspensão cautelar após apontar que 16 perfis utilizados pelo candidato foram informados à Justiça Eleitoral 12 dias depois do pedido de registro da candidatura. Para Toffoli, a omissão poderia permitir que as contas fossem tratadas pelas plataformas como perfis comuns e, assim, obtivessem vantagem por meio dos algoritmos de recomendação.

A decisão de Toffoli é cautelar e não determina, por enquanto, o indeferimento da candidatura. Renan e o partido terão 24 horas para informar quando os perfis passaram a ser utilizados para propaganda eleitoral e se existem outras contas usadas pela campanha. O descumprimento da determinação pode levar ao indeferimento do registro.

Em vídeo publicado nas redes sociaisum dia antes da decisão do TSE, Renan já havia comentado sobre o risco de sua candidatura e criticado a possibilidade de ser acusado de abuso de poder econômico.

“Eles estão falando aqui de um caso que está dando problema no TSE para um monte de gente, do registro das redes sociais de todos os candidatos. É um problema que envolve o TSE, é um problema interno de sistema ali, que já foi resolvido há muito tempo”, afirmou.

Renan também disse que sua campanha é uma das mais baratas entre os candidatos e que depende de vaquinhas e doações privadas. “Eu posso ser enquadrado por abuso de poder econômico. […] As campanhas dos outros estão usando centenas de milhões de reais, por dentro e por fora. E eu estou abusando do poder econômico”, declarou.

Opinião dos leitores

  1. Esse cara é um descontrolado, a cara dele não nega, um príncipe desse sendo presidente do Brasil seria uma comédia.

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Geral

Toffoli suspende propaganda eleitoral de Renan Santos, veta repasse de recursos e proíbe ida a debates

Foto: Felipe Marques / Zimel Press / Estadão Conteúdo / CP

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dias Toffoli, suspendeu a campanha de Renan Santos, do Missão, à Presidência da República. A decisão foi tomada neste domingo e foi divulgada nesta segunda (31).

Segundo o ministro, perfis irregulares estariam divulgando conteúdos favoráveis ao candidato.

Toffoli, relator do pedido de registro de candidatura de Renan, determinou a suspensão da realização de propaganda eleitoral da chapa do Missão, de repasses do Fundo Eleitoral e do direito de participar de debates em rádio, televisão, podcasts e outros meios de comunicação.

O ministro já havia adiado o julgamento do registro de candidatura de Renan durante o fim de semana.

“A constatação é suficiente para, no exercício do poder geral de cautela, determinar, de ofício, medidas necessárias para impedir a continuidade dos benefícios obtidos de forma inidônea em razão da omissão dos endereços”, diz um trecho da decisão.

A decisão vale também para o candidato à vice-presidente, Aroldo Medina.

g1

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Lula sanciona lei que pode retirar até R$ 16,6 bilhões da saúde e educação no Orçamento 2027

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Um dia depois de se apresentar no Jornal Nacional como candidato à Presidência comprometido com os mais pobres, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, sem vetos, a Lei Complementar 235. A medida, publicada no Diário Oficial da União na sexta-feira (28), altera regras fiscais e abre espaço no Orçamento, com impacto direto sobre os recursos destinados à saúde e à educação.

Segundo cálculos da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado, a mudança pode reduzir em R$ 4,7 bilhões o piso constitucional da saúde em 2027. Além disso, até R$ 3 bilhões de recursos que deveriam ser destinados adicionalmente à saúde e à educação em 2027 foram antecipados para 2026.

Estimativas de economistas apontam que o impacto conjunto nas duas áreas pode chegar a R$ 16,6 bilhões no próximo ano.

A principal alteração retira da base de cálculo do piso da saúde receitas obtidas com petróleo, estimadas em R$ 31 bilhões para 2027. Na prática, os 15% previstos na Constituição continuam valendo, mas passam a incidir sobre uma base menor, reduzindo o volume de recursos destinados à área.

A inclusão dessas medidas ocorreu durante a tramitação do projeto que tratava da redução de impostos sobre combustíveis. As mudanças foram negociadas com a equipe econômica do governo e aprovadas rapidamente pela Câmara e pelo Senado em 12 de agosto. No Senado, um destaque apresentado pelo PL para retirar o dispositivo foi derrotado por 43 votos a 20. Os nove senadores do PT votaram pela manutenção da medida.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reconheceu que houve a exclusão de receitas do petróleo da base de cálculo da saúde e classificou as alterações como “ajustes e reformas por dentro dos pisos”. Segundo ele, a medida ajudará a conter despesas obrigatórias e “abrir espaço para o ano que vem”. O governo também prevê economia de cerca de R$ 10 bilhões em 2027 com as mudanças.

Com informações de Poder 360

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Geral

Carla Dickson mostra força em Nova Cruz em grande mobilização ao lado do prefeito Joquinha Nogueira e do ex-prefeito Flávio de Beroi

A deputada federal Carla Dickson (PL-RN) participou, neste domingo (29), de uma grande mobilização política em Nova Cruz, no Agreste potiguar. A programação foi dividida em dois momentos. Pela manhã teve um grande adesivaço com participação de mais de 300 veículos. Já à tarde, um arrastão quilométrico percorreu as ruas da cidade, reforçando o apoio do prefeito Joquinha Nogueira e do ex-prefeito Flávio de Beroi à reeleição de Carla.

“É com muita alegria que voltamos a Nova Cruz. Um povo lindo e acolhedor, que sempre nos recebeu de braços abertos. Ao lado de Flávio de Beroi e agora de Joquinha Nogueira já fizemos muito por essa cidade, e tenho a agradecer por essa calorosa receptividade para que possamos continuar juntos e fazendo cada vez mais”, afirmou Carla Dickson.

A deputada foi recebida com manifestações de carinho e apoio pela população. Nova Cruz é considerada uma das cidades onde Carla deverá conquistar uma expressiva votação nas eleições de outubro deste ano. O Senador Styvenson Valentin e o candidato a vice-governador, Babá, também estiveram presentes nas mobilizações.

Durante seus mandatos, a deputada Carla Dickson já destinou mais de R$ 9 milhões em recursos para Nova Cruz, voltados para melhorias em diferentes áreas e serviços públicos, reforçando o compromisso com o município e sua população.

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Geral

EXCLUSIVO: GAECO aponta líderes e “laranja gestora” de suposta organização criminosa que desviou R$ 37 milhões com esquema de home care no RN

Foto: MPRN/Cedida

Novos detalhes da Operação Oxigênio Financeiro, deflagrada pelo GAECO/MPRN na última quinta-feira (27), revelam como estava organizada, segundo a investigação, a estrutura do grupo suspeito de desviar mais de R$ 37 milhões em recursos públicos destinados a serviços de home care no Rio Grande do Norte. A decisão judicial que autorizou a operação, obtida com exclusividade pelo Blog do BG, aponta Gilsuly Ferreira de Moura e Rayanne Moura Dantas como os “líderes” do esquema.

De acordo com o documento, o casal teria articulado a criação das empresas Tree of Life e Evolution Home Care, utilizadas, segundo o GAECO, como supostas concorrentes da Dolce Vitta. As três empresas funcionariam, na prática, como um único grupo, operando sob um “rigoroso caixa único”, compartilhando a mesma sede física, frota de ambulâncias, cartões de abastecimento e a mesma equipe administrativa, formada por Eliene de França Freitas, Mariano Bernardo da Silva Filho e Aurora Elisa Guimarães Mafra.

Eliene de França Freitas é descrita como “laranja gestora” e “peça-chave na coordenação operacional das fraudes”. De acordo com a investigação, ela acumulava a função de gerente multidisciplinar da Tree of Life e de diretora-presidente da Universo Cooper, apontada como uma pessoa jurídica fictícia sob seu comando, que funcionaria como uma espécie de “departamento pessoal” das empresas Dolce Vitta, Tree of Life e Evolution Home Care. A cooperativa teria sido utilizada, ainda segundo o GAECO, para viabilizar sonegações fiscais e fraudes trabalhistas.

Eliene de França é apontada ainda como responsável pela “gestão do fluxo financeiro e da contabilidade oculta”, junto com Mariano Bernardo e Aurora Elisa. A decisão cita também outros integrantes com funções no grupo investigado pelo GAECO. Maciel Gomes aparece como responsável pelo “planejamento tributário espúrio”, enquanto o advogado Ennio Ricardo é apontado como uma espécie de “diretor jurídico”, coordenando as chamadas “fraudes processuais”. Já Kleysiane Cristina, Maria Edineide e Thayaná Paloma são citadas como pessoas que atuariam como “laranjas”, com a finalidade de ocultar os verdadeiros proprietários do grupo.

A investigação aponta ainda que o dinheiro obtido com o suposto esquema teria sido lavado por meio de outros negócios. Entre as empresas citadas estão a Infinity Holding, a Clínica Médica Atend Já (unidade Zona Norte), o Salão de Beleza Vitta Color e a Cafeteria Mr. Black. O documento indica que esses empreendimentos teriam sido utilizados para reinserir na economia formal recursos supostamente desviados da saúde pública.

Como funcionava o esquema

A fraude investigada começava, segundo o MPRN, com laudos médicos superdimensionados, utilizados para obter decisões judiciais de urgência obrigando o poder público a custear serviços de home care. Depois, empresas ligadas ao mesmo grupo apresentavam orçamentos previamente combinados, criando uma falsa concorrência e permitindo que os contratos fossem concentrados nas empresas do próprio núcleo.

Após os recursos serem liberados por decisões judiciais, o grupo teria alimentado uma estrutura empresarial paralela, utilizado pessoas como laranjas e adquirido ou financiado outros negócios. O MPRN estima que mais de R$ 37 milhões tenham sido desviados dos cofres do Estado e do Município de Natal. A Operação Oxigênio Financeiro é um desdobramento da Operação Curari Domi, que identificou um aumento considerado anormal na judicialização dos serviços de saúde.

A operação cumpriu 13 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. Foram apreendidos documentos, celulares, computadores, dinheiro em espécie e outros bens.

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