
Por Josias de Souza
Aviso: o texto abaixo contém uma linguagem imprópria. Recomenda-se retirar da frente do computador os menores de 70 anos.
Noutros tempos, a tribuna da Câmara era um local cerimonioso. Mesmo os mais exaltados costumavam levar sua ira na coleira. E carregavam mesuras no bolso. Ainda que fosse um simples ‘Sua Excelência’. Mas esses tempos formais já passaram. Hoje, há sempre um orador que, ferozmente inspirado, só tem a oferecer insultos.
A quinta-feira acabara de ser inaugurada. Passava 1min53s da meia-noite. Nesse horário, as televisões comerciais já estão autorizadas a exibir sexo explícito. Mas a programação da TV Câmara não costuma mostrar nada tão excitante. Quem liga no canal não consegue mais desligar. Dorme. De repente…
O deputado Nilson Leitão (MT), no exercício da liderança do PSDB, escalou a tribuna da Câmara para discursar contra o projeto do governo que eleva a tributação da folha salarial das empresas. Ele evocou um discurso que Dilma Rousseff fizera na véspera, saudando a mandioca como “uma das maiores conquistas do Brasil” (se você não viu a presidente, assista abaixo).
https://www.youtube.com/watch?v=kM-o6adHnQ8
O tucano Leitão esgrimiu a tese segundo a qual Dilma semeará o desemprego ao retributar a folha salarial de setores econômicos que haviam sido desonerados. “Só na construção civil, serão mais de 350 mil desempregados”, ele vaticionou, antes de emendar, em português pouco elaborado:
“O que a presidente Dilma acha que é magnífico para o Brasil, que é a mandioca, a mandioca é o que ela está colocando nos brasileiros com esse projeto de lei. A mandioca ela está colocando nos brasileiros Brasil afora. É uma irresponsabilidade sem tamanho esse projeto. Deve ser pra isso que ela quer a mandioca…. Essa incompetência dessa mulher vai falir o Brasil.”
A comunista Jandira Feghali (PCdoB-RJ) arregalou os olhos. Observava o colega como se estivesse convencida de que o ser humano não é o resultado das forças de produção, como dizia Marx. No caso do tucano Leitão, o buraco era mais embaixo. Ou mais em cima, na psique.
O tucano Leitão não se deu por achado. Para ele, Dilma é quem precisa de camisa de força. “A presidente Dilma tem que ser internada”, disse, para inquietação de Jandira. “Ela está precisando de um psiquiatra.”
Na fase final do discurso, o deputado retomou a referência fálica que usara no início. “Vocês querem empurrar esse relatório [sobre a retributação da folha] goela abaixo. Esse relatório vai embrulhado numa mandioca de porte grande, para enfiar em todos os brasileiros Brasil afora. Ao fundo, ouvia-se Jandira. “Olha o baixo nível,” ela ralhava. “Para com essa baixaria”, repreendia.
Líder de Dilma na Câmara, o petista José Guimarães (CE) abespinhou-se. Correu ao microfone de apartes. Requereu ao presidente da sessão, o morubixaba peemedebista Eduardo Cunha (RJ), a retirada da mandioca “dos anais”. Acusou o antagonista tucano de utilizar linguagem “de baixo calão”. Lamentou: “Nesse nível não dá para estabelecer uma convivência respeitosa aqui dentro. Usando esse tipo de discurso chulo não dá.”
Jandira Feghali ecoou Guimarães. Disse enxergar nas palavras do tucano Leitão “desrespeito, desqualificação e uma tentativa de fragilizar a relação institucional” entre o Legislativo e o Executivo. “Dilma Rousseff foi eleita”, ela realçou. “Quem não aceita isso que vá…” A deputada ofereceu três alternativas ao colega: “ Vá chorar, se encolhe ou vá torcer o seu próprio cabelo. Só não venha desrespeitar a presidente da República eleita.”
Até Zequinha Sarney (PV-MA) saiu em defesa de Dilma. Escorando-se na “querida Bíblia”, evocou o trecho em que o livro de Eclesiastes (3:1-8) ensina que há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu. Tempo de matar e tempo de curar. Tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las. Tempo de rasgar e tempo de costurar. Tempo de odiar e tempo de amar. Tempo de lutar e tempo de viver em paz. No caso do tucano Leitão, disse Zequinha, o tempo era de calar, não de falar. “Esse discurso foi desastroso”, reprovou.
O filho de Deus, digo, de José Sarney —que para muitos é a mesma coisa— conduzia bem a sua intervenção. A certa altura, porém, soou como se fizesse um desagravo à mandioca, não à presidente da República. Língua em riste, queixou-se do trecho do discurso em que o tucano Leitão “desqualificou a mandioca”.
Lero vai, lero vem Zequinha se esforçou para encaixar na história da humanidade a planta da família das euforbiáceas, cujos grossos tubérculos tumultuavam a sessão noturna da Câmara. “A mandioca… as civilizações começaram a partir de quando o homem, o ser humano descobriu a cultura da agricultura”, divagou Zequinha. “As civilizações indígenas, os povos que aqui chegaram, eles usaram a mandioca. Conseguiram viver.”
Como que decidido a injetar comédia na tragédia, Zequinha prosseguiu: “Na minha terra, o Maranhão, tem uma farinha feita à base de mandioca, a farinha d’água. É um alimento básico do povo maranhense.” Voltando-se para o tucano Leitão, arrematou: “Até nisso Sua Excelência se equivocou. […] Gostaria que esses discursos desrespeitosos estivessem fora dos nossos anais, porque eles desrespeitam a nossa Casa, a mulher e as instituições.”
O ex-petista Chico Alencar (RJ), hoje um destacado deputado do PSOL, cuidou de recolocar o debate nos trilhos. “Decoro parlamentar revela-se também no jeito de se expressar”, ensinou. “Nós temos uma posição absolutamente crítica em relação a esse governo, que consideramos desatroso… Agora, é preciso que nós, que nos tratamos por Excelência, tenhamos um patamar civilizatório mínimo para fazer as críticas.”
Chico emendou: “Discursos machistas, sexistas, rebaixados, de nível rasteiro, não combinam com a dignidade que a gente pretende dar ao Parlamento. Portanto é melhor a gente elevar o nível, mesmo no cansaço da madrugada.” O tucano Leitão voltou ao microfone. Imaginou-se que se desculparia. Mas não disse nada que se assemelhasse a um pedido de perdão.
Ficou entendido que a elevação de nível de que falara Chico Alencar não era a única alternativa da noite. Preferiu-se mandar rebaixar o teto. Ao encerrar a sessão, Eduardo Cunha encareceu aos servidores da taquigrafia que vigiassem a transcrição, para extrair dela as declarações impróprias. Ficou entendido que o presidente da Câmara não queria que a mandioca entrasse nos anais da Câmara.
Sempre soube que essa presidenta não tem condições de governar um País continental como o nosso. Será que ela não tem o que fazer não? É só besteira e mentiras mesmo? Ô Brasil véi de guerra! Estamos lascados.
A incapacidade, a incompetência e o despreparo dessa pessoa que ocupa o cargo de presidente da república é gritante.
Não é surpresa para nós a situação calamitosa da Petrobrás e do nosso país.
Vote 13.
O dito, repetido e divulgado ódio ao PT existe, mas não ao PT e sim do PT a quem for contra suas decisões. Tudo e todos que não baixam a cabeça as vontades, desventuras e ordens do PT são considerados reacionários, inconformados e outras idiotices ditas e divulgadas pelos necessitados do PT.
Aqueles que divulgam a corrupção, são denominados de ter ódio ao PT.
Aqueles que não aceitam o desemprego, a derrubada da economia, são ditos tendo ódio ao PT.
Aqueles que não aceitam uma máquina pública inchada, cheia de ministérios e órgãos sem necessidade, sem sentido, são apontados como tendo ódio ao PT.
Aqueles que cobram as promessas de campanhas não realizadas depois de 12 anos de governo, vão ser cotados no ódio ao PT.
Aqueles que clamam por reformas na segurança pública, não aceitas pelo PT, são taxados de ter ódio ao PT. Só quem fala em ódio é o PT, que odeia com todas as forças todo e qualquer ser vivo que não seja subserviente as suas vontades, caprichos, incompetências, desmando, populismo, improdutividade. Então que se quebre o país, mas que fique vivo e forte o PT, fora disso é ódio.
Tome macaxeira no povo brasileiro e vai sem cuspe. O deputado do PSDB só falou a verdade que muitos se negam!!!
ALGUÉM VIU ESSA NOTÍCIA?
Executivos viram réus por cartel no metrô de SP.
Justiça acusa seis executivos da Alstom, Tejofran, MPE e Temoins de formação de cartel e fraude em licitações para a reforma de 51 trens da Linhas 1- Azul e 47 trens da Linha 3- Vermelha do Metrô nos anos de 2008 e 2009, durante a gestão José Serra (PSDB) no governo de São Paulo; contratos, estimados inicialmente em R$ 1,5 bilhão, foram vencidos pelo valor de R$ 1,7 bilhão; um dos réus é César Ponce de Leon, que foi diretor da Alstom e hoje vive na Espanha.
Pergunta pros universitários utilizando a mesma lógica de acusação a Lula, Dilma e todos os Petistas: "Serra, Alckimin e Mário Covas sabiam? Ou eram inocentes?"
O Escritor Fernando Veríssimo, em artigo, afirma que:
“O antipetismo começou com o PT, o ódio ao PT nasceu antes do PT. Está no DNA da classe dominante brasileira, que historicamente derruba, pelas armas se for preciso, toda ameaça ao seu domínio, seja qual for sua sigla”; ‘são justamente as conquistas que revoltam o conservadorismo raivoso, para o qual “justiça social” virou uma senha do inimigo’, acrescenta.
Para um bom entendedor, meia palavra basta!
Só falou a verdade!!!!!! A macaxeira tá entrando e o povo não tá aguentando tanta incompetência dessa PTista Dilmacaxeira.
Não sei porque, mas quando ouço o Josias de Souza falar, nunca consigo distinguir o que diz, além é óbvio de uma eterna repetição dos mesmos argumentos, um "bate estacas" infinito, um grunido constante: AU, AU, AU…